Família Bolsonaro
Michelle Bolsonaro
PL

Terceira esposa de Jair Bolsonaro (casamento civil em 2007, cerimônia religiosa em 2013); primeira-dama durante o mandato presidencial dele, a partir de 1º de janeiro de 2019. Presidiu o PL Mulher, núcleo feminino do Partido Liberal, de março de 2023 a junho de 2026. Foi eleita senadora pelo Distrito Federal (PL) em 4 de outubro de 2026, segundo a totalização divulgada pelo TSE, para mandato a partir de 2027.
Família
Michelle é a terceira mulher com quem Jair Bolsonaro se uniu: antes, ele foi casado com Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, de 1978 a 1997, e viveu com Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan, em união estável de 1997 a 2008, segundo O Globo (o Estado de Minas se refere a Ana Cristina como "segunda esposa" e situa o fim da relação em 2009).
- InfoMoney (republicação de O Globo)fichatrechos sobre Rogéria ("Divorciado") e Ana Cristina ("A união estável durou de 1997 a 2008")
- Estado de Minasfichatrechos "A primeira, com Rogéria Bolsonaro [...] de 1978 a 1997", "A segunda esposa foi a advogada Ana Cristina Valle" e "A atual esposa é Michelle Bolsonaro"
Jair e Michelle oficializaram a união no civil em 2007; a cerimônia religiosa, evangélica, foi em 2013, celebrada pelo pastor Silas Malafaia no Rio de Janeiro.
- Metrópolesfichatrecho "Em 2007, o casal oficializou a união no civil" e descrição da cerimônia de 2013
Cargos e mandatos
Primeira-dama (posição não eletiva, sem cargo formal) — Presidência da República
Presidente nacional do PL Mulher — Partido Liberal (PL) (PL)
- Money Timesfichatrecho: 'assumiu nesta terça-feira a presidência do PL Mulher' (21/03/2023)
- O Povofichaanúncio na noite de terça-feira, 30/06/2026; nota: "Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família"
Senadora eleita pelo Distrito Federal — Senado Federal (PL)
- Correio Braziliensefichatrecho: 'registrou a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal neste sábado (15/8)'
- primáriaTSE — Divulgação de Resultados (resultados.tse.jus.br)fichacargo Senador, candidato 222 "MICHELLE DE PAULA FIRMO REINALDO BOLSONARO" (urna: "MICHELLE BOLSONARO"), PL, "st": "Eleito", 938.496 votos, 29,05%
- O Tempofichasituação "eleito"; 938.496 votos (texto automatizado a partir de dados do TSE)
Principais episódios documentados
Entre 2018 e 2022, Jair Bolsonaro e o filho Eduardo aproximaram publicamente o governo brasileiro do governo de Donald Trump: Eduardo usou boné "Trump 2020" em Washington (nov/2018); Jair decretou a dispensa unilateral de visto para americanos (16/03/2019) e foi recebido na Casa Branca (19/03/2019), onde anunciou a renúncia gradual ao tratamento especial e diferenciado na OMC e uma cota de trigo sem tarifa, enquanto Trump anunciou a intenção de designar o Brasil aliado extra-OTAN (designação feita em 31/07/2019). Jair anunciou que queria Eduardo como embaixador em Washington (11/07/2019); Eduardo desistiu em 22/10/2019. Jair declarou torcer pela reeleição de Trump (20/10/2020), reconheceu a vitória de Joe Biden 38 dias após a eleição e, em 06/01/2021, disse haver "muita denúncia de fraude" na eleição americana. O Brasil votou com EUA e Israel contra a resolução anual da ONU sobre o embargo a Cuba (07/11/2019). No mesmo período, o governo fechou acordos com a China, que o Poder360 descreve como maior parceira comercial do país, e a Anatel aprovou o edital do 5G sem restrição à Huawei. Em 2025, Jair posou com boné "Make America Great Again"; as sanções americanas de 2025 estão no dossiê próprio.
Em outubro de 2021 a Receita Federal reteve em Guarulhos um conjunto de joias presenteado por autoridades sauditas à comitiva do Ministério de Minas e Energia; outros presentes recebidos por Jair Bolsonaro ou por essa comitiva foram destinados ao acervo privado dele. Segundo a Polícia Federal, parte desses bens foi levada aos EUA e vendida ou posta à venda em 2022. Depois que o TCU mandou entregá-los, a defesa entregou dois conjuntos à Caixa em 2023; de um relógio Patek Philippe vendido nos EUA, a PF dizia em 2023 não haver indício de recuperação. O relatório final da PF (julho de 2024) indiciou Bolsonaro e outras 11 pessoas. Em 04/03/2026 a PGR promoveu o arquivamento, alegando lacuna legislativa sobre a natureza jurídica desses presentes; o relator no STF devolveu os autos à PGR e, no andamento oficial consultado em 14/10/2026, não havia decisão sobre o arquivamento nem denúncia. Na esfera fiscal, a Receita lavrou o Auto de Infração nº 10814.721675/2026-12, e o relator determinou em 06/10/2026 a intimação de Bolsonaro. Bolsonaro afirmou em 2023 nunca ter praticado ilegalidade, e a defesa sustenta que ele não tinha ingerência sobre os presentes (ver Respostas).
Situação dos procedimentos
Esfera criminal
Cronologia
6 out. 2026 — Relator defere pedido da Receita e determina a intimação de Jair Bolsonaro sobre o Auto de Infração nº 10814.721675/2026-12, lavrado pela Receita; a decisão não informa valor nem bens abrangidos. Decisão judicial
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichap. 1: Ofício nº 51176/2026/MF; "DETERMINO a intimação de JAIR MESSIAS BOLSONARO em relação ao Auto de Infração nº 10814.721675/2026-12"; "Brasília, 6 de outubro de 2026"
- primáriaPortal do STF — consulta processualfichaandamento de 07/10/2026: decisão monocrática ("Decisão de 6/10/2026")
- SBT Newsfichatrecho: "para que Bolsonaro seja notificado sobre a lavratura da infração"; a reportagem diz "nesta quarta-feira (7)" (data de registro)
18 set. 2026 — Diante de novo pedido da Receita (Ofício nº 512/2026), o relator determina que a secretaria do STF envie à Receita cópia dos documentos da investigação (despacho publicado em 21/09/2026). Decisão judicial
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichap. 3: dispositivo; "Brasília, 18 de setembro de 2026"
- primáriaPortal do STF — consulta processualfichaandamento de 21/09/2026 (registro do despacho de 18/09/2026); DJe divulgado em 21/09/2026
28 ago. 2026 — Relator defere à Receita o compartilhamento de laudos periciais e subsídios técnicos da PF sobre as joias e demais bens que "ingressaram no território nacional sem a devida declaração aduaneira"; a PGR, a favor, afirmou que a investigação "encontra-se encerrada". O pedido de arquivamento continuava sem decisão do relator. Decisão judicial
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichap. 2: Ofício nº 39038/2026/MF, de 22/7/2026; p. 3: PGR (eDoc. 338); pp. 3–4: dispositivo e data
2 jul. 2026 — Acolhendo a PGR ("Ausente o interesse criminal na apreensão das joias"), o relator defere o pedido da Receita de transferir a custódia das joias apreendidas, guardadas na Caixa em Brasília, para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo, para instruir o procedimento fiscal de perdimento. Decisão judicial
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichapp. 1–3: pedido da Receita; manifestação da PGR; dispositivo; "Brasília, 2 de julho de 2026"
- CNN Brasilfichatrechos: "determinou nesta quinta-feira (2) a transferência da custódia"; "apontou não haver mais interesse criminal sobre os objetos"
30 jun. 2026 — Acolhendo pedido da PGR, o relator manda desentranhar as informações da PF sobre os celulares de Frederick Wassef e autuar petição autônoma e sigilosa, por entender que os fatos "não possuem conexão com o objeto destes autos"; o pedido de arquivamento da Pet 11.645 segue sem decisão. Decisão judicial
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichap. 5: PGR pediu "desentranhamento" e "autuação de petição própria" (eDoc. 312); "não possuem conexão com o objeto destes autos"; pp. 5–6: dispositivo e data
- primáriaPortal do STF — consulta processualfichaandamento de 02/07/2026: certidão "Autuada a PET: 16.333 (24192/2026)"
- Poder360fichatrecho: "A determinação foi assinada na 3ª feira (30.jun.2026), e a nova apuração corre à parte do inquérito original"
18 mar. 2026 — Relator não decide o arquivamento e devolve os autos à PGR para manifestação sobre o material da PF relativo a Frederick Wassef, que o parecer não havia analisado. Decisão judicial
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichap. 5: "não houve manifestação Ministerial quanto ao citado material"; "ENCAMINHEM-SE os autos à Procuradoria-Geral da República"; "Brasília, 18 de março de 2026"
4 mar. 2026 — A PGR promove o arquivamento da Pet 11.645 (manifestação protocolada em 04/03/2026), sustentando que, "enquanto subsistir a lacuna legislativa sobre a natureza jurídica dos presentes ofertados a Presidentes da República", a incidência do direito penal é incompatível com os princípios do poder punitivo; não oferece denúncia. No mesmo dia a PF envia ao STF material sobre os celulares de Frederick Wassef. Fato documentado
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichap. 5: "Em 4/3/2026, a Procuradoria-Geral da República promoveu o arquivamento da presente Petição"
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichapp. 4–5: material da PF de 4/3/2026 (eDoc. 283), "eventos fortuitos nos aparelhos celulares do investigado FREDERICK WASSEF"
- primáriaPortal do STF — consulta processualfichaandamento de 04/03/2026: "Manifestação da PGR", petição 24795, às 18:48:09; petição sigilosa 24192 da PF
- Gazeta do Povofichamanifestação "assinada nesta quarta-feira"
25 fev. 2026 — Segundo o Poder360 (25/02/2026), a Receita Federal pede, por meio da PF, a custódia das joias para procedimento fiscal de perdimento e alerta o TCU de que o processo pode prescrever em outubro de 2026. O pedido (ofício nº 3/2026 da Superintendência da 8ª Região Fiscal) é relatado em despacho do relator de 04/03/2026. Fato documentado
- Poder360fichatrecho: 'pode prescrever em outubro deste ano'
- primáriaSupremo Tribunal Federalfichap. 1: ofício nº 3/2026; transferência de custódia "essencial para a instrução e o regular prosseguimento do procedimento fiscal de perdimento"
Lacunas e limitações
- Data de término do período como primeira-dama não conferida em fonte específica.
- Diplomação como senadora eleita não verificada (o arquivo do TSE registra a totalização, não a diplomação).
- Data exata do casamento civil (2007) não conferida em documento de cartório nem em reportagem acessível nesta pesquisa; o fim da união estável anterior é datado em 2008 (O Globo) ou 2009 (Estado de Minas).