Pessoas
Família Bolsonaro — atuação pública

Jair Bolsonaro
Militar (capitão do Exército, segundo registro da Câmara), nascido em 21/03/1955. Foi vereador no Rio de Janeiro (1989–1991), deputado federal pelo Rio de Janeiro por sete legislaturas (1991–2019) e Presidente da República (mandato iniciado em 2019 e encerrado na virada para 2023), eleito pelo PSL; segundo a Agência Brasil, filiou-se ao PL em 30/11/2021 e disputou a reeleição em 2022, sem sucesso. O TSE o declarou inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2022, em 30/06/2023 (abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, pela reunião com embaixadores de julho de 2022) e de novo em 31/10/2023 (abuso de poder político e econômico no Bicentenário da Independência), sem cumulação de prazos. Em 11/09/2025 foi condenado pela 1ª Turma do STF na Ação Penal 2668 (trama golpista) a 27 anos e 3 meses de prisão; a condenação transitou em julgado em novembro de 2025. Desde março de 2026 cumpre a pena em prisão domiciliar humanitária, por decisão do relator Alexandre de Moraes.

Flávio Bolsonaro
Filho de Jair Bolsonaro, nascido em 30/04/1981 em Resende (RJ), segundo os dados abertos do Senado. Eleito deputado estadual no Rio de Janeiro em 2002 pelo PPB e reeleito pelo PP em 2006, 2010 e 2014, segundo o TSE. Candidato a prefeito do Rio em 2016 pelo PSC (não eleito). Eleito senador pelo RJ em 2018 pelo PSL; no Senado desde 01/02/2019, com mandato até 31/01/2027; filiado ao PL desde 30/11/2021. Candidato do PL à Presidência da República em 2026: ficou em primeiro lugar no 1º turno (04/10/2026), com 47,03% dos votos válidos, e disputa o 2º turno em 25/10/2026, segundo o TSE.

Carlos Nantes Bolsonaro
Filho de Jair Bolsonaro, nascido em 1982. Eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2000, exerceu mandatos consecutivos na Câmara Municipal do Rio de 2001 a 2025 (sete, segundo a Agência Senado). Segundo a revista Oeste, formalizou a renúncia ao mandato em 15/12/2025, por carta publicada no Diário Oficial, para disputar o Senado por Santa Catarina. Segundo a Agência Senado (04/10/2026), foi eleito senador por Santa Catarina pelo PL em 04/10/2026, com 2.041.840 votos (25,4% dos válidos); a totalização oficial do TSE não foi consultada.

Eduardo Nantes Bolsonaro
Filho de Jair Bolsonaro, nascido em 10/07/1984 em Resende (RJ). Escrivão da Polícia Federal entre 2010 e 2015, segundo a biografia oficial da Câmara. Eleito deputado federal por São Paulo em três legislaturas (2015–2019 pelo PSC, 2019–2023 pelo PSL, 2023–2027 pelo PL). Licenciou-se do mandato a partir de 20/03/2025 e permaneceu nos Estados Unidos; reassumiu formalmente em 20/07/2025 e teve a perda do mandato declarada pela Mesa Diretora da Câmara em 18/12/2025, por faltas a um terço das sessões deliberativas (art. 55, III e § 3º, da Constituição). Em 18/09/2026 foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo (portaria do ministro da Justiça publicada no DOU de 21/09/2026). Em 16/06/2026 foi condenado pela 1ª Turma do STF por coação no curso do processo (AP 2782) a 4 anos e 2 meses de reclusão em regime inicial semiaberto; a condenação transitou em julgado em 03/10/2026, e o mandado de prisão foi expedido em 08/10/2026, por decisão do relator de 07/10/2026.

Michelle Bolsonaro
Terceira esposa de Jair Bolsonaro (casamento civil em 2007, cerimônia religiosa em 2013); primeira-dama durante o mandato presidencial dele, a partir de 1º de janeiro de 2019. Presidiu o PL Mulher, núcleo feminino do Partido Liberal, de março de 2023 a junho de 2026. Foi eleita senadora pelo Distrito Federal (PL) em 4 de outubro de 2026, segundo a totalização divulgada pelo TSE, para mandato a partir de 2027.
Rede de relações
Adriano da Nóbrega
Ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro (ex-Bope). Foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Alerj com moção de louvor (2003) e com a Medalha Tiradentes (projeto de 2005); segundo reportagem, estava então preso preventivamente por homicídio, acusação da qual foi absolvido em 2007. Em janeiro de 2019 foi denunciado pelo MPRJ na Operação Intocáveis, que o apontou como líder da milícia de Rio das Pedras; teve a prisão decretada, não foi preso e morreu em fevereiro de 2020 em ação policial na Bahia, sem ter sido julgado (punibilidade extinta). Segundo reportagens, a mãe e a então esposa trabalharam no gabinete de Flávio na Alerj até novembro de 2018.
AbsolvidoOutra situação (ver ficha)Sem procedimento

Alexandre Ramagem Rodrigues
Delegado da Polícia Federal. No governo Jair Bolsonaro foi assessor especial da Secretaria de Governo (portaria de 15/03/2019, assinada por Onyx Lorenzoni) e diretor-geral da Abin (decretos de Bolsonaro de 9/07/2019 e 30/03/2022); sua nomeação para a direção-geral da PF (decreto de 27/04/2020) foi tornada sem efeito em 29/04/2020. Deputado federal pelo PL-RJ eleito em 2022, com perda do mandato declarada pela Mesa da Câmara em dezembro de 2025. Condenado pelo STF na AP 2668, com pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão (trânsito declarado em 25/11/2025); a lista de crimes do acórdão tem divergência interna em análise. Deixou o país em 2025; segundo reportagens, está nos Estados Unidos.
Condenado (trânsito em julgado)Arquivado

Almir Garnier Santos
Almirante de Esquadra. Nomeado comandante da Marinha por decreto de Jair Bolsonaro em 9/04/2021 (antes era secretário-geral do Ministério da Defesa), cargo que ocupou até 31/12/2022. Condenado pelo STF na AP 2668 a 24 anos.
Condenado (trânsito em julgado)

Anderson Gustavo Torres
Delegado da Polícia Federal. Ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro, nomeado por decreto de 29/03/2021 e exonerado por decreto de 31/12/2022 assinado por Hamilton Mourão no exercício da Presidência; depois, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (cargo citado pelo STF). Condenado pelo STF na AP 2668 a 24 anos, com perda do cargo de delegado da PF.
Condenado (trânsito em julgado)

Augusto Heleno Ribeiro Pereira
General do Exército da reserva. Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência durante todo o governo Jair Bolsonaro (nomeado por decreto de 1º/01/2019; exonerado por decreto de 31/12/2022, assinado por Hamilton Mourão no exercício da Presidência). Condenado pelo STF na AP 2668 a 21 anos; em prisão domiciliar humanitária concedida em 22/12/2025.
Condenado (trânsito em julgado)

Bento Albuquerque
Ministro de Minas e Energia no governo de Jair Bolsonaro. Segundo o relatório final da PF, em outubro de 2021 viajou oficialmente à Arábia Saudita representando o então presidente e recebeu de autoridades sauditas os presentes do caso das joias, inclusive o conjunto retido pela Receita em Guarulhos. Indiciado pela PF em 2024 na Pet 11.645 (STF); a PGR promoveu o arquivamento em 04/03/2026, sem decisão até 14/10/2026.
IndiciadoOutra situação (ver ficha)

Daniel Lucio da Silveira
Ex-policial militar e ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro (PTB em 2022). Foi vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara até julho de 2020. Condenado pelo STF em 20/04/2022 (AP 1044) a 8 anos e 9 meses; no dia seguinte Jair Bolsonaro concedeu-lhe graça constitucional, julgada inconstitucional pelo STF em 10/05/2023. Cumpre pena em regime aberto desde setembro de 2025 (EP 32).
Condenado (trânsito em julgado)

Pastor Everaldo
Pastor e dirigente do PSC (identificado como "líder do PSC" em 2016 e como presidente do partido na denúncia recebida em 2021). Batizou Jair Bolsonaro no rio Jordão, em Israel, em 12/05/2016, quando Jair era deputado federal filiado ao PSC (09/03/2016 a 27/03/2018, segundo a Câmara). Preso na Operação Tris in Idem em 28/08/2020, por ordem do STJ, teve a prisão preventiva mantida pela Corte Especial em 18/11/2020. É réu por organização criminosa na AP 5049124-57.2021.4.02.5101 (denúncia recebida em 16/06/2021), por fatos de 2019–2020 no governo do RJ. Sem sentença localizada.
Réu (denúncia recebida)

Fabrício Queiroz
Policial militar reformado do Rio de Janeiro. Foi assessor do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj até outubro de 2018, quando relatório do Coaf sobre movimentação atípica em sua conta deu origem à investigação do MPRJ conhecida como caso das "rachadinhas". Jair Bolsonaro declarou conhecê-lo desde 1984. Em 2024 disputou vaga de vereador em Saquarema (RJ) pelo PL, sem ser eleito.
ArquivadoDecisão anuladaOutra situação (ver ficha)

Filipe Garcia Martins Pereira
Integrou cargos de confiança na Presidência durante o governo Bolsonaro: assessor-chefe adjunto da Assessoria Especial do Presidente (2019) e assessor-chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (2020–2022), por portarias de ministros da Casa Civil. Condenado pelo STF na AP 2693 (núcleo 2 da trama golpista) a 21 anos; segundo a PGR, citada pela Agência Brasil, foi um dos responsáveis pela minuta do decreto golpista. Trânsito em julgado em 23/04/2026.
Condenado (trânsito em julgado)

Frederick Wassef
Advogado que atuou para Flávio Bolsonaro (inclusive no caso das "rachadinhas") e que representou Jair Bolsonaro em ação no TRF-1 ligada ao caso Adélio Bispo, segundo o porta-voz da Presidência (2019) e procuração noticiada pela CNN (2021). Fabrício Queiroz foi preso em 18/06/2020 em imóvel de Wassef em Atibaia (SP). Em julho de 2024 foi indiciado pela PF no inquérito das joias recebidas pela Presidência, por ter recomprado nos EUA um relógio Rolex depois devolvido à União. Nega irregularidades.
IndiciadoInvestigado
Marcelo Costa Câmara
Coronel da reserva do Exército (segundo o STF). Assessor especial do Gabinete Pessoal do Presidente da República de 2019 ao fim do governo Jair Bolsonaro, nomeado por portaria da Casa Civil; a partir de 1º/01/2023, assessor de ex-presidente da República, e em fevereiro de 2023 autorizado a acompanhar Jair Bolsonaro em agenda nos EUA. Condenado pela 1ª Turma do STF na AP 2693 a 21 anos; condenação transitada em julgado.
Condenado (trânsito em julgado)

Mário Fernandes
General da reserva do Exército. No governo Jair Bolsonaro, foi nomeado por decreto do presidente secretário especial de Relacionamento Externo da Casa Civil (29/04/2021) e secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência (28/07/2021), cargo do qual foi exonerado, também por decreto de Jair Bolsonaro, a partir de 1º/01/2023. Condenado pela 1ª Turma do STF na AP 2693 (núcleo 2 da trama golpista) a 26 anos e 6 meses; condenação transitada em julgado.
Condenado (trânsito em julgado)

Mauro Cesar Barbosa Cid
Tenente-coronel do Exército. Designado em dezembro de 2018 assessor-chefe militar da Ajudância-de-Ordens do Gabinete Pessoal do Presidente e dispensado a contar de 31/12/2022 — foi o ajudante de ordens de Jair Bolsonaro durante o mandato. Réu colaborador (delação premiada) na AP 2668, condenado a 2 anos em regime aberto. Transferido a pedido para a reserva remunerada a partir de 02/03/2026.
Condenado (trânsito em julgado)

Milton Ribeiro
Pastor presbiteriano. Ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro de julho de 2020 a março de 2022. Deixou o cargo após a divulgação de áudio sobre a atuação de pastores sem cargo público na liberação de verbas do FNDE; foi preso preventivamente pela PF em 22/06/2022 (Operação Acesso Pago) e solto no dia seguinte por decisão do TRF-1. Tornou-se réu no TRF-1 em 2025 por discriminação contra homossexuais, por declarações de 2020.
InvestigadoRéu (denúncia recebida)
Paulo Figueiredo
Comunicador e empresário residente nos EUA, com canal próprio de vídeos (segundo o STF). Denunciado pela PGR em 22/09/2025, com Eduardo Bolsonaro, por coação no curso do processo (Inq 4995); a denúncia foi desmembrada e ele foi mandado notificar por carta rogatória. O acórdão que condenou Eduardo (AP 2782) afirma que Eduardo agiu "em conjunto" com ele. Segundo voto na mesma ação, também foi denunciado no "núcleo 5" da trama golpista, com processo suspenso.
Denunciado

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
General de Exército da reserva. Nomeado por Jair Bolsonaro comandante do Exército (decreto de 9/04/2021) e ministro da Defesa (decreto de 31/03/2022); exonerado da Defesa por decreto de 31/12/2022 assinado por Hamilton Mourão no exercício da Presidência. Condenado pelo STF na AP 2668 a 19 anos.
Condenado (trânsito em julgado)

Ricardo de Aquino Salles
Advogado. Ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro de 1º/01/2019 a 23/06/2021, quando pediu exoneração cinco semanas após ser alvo da Operação Akuanduba da PF. Deputado federal por São Paulo (filiado ao Novo segundo reportagem de set/2025). Réu no STF em ação sobre facilitação de contrabando de produtos florestais, ainda sem julgamento.
Réu (denúncia recebida)

Roberto Jefferson Monteiro Francisco
Ex-deputado federal e ex-presidente do PTB. Preso preventivamente em agosto de 2021 no inquérito das milícias digitais; em 23/10/2022, ao receber a PF para cumprir novo mandado de prisão, atirou e lançou granadas contra os agentes. Condenado pelo STF (AP 2493) por crimes contra o exercício dos Poderes, calúnia, incitação e homofobia; responde na Justiça Federal por quatro tentativas de homicídio qualificado e aguarda júri popular.
Condenado (trânsito em julgado)Réu (denúncia recebida)
Major Ronald
Oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro (capitão em 2004; depois major). Recebeu moção de louvor de Flávio Bolsonaro na Alerj em março de 2004. Preso na Operação Intocáveis (2019), foi condenado pelo 4º Tribunal do Júri da Capital em 2021 por integrar organização criminosa em Rio das Pedras e Muzema e, em 2026, condenado pela 1ª Turma do STF (AP 2434) a 56 anos de reclusão pela participação nos homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes, com trânsito em julgado em 30/06/2026.
Condenado (trânsito em julgado)Condenado (cabe recurso)

Walter Souza Braga Netto
General do Exército da reserva. Nomeado interventor federal no Rio de Janeiro por decreto de Michel Temer (20/06/2018). No governo Jair Bolsonaro foi ministro-chefe da Casa Civil (2020–2021) e ministro da Defesa (2021–2022), por decretos assinados por Bolsonaro; depois, assessor especial do Gabinete Pessoal do Presidente (mar.–jun./2022), por portaria do ministro da Casa Civil. Candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022. Declarado inelegível pelo Plenário do TSE em 31/10/2023 nas ações sobre o Bicentenário da Independência (sanção eleitoral, não condenação penal); na ação sobre a reunião com embaixadores, foi excluído da sanção. Condenado pelo STF na AP 2668 a 26 anos, com trânsito em julgado em 25/11/2025.
Condenado (trânsito em julgado)Outra situação (ver ficha)

Wilson Witzel
Eleito governador do Rio de Janeiro em 2018 pelo PSC, com apoio de campanha de Flávio Bolsonaro, então candidato ao Senado pelo PSL (fora de coligação formal). Afastado do cargo pelo STJ em agosto de 2020 e destituído pelo Tribunal Especial Misto em 30/04/2021 por crime de responsabilidade (sanção político-administrativa, não condenação criminal). É réu em duas ações penais por fatos de 2019–2020 ligados ao governo do RJ: corrupção passiva e lavagem de dinheiro (denúncia recebida pelo STJ em 11/02/2021) e organização criminosa (denúncia recebida pela 7ª Vara Federal Criminal do RJ em 16/06/2021). Não há sentença localizada até 14/10/2026.
Réu (denúncia recebida)