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Família Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

PL Partido Liberal · última filiação documentada, desde 30 nov. 2021 · antes: PATRIOTA (até 29 nov. 2021), PSL (até 19 nov. 2019)

Foto de Flávio Bolsonaro — Foto oficial de senador, 2019
Foto oficial de senador, 2019. Foto: Agência Senado (2019-02-01) — origem · Atribuição (termos de uso da Agência Senado: reuso livre com crédito)

Nome completo: Flávio Nantes Bolsonaro

Filho de Jair Bolsonaro, nascido em 30/04/1981 em Resende (RJ), segundo os dados abertos do Senado. Eleito deputado estadual no Rio de Janeiro em 2002 pelo PPB e reeleito pelo PP em 2006, 2010 e 2014, segundo o TSE. Candidato a prefeito do Rio em 2016 pelo PSC (não eleito). Eleito senador pelo RJ em 2018 pelo PSL; no Senado desde 01/02/2019, com mandato até 31/01/2027; filiado ao PL desde 30/11/2021. Candidato do PL à Presidência da República em 2026: ficou em primeiro lugar no 1º turno (04/10/2026), com 47,03% dos votos válidos, e disputa o 2º turno em 25/10/2026, segundo o TSE.

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Mandatos e partidos conferidos no TSE (dados de candidatos de 2002 a 2018) e no Senado (dados abertos de 14/10/2026); candidatura e resultado do 1º turno de 2026 conferidos no arquivo oficial de resultados do TSE. Partido de 2002 corrigido de PP para PPB.

Última conferência: 14 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

Cargos e mandatos

  1. Deputado estadual do Rio de Janeiro (quatro mandatos consecutivos) — Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) (PPB (eleição de 2002); PP (eleições de 2006, 2010 e 2014))

    2003 – atual ou não informado · Eleito em 2002, 2006, 2010 e 2014, segundo os dados de candidatos do TSE. Datas exatas de posse e de fim não conferidas em fonte da Alerj; a legislatura estadual termina em 31/01/2019, e ele assumiu o Senado em 01/02/2019, sem solução de continuidade, como registra o voto do HC 201.965. A Itatiaia informa 22.860 votos em 2002 (não conferido no TSE).

  2. Candidato a prefeito do Rio de Janeiro (não eleito) (PSC (coligação PSC/PRP))

    2016 – 2016 · Candidatura, não cargo exercido. Não eleito, segundo o TSE. A Itatiaia informa 4º lugar no 1º turno, com 424.307 votos (não conferido no TSE).

  3. Senador da República pelo Rio de Janeiro — Senado Federal (PSL (eleição de 2018); sem partido; Patriota; PL)

    1 fev. 2019 – atual ou não informado · Mandato 2019–2027 (56ª e 57ª legislaturas). Filiações registradas pelo Senado: PSL 01/01/2019–19/11/2019; sem partido 20/11/2019–30/05/2021; Patriota 31/05/2021–29/11/2021; PL desde 30/11/2021. Eleito em 2018 pelo PSL, segundo o TSE; a Itatiaia informa 4.380.418 votos (não conferido no TSE).

  4. Candidato à Presidência da República (eleição de 2026) (PL)

    2026 – atual ou não informado · Candidatura, não cargo exercido. Primeiro lugar no 1º turno (04/10/2026), com 56.104.503 votos (47,03% dos votos válidos), e situação '2º turno', com 100% das seções totalizadas, segundo o arquivo oficial de resultados do TSE. O 2º turno está marcado para 25/10/2026, segundo o arquivo de configuração de eleições do TSE.

Principais episódios documentados

  • "Abin paralela": Carlos Bolsonaro, indiciado pela PF e não denunciado, tem caso enviado à Justiça Federal; STF arquiva quanto a Jair, já condenado na AP 2668 — Senador; citado no relatório da PF como suposto beneficiário de ação ligada à Receita Federal; não investigado nem indiciado na Pet 11.108

    A Petição 11.108 do STF, aberta em março de 2023, apurou o uso pela Abin, no governo Jair Bolsonaro, do sistema First Mile, que localizava celulares sem ordem judicial, e de outras estruturas da agência para monitorar adversários. Em 12/06/2025 a Polícia Federal concluiu que houve uma organização criminosa comandada pelo então diretor-geral Alexandre Ramagem e indiciou 36 pessoas, entre elas o vereador Carlos Bolsonaro, por organização criminosa; Jair Bolsonaro, apontado pela PF como "principal destinatário", não foi indiciado porque já respondia à ação penal da trama golpista. A PGR não ofereceu denúncia e, em 20/07/2026, o relator Alexandre de Moraes arquivou a investigação quanto a Jair Bolsonaro e Ramagem, condenados na AP 2668 por fatos que incluíam a "Abin paralela" (Jair Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF em 11/09/2025, na ação da trama golpista, com trânsito em julgado declarado em 25/11/2025; para Ramagem, ver o procedimento da AP 2668), e remeteu à Justiça Federal a apuração sobre Carlos e outros 27 indiciados, cuja situação não foi localizada em 14/10/2026. Flávio Bolsonaro aparece no relatório como suposto beneficiário de um dos episódios, sem ser investigado; não se localizou menção a Eduardo Bolsonaro no relatório nem na decisão de 20/07/2026.

  • CPI da Pandemia: indiciamentos propostos a Jair, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro e o destino de cada proposta — Senador e membro suplente da CPI; indiciamento proposto por incitação ao crime (art. 286); requerido na Pet 10.064, convertida em inquérito

    O relatório final da CPI da Pandemia, aprovado pela comissão em 26/10/2021, propôs indiciar Jair Bolsonaro por nove tipificações e Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro por incitação ao crime (art. 286 do CP). É conclusão de CPI, não acusação formal. Até 14/10/2026 não se localizou denúncia contra nenhum dos quatro com base nessas imputações. Duas apurações sobre Jair foram extintas em 2023 a pedido da PGR, com recurso pendente no Plenário do STF. Outras três seguem sem decisão de arquivamento visível. A apuração preliminar sobre incitação (Pet 10.064), que tem o pai e os três filhos entre os requeridos, foi convertida em inquérito sigiloso em 17/09/2025; a decisão de conversão cita crimes contra a administração pública, e o objeto do inquérito resultante não é público.

  • Inquéritos 4781 e 4874 do STF e CPMI das Fake News: Jair Bolsonaro investigado, sem denúncia localizada contra a família — Citado uma vez no depoimento de Joice Hasselmann à CPMI, segundo a qual ataques do grupo à Lava Jato visavam "proteger o Senador Flávio"; nenhuma condição processual documentada nestes procedimentos

    O STF mantém dois inquéritos sobre ataques digitais às instituições: o Inq 4781, aberto em 2019 pela Presidência do Tribunal e sigiloso, e o Inq 4874, aberto em 2021 para apurar uma organização "de forte atuação digital", que o próprio STF chama de inquérito das "milícias digitais". Nenhum dos dois resultou, até 14/10/2026, em denúncia localizada contra integrante da família Bolsonaro. Jair Bolsonaro é investigado desde 04/08/2021 na Pet 9842, notícia-crime do TSE sobre o pronunciamento de 29/07/2021 contra as urnas, hoje apensada ao Inq 4874 e sem desfecho localizado. A expressão "gabinete do ódio" aparece em depoimento à CPMI das Fake News, em decisão do STF que a atribui a deputados, em relatório parcial da PF que a diz "autodenominada" pelos próprios integrantes e em notícia oficial do STF; a CPMI terminou sem aprovar relatório.

  • Joias e presentes de governos estrangeiros: Jair Bolsonaro indiciado pela PF, sem denúncia; pedido de arquivamento da PGR sem decisão — senador; reagiu publicamente ao indiciamento

    Em outubro de 2021 a Receita Federal reteve em Guarulhos um conjunto de joias presenteado por autoridades sauditas à comitiva do Ministério de Minas e Energia; outros presentes recebidos por Jair Bolsonaro ou por essa comitiva foram destinados ao acervo privado dele. Segundo a Polícia Federal, parte desses bens foi levada aos EUA e vendida ou posta à venda em 2022. Depois que o TCU mandou entregá-los, a defesa entregou dois conjuntos à Caixa em 2023; de um relógio Patek Philippe vendido nos EUA, a PF dizia em 2023 não haver indício de recuperação. O relatório final da PF (julho de 2024) indiciou Bolsonaro e outras 11 pessoas. Em 04/03/2026 a PGR promoveu o arquivamento, alegando lacuna legislativa sobre a natureza jurídica desses presentes; o relator no STF devolveu os autos à PGR e, no andamento oficial consultado em 14/10/2026, não havia decisão sobre o arquivamento nem denúncia. Na esfera fiscal, a Receita lavrou o Auto de Infração nº 10814.721675/2026-12, e o relator determinou em 06/10/2026 a intimação de Bolsonaro. Bolsonaro afirmou em 2023 nunca ter praticado ilegalidade, e a defesa sustenta que ele não tinha ingerência sobre os presentes (ver Respostas).

  • Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas — deputado estadual titular do gabinete à época; investigado no PIC do MPRJ e denunciado em 2020 (denúncia rejeitada em 2022, sem ter sido recebida)

    Relatório do Coaf revelado em dezembro de 2018 apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 na conta de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj. O MPRJ investigou suspeita de devolução de salários de servidores do gabinete e, em outubro de 2020, denunciou Flávio, Queiroz e outras 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Em 2021, o STJ anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal e declarou o juiz de 1º grau incompetente, com anulação de decisões dele (alcance descrito de modo diferente pelas fontes); o STF anulou quatro relatórios do Coaf e declarou imprestáveis, em relação a Flávio, os elementos colhidos pelo MPRJ. Em 16/05/2022, depois de pedido do próprio MPRJ, o Órgão Especial do TJRJ rejeitou a denúncia por falta de justa causa: ela nunca foi recebida, e não houve julgamento de mérito, condenação ou absolvição. Na esfera cível, o MPRJ move uma ação de improbidade contra ex-assessores do gabinete, em curso. Flávio Bolsonaro nega irregularidades (ver Respostas).

Situação dos procedimentos

Agrupados por natureza. Cada grupo segue regras próprias e não deve ser somado aos outros; o número de procedimentos não indica culpa. A situação mostrada é a desta pessoa em cada procedimento, na data de verificação.

Esfera criminal

Inquéritos, denúncias, ações penais e seus recursos e incidentes. Investigação e denúncia não são condenação.

Comissões parlamentares de inquérito

Conclusões e pedidos de indiciamento de CPI não são acusação formal nem decisão judicial.

  • CPI da Pandemia (Senado Federal, 2021) — relatório final e propostas de indiciamento Outra situação (ver ficha)

    Conclusão de CPI, não acusação formal: art. 286 do Código Penal (incitação ao crime). O relatório também o lista entre os "possíveis autores" de improbidade administrativa cujos documentos seriam enviados à Procuradoria da República no DF, sem tipificação correspondente no resumo dos indiciamentos.

    Verificado em 14 out. 2026

Esfera cível, administrativa e de controle

Ações de improbidade, processos administrativos, disciplinares e auditorias. Não são processos criminais.

Cronologia

  1. 9 out. 2026 — Despacho no Inq 4781 (publicado em 14/10/2026) registra que "a análise dos procedimentos permanece em andamento". Fato documentado

    Dossiê: Inquéritos 4781 e 4874 do STF e CPMI das Fake News: Jair Bolsonaro investigado, sem denúncia localizada contra a família

  2. 8 out. 2026 — Segundo a ConJur (08/10/2026), a 6ª Vara Cível de Brasília negou pedido de Flávio Bolsonaro para remover vídeo que o associava ao caso e o condenou a pagar R$ 8 mil em custas e honorários (processo 0727678-66.2026.8.07.0001). A data da sentença não foi informada; a data aqui é a da reportagem. Decisão judicial

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  3. 6 out. 2026 — No Inq 4.888, o presidente do STF, Edson Fachin, dá 5 dias à PGR para ratificar ou não o pedido de arquivamento de 2023. Decisão judicial

    Dossiê: CPI da Pandemia: indiciamentos propostos a Jair, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro e o destino de cada proposta

  4. 6 out. 2026 — Relator defere pedido da Receita e determina a intimação de Jair Bolsonaro sobre o Auto de Infração nº 10814.721675/2026-12, lavrado pela Receita; a decisão não informa valor nem bens abrangidos. Decisão judicial

    Dossiê: Joias e presentes de governos estrangeiros: Jair Bolsonaro indiciado pela PF, sem denúncia; pedido de arquivamento da PGR sem decisão

    • primáriaSupremo Tribunal Federalfichap. 1: Ofício nº 51176/2026/MF; "DETERMINO a intimação de JAIR MESSIAS BOLSONARO em relação ao Auto de Infração nº 10814.721675/2026-12"; "Brasília, 6 de outubro de 2026"
    • primáriaPortal do STF — consulta processualfichaandamento de 07/10/2026: decisão monocrática ("Decisão de 6/10/2026")
    • SBT Newsfichatrecho: "para que Bolsonaro seja notificado sobre a lavratura da infração"; a reportagem diz "nesta quarta-feira (7)" (data de registro)
  5. 5 out. 2026 — Foi interposto agravo regimental contra a decisão da Rcl 96.278; em 07/10/2026 os autos estavam conclusos ao relator. A decisão de 29/09/2026 não é definitiva. Fato documentado

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  6. 4 out. 2026 — Carlos Bolsonaro é eleito senador por Santa Catarina (PL), segundo a Agência Senado. Fato documentado

    Dossiê: "Abin paralela": Carlos Bolsonaro, indiciado pela PF e não denunciado, tem caso enviado à Justiça Federal; STF arquiva quanto a Jair, já condenado na AP 2668

    • primáriaSenado Notíciasficha§1: "Santa Catarina elegeu neste domingo (4) Carol de Toni e Carlos Bolsonaro"
  7. 29 set. 2026 — O relator, Gilmar Mendes, julgou improcedente a Rcl 96.278 e manteve a quebra dos sigilos da ex-assessora, limitada ao período em que ocupou cargo comissionado na Alerj. Fundamentos: as instâncias ordinárias não estavam esgotadas (agravo de instrumento pendente no TJRJ); o Tema 990 não trata do uso de RIFs em improbidade; o RIF 27.746 foi comunicado espontaneamente e não foi anulado no HC 201.965; e há provas autônomas, como dados funcionais da Alerj e mensagens obtidas na Operação Intocáveis. Decisão judicial

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

    • primáriaSupremo Tribunal Federalfichapp. 4–5 (instâncias), 6–9 (Tema 990 e RIF 27.746), 10–11 e 22–24 (provas autônomas), 25–26 (dispositivo)
  8. 18 set. 2026 — Diante de novo pedido da Receita (Ofício nº 512/2026), o relator determina que a secretaria do STF envie à Receita cópia dos documentos da investigação (despacho publicado em 21/09/2026). Decisão judicial

    Dossiê: Joias e presentes de governos estrangeiros: Jair Bolsonaro indiciado pela PF, sem denúncia; pedido de arquivamento da PGR sem decisão

Ver os 95 eventos na cronologia →

Declarações e checagens

Checagens

Declarações

Relações documentadas na rede

  • Contexto documentado — não representado no mapa da rede por não poder ser descrito com precisão como vínculo.

    Adriano da Nóbrega — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo (Profissional)

    Vínculo indireto: Adriano não ocupou cargo no gabinete. Segundo reportagens (Estado de Minas/Estadão, 12/02/2020; Congresso em Foco, 16/02/2020), a então esposa e a mãe dele foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, a esposa a partir de 2007 e a mãe a partir de 2016, até novembro de 2018; as datas exatas divergem entre as reportagens e não foram conferidas em documento oficial da Alerj. Em nota de 22/01/2019, a defesa de Queiroz afirmou ter pedido as nomeações; Flávio atribuiu a Queiroz a responsabilidade pelas contratações (JB).

    Depois que os fatos vieram a público: Segundo o JB (22/01/2019), as duas trabalharam no gabinete até novembro de 2018; o vínculo veio a público em 22/01/2019, dia da Operação Intocáveis.

    • Estado de Minasfichaparáfrase: esposa de 06/09/2007 a 14/11 (ano ambíguo no texto) e mãe de 11/05/2016 a 14/11/2018
    • Congresso em Focofichaparáfrase: esposa de 2007 a nov/2018; mãe de abril de 2016 a nov/2018; empregadas com ajuda de Queiroz
    • Jornal do Brasilfichatrechos: nota de Queiroz (pediu a contratação por solidariedade à família) e nota de Flávio: "a contratação das duas seria da responsabilidade de Queiroz"
  • Adriano da Nóbrega — Homenagem, condecoração ou apoio público (Político, recorrente, 24 out. 2003 – ago. 2005)

    Como deputado estadual, Flávio Bolsonaro apresentou a Moção nº 2650/2003 (24/10/2003), de louvor ao 1º Ten PM Adriano Magalhães da Nóbrega, e o Projeto de Resolução nº 1067/2005 (entrada em 22/06/2005), que lhe concedeu a Medalha Tiradentes; o projeto foi aprovado em discussão única em agosto de 2005 (votação registrada em 24/08/2005) e resultou na Resolução 931/2005. Segundo a Exame/Estadão (25/01/2019), Adriano estava preso preventivamente desde janeiro de 2004, acusado de homicídio, quando o projeto foi apresentado e aprovado, e foi absolvido em novo júri em 2007. São dois atos legislativos; não há nas fontes lidas registro de outro contato entre os dois.

    Depois que os fatos vieram a público: Em 2019, Flávio disse que Adriano "sofria uma injustiça, reconhecida com sua absolvição" (Exame/Estadão, 25/01/2019); em fevereiro de 2020 afirmou: "Condecorei o Adriano há mais de 15 anos" (Congresso em Foco, 16/02/2020).

  • Fabrício Queiroz — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo (Profissional, continuada)

    Queiroz foi assessor do gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, na Alerj; o TJRJ o identifica como "ex-assessor" do senador. Segundo reportagens, foi exonerado em outubro de 2018 (15 ou 16/10, conforme a fonte); a data de nomeação não foi localizada em documento oficial. Flávio e Queiroz afirmaram que ele tinha autonomia para indicar assessores (Metrópoles, 09/06/2019). Em nota de 22/01/2019, a defesa de Queiroz disse que ele pediu a nomeação de duas familiares de Adriano Magalhães da Nóbrega no gabinete (JB). As acusações e a situação processual estão no envolvimento da ficha de Queiroz.

    Depois que os fatos vieram a público: Em 01/09/2024, Flávio gravou vídeo pedindo votos para Queiroz, candidato do PL a vereador em Saquarema (RJ), e disse que ele foi alvo de perseguição (Metrópoles, 01/09/2024).

  • Frederick Wassef — Relação comercial (Profissional, continuada)

    Wassef atuou como advogado de Flávio Bolsonaro, inclusive no caso das "rachadinhas" (Poder360, 18 e 20/06/2020). Em 18/06/2020, Queiroz foi preso em imóvel de Wassef em Atibaia (SP); Wassef negou tê-lo escondido e disse que o local estava em obras. Segundo O Povo (29/08/2023), ele deixou a defesa de Flávio depois que veio a público onde Queiroz estava. O Poder360 (01/07/2026) ainda o identifica como advogado de Flávio. O período de representação não foi documentado (procuração ou registro processual não localizado).

    Depois que os fatos vieram a público: Em vídeo de 28/08/2023, após busca da PF relacionada às joias, Flávio declarou: "Eu confio 100% na capacidade e na lealdade do Wassef" (O Povo, 29/08/2023).

    • Poder360fichasubtítulo: "Estava na casa do advogado de Flavio"; texto: "Queiroz estava em 1 imóvel do advogado Frederick Wassef, advogado de Flávio e de Jair Bolsonaro"
    • Poder360fichatrechos: "Queiroz não estava escondido." / "Meu escritório estava em obras."
    • O Povofichatrecho: "Eu confio 100% na capacidade e na lealdade do Wassef"; paráfrase: deixou a defesa após vir à tona onde Queiroz estava
    • Poder360fichaparáfrase: Wassef, advogado de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro
    • Diario de Pernambucofichatrecho: "O advogado defende Flávio no caso das movimentações suspeitas apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)"
  • Major Ronald — Homenagem, condecoração ou apoio público (Político, pontual, 8 mar. 2004 – 8 mar. 2004)

    Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, apresentou a Moção nº 3180/2004 (entrada em 08/03/2004; publicação em 11/03/2004), de louvor e congratulações ao Cap PM Ronald Paulo Alves Pereira, lotado no 22º BPM, "pelos importantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro" em operação policial no Conjunto Esperança (Complexo da Maré) em 22/01/2004, que, segundo o texto da moção, resultou em confronto armado com três mortos. Ato único; não foi localizada outra relação documentada entre os dois.

  • Wilson Witzel — Aliança política ou atuação eleitoral (Político, recorrente, 2018 – set. 2019)

    Na eleição de 2018, Flávio Bolsonaro, candidato ao Senado pelo PSL, apoiou a candidatura de Wilson Witzel (PSC) ao governo do RJ, sem coligação formal: segundo o TSE, a coligação de Witzel era PSC/PROS, e o registro de Flávio não informa coligação. Depois da vitória, Witzel atribuiu o resultado à aliança com Flávio e agradeceu ao "jovem senador" que, "contrariando até mesmo o 01", lhe "deu a mão" (Jornal do Brasil, out/2018). Em setembro de 2019, Flávio disse ao O Globo (relato do Poder360) que, na campanha, atendeu ao pedido de Witzel de assinar autorização para divulgar fotos ao seu lado; chamou-o de "ingrato". Como presidente do PSL-RJ, Flávio havia orientado os deputados do partido, em 16/09/2019, a deixar a base do governo.

    Depois que os fatos vieram a público: O rompimento público ocorreu em setembro de 2019 (Poder360, 26/09/2019), antes de as investigações sobre o governo Witzel virem a público em 2020.

    • primáriaDivulgaCandContas (API pública)fichaWitzel: nomeColigacao "MAIS ORDEM, MAIS PROGRESSO", composicaoColigacao "PSC / PROS", "Eleito"; Flávio (id 190000614721): partido PSL, composicaoColigacao "**"
    • Jornal do Brasilfichatrechos: "Quero manifestar gratidão a um jovem senador que, num gesto simbólico, contrariando até mesmo o 01 (Jair Bolsonaro), me deu a mão"; "salva o Rio de Janeiro, Wilson"
    • Poder360fichatrechos: "me procurou pedindo que assinasse uma autorização para poder divulgar fotos ao meu lado. Eu atendi."; "Não me arrependo, mas esperava mais consideração"; orientação de 16/09/2019 para o PSL deixar a base

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Lacunas e limitações

  • Datas exatas de posse e de fim dos mandatos de deputado estadual não conferidas em fonte da Alerj.
  • Reportagens de 2020 e 2021 identificam Flávio Bolsonaro como filiado ao Republicanos; os dados do Senado registram 'sem partido' entre 20/11/2019 e 30/05/2021. Divergência não resolvida (o sistema de filiação partidária do TSE não foi consultado).
  • Votações de 2002, 2016 e 2018 conferidas só na Itatiaia (os arquivos de candidatos do TSE não trazem votos).

Histórico

  1. 13 out. 2026 — Criação do registro no piloto documental (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. 14 out. 2026 — correção: antes «Eleito deputado estadual no Rio de Janeiro em 2002 pelo PP» / depois «em 2002 pelo PPB e reeleito pelo PP em 2006, 2010 e 2014, segundo o TSE» — motivo: dados de candidatos do TSE (sigla PPB em 2002).
  3. 14 out. 2026 — correção: antes candidatura de 2026 e resultado do 1º turno sustentados pela CartaCapital («não conferido diretamente no portal do TSE») / depois sustentados pelo arquivo oficial de resultados do TSE (56.104.503 votos, 47,03%) — motivo: fonte primária lida em 2026-10-14.
  4. 14 out. 2026 — Auditoria documental (Etapa 2b) do dossiê rachadinha-gabinete-flavio-alerj: mandatos e partidos conferidos no TSE e no Senado.
  5. 14 out. 2026 — Foto oficial com licença livre acrescentada (crédito na página).
  6. 14 out. 2026 — Acrescentada filiação partidária (PSL, PATRIOTA, PL) com fontes oficiais (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).