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Dossiê · Desinformação e ataques à imprensa

Inquéritos 4781 e 4874 do STF e CPMI das Fake News: Jair Bolsonaro investigado, sem denúncia localizada contra a família

O STF mantém dois inquéritos sobre ataques digitais às instituições: o Inq 4781, aberto em 2019 pela Presidência do Tribunal e sigiloso, e o Inq 4874, aberto em 2021 para apurar uma organização "de forte atuação digital", que o próprio STF chama de inquérito das "milícias digitais". Nenhum dos dois resultou, até 14/10/2026, em denúncia localizada contra integrante da família Bolsonaro. Jair Bolsonaro é investigado desde 04/08/2021 na Pet 9842, notícia-crime do TSE sobre o pronunciamento de 29/07/2021 contra as urnas, hoje apensada ao Inq 4874 e sem desfecho localizado. A expressão "gabinete do ódio" aparece em depoimento à CPMI das Fake News, em decisão do STF que a atribui a deputados, em relatório parcial da PF que a diz "autodenominada" pelos próprios integrantes e em notícia oficial do STF; a CPMI terminou sem aprovar relatório.

Período: mar. 2019 – out. 2026 · Última revisão: 14 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

Revisão editorial assistida por IA em 14 out. 2026 — pendente de aprovação humana · folha: docs/revisao/inquerito-fake-news-e-milicias-digitais.md

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Afirmações centrais conferidas em fontes primárias (andamentos do STF, notícias oficiais, cópia da decisão de 26/05/2020, relatório parcial da PF, notas taquigráficas e páginas da CPMI no Senado). Uma afirmação sobre a condição de Carlos, sustentada só por reportagem, está bloqueada (a7). Relatório da CPMI não lido.

Este dossiê está em revisão de fontes. As fontes foram reunidas por pesquisa assistida e ainda precisam ser conferidas por um editor antes da publicação.

Pessoas e instituições envolvidas

Partido: última filiação documentada em fonte oficial (TSE, Câmara, Senado), com as anteriores ao lado. Filiação partidária não indica participação nos fatos.

  • Foto de Jair Bolsonaro

    PL última filiação documentada, desde 30 nov. 2021 antes: PSL (até 2019)

    Jair Bolsonaro

    Investigado na Pet 9842 (STF) desde 04/08/2021, sem indiciamento, denúncia ou arquivamento localizados; citado no relatório parcial da PF de 2022 (Inq 4874)

    candidato à reeleição para presidente pelo PL em 2022, não eleito (TSE); filiação posterior não conferida em fonte oficial depois de 2022

  • Foto de Carlos Nantes Bolsonaro

    PL última filiação documentada antes: REPUBLICANOS (até 2024)

    Carlos Nantes Bolsonaro

    Apontado pela deputada Joice Hasselmann, em depoimento à CPMI (04/12/2019), como um dos "mentores" do grupo; objeto de requisição de informações no Inq 4874 (03/03/2022) sobre viagem oficial; condição processual nos inquéritos não documentada em fonte pública primária

    reeleito vereador do Rio pelo PL em 2024; eleito senador (SC) pelo PL em 2026 (TSE)

  • Foto de Eduardo Nantes Bolsonaro

    PL última filiação documentada, desde 22 mar. 2022 antes: UNIÃO (até 22 mar. 2022), PSL (até 23 fev. 2022)

    Eduardo Nantes Bolsonaro

    Apontado pela deputada Joice Hasselmann, em depoimento à CPMI (04/12/2019), como "um dos líderes" do grupo; condição processual no Inq 4781 e no Inq 4874 não documentada em fonte pública

    deputado federal (SP) pelo PL, reeleito em 2022 (TSE); mandato perdido por ato da Mesa em 18/12/2025 (Câmara); filiação posterior não conferida em fonte oficial

  • Foto de Flávio Bolsonaro

    PL última filiação documentada, desde 30 nov. 2021 antes: PATRIOTA (até 29 nov. 2021), PSL (até 19 nov. 2019)

    Flávio Bolsonaro

    Citado uma vez no depoimento de Joice Hasselmann à CPMI, segundo a qual ataques do grupo à Lava Jato visavam "proteger o Senador Flávio"; nenhuma condição processual documentada nestes procedimentos

    senador (RJ), mandato 2019–2027; candidato a presidente da República pelo PL em 2026 (TSE)

  • Foto de Joice Cristina Hasselmann

    PODE última filiação documentada antes: PSDB (até 2024), UNIÃO (até 15 mar. 2022), PSL (até 23 fev. 2022)

    Joice Cristina Hasselmann

    Deputada federal (PSL-SP em 2019); depoente na CPMI das Fake News em 04/12/2019

    candidata a vereadora em São Paulo pelo Podemos em 2024, suplente (TSE); filiação posterior não conferida em fonte oficial

  • Foto de Lídice da Mata

    PSB última filiação documentada

    Lídice da Mata

    Deputada federal (PSB-BA); relatora da CPMI das Fake News

    deputada federal (BA) pelo PSB desde 2019 (Câmara); em 2026, candidata à reeleição, suplente (TSE)

  • Foto de Alexandre de Moraes

    Alexandre de Moraes

    Ministro do STF; relator do Inq 4781 até 09/09/2026 e do Inq 4874

  • Foto de Edson Fachin

    Edson Fachin

    Presidente do STF; em 09/09/2026 revogou a designação de Moraes no Inq 4781

  • Denisse Dias Rosas Ribeiro

    Delegada da Polícia Federal; assinou o relatório parcial de 07/02/2022 no Inq 4874

Instituições: Supremo Tribunal Federal · Polícia Federal · Procuradoria-Geral da República · Tribunal Superior Eleitoral · Congresso Nacional — CPMI das Fake News

Contexto

**Os procedimentos.** O Inq 4781 foi instaurado em 14/03/2019 pela Portaria GP nº 69 da Presidência do STF, com base no art. 43 do Regimento Interno, para apurar notícias fraudulentas, ameaças e ofensas contra o Tribunal e seus ministros, inclusive "esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais". O Plenário declarou sua constitucionalidade na ADPF 572 (18/06/2020, 10 a 1). O processo é sigiloso: o portal não mostra partes. O Inq 4874 nasceu em 01/07/2021, quando Alexandre de Moraes arquivou, a pedido da PGR, o Inq 4828 (atos antidemocráticos) e mandou abrir novo inquérito; é público, com documentos acautelados, mas o campo de investigados aparece como "NÃO INDICADO". A Pet 12.100 (investigação da trama golpista, tratada em outro dossiê) figura no portal como seu apenso principal. A CPMI das Fake News foi instalada no Congresso em 04/09/2019, teve o prazo suspenso a partir de 20/03/2020 e consta como encerrada sem ter votado o relatório final que a relatora apresentou em 21/12/2022.

**Quem usa os termos, onde e com que sentido.** O dossiê não usa "milícias digitais" nem "gabinete do ódio" como classificação criminal. Cada uso é atribuído:

- **"gabinete do ódio"** — (1) A deputada Joice Hasselmann, em depoimento à CPMI das Fake News em 04/12/2019, chamou assim um grupo que, segundo ela, coordenava ataques nas redes e recebia instruções "principalmente" de Eduardo Bolsonaro e de assessores. (2) Na decisão de 26/05/2020 no Inq 4781, Moraes falou em "real possibilidade" de uma associação criminosa "denominada nos depoimentos dos parlamentares como 'Gabinete do Ódio'" — o nome é atribuído a deputados ouvidos no inquérito; um deles (Heitor Freire) apontou três assessores especiais da Presidência como integrantes principais. (3) O relatório parcial da PF de 07/02/2022 no Inq 4874 fala em estrutura que opera por meio de um "autodenominado 'gabinete do ódio'" e explica em nota que a expressão era usada pelos próprios interlocutores nos diálogos analisados ("Gabinete do Ódio (GDO)"). (4) A notícia oficial do STF de 16/12/2024 sobre a prorrogação do Inq 4781 fala do "chamado 'gabinete do ódio', estrutura que teria sido montada no Palácio do Planalto" — descrição do objeto a investigar, no condicional. - **"milícia digital" / "milícias digitais"** — (1) Joice Hasselmann, na CPMI: "esse grupo que nós chamamos de milícia digital". (2) A relatora Lídice da Mata, na mesma sessão, disse que essa "milícia digital" compunha "uma organização criminosa, no sentido jurídico da palavra" — opinião parlamentar, não conclusão da CPMI. (3) A PF, no relatório de 07/02/2022: "atuação das denominadas milícias digitais, uma suposta organização criminosa". (4) O STF, em notícia de 22/01/2024, chama o Inq 4874 de inquérito "das milícias digitais" e diz que ele apura "a existência de milícias digitais antidemocráticas e seu financiamento". Nas decisões cujo trecho é público (01/07/2021 e 18/03/2024), Moraes usa outra fórmula: organização "de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político".

Nenhum desses usos é condenação, denúncia ou indiciamento. São, respectivamente, depoimento, opinião parlamentar, fundamentação de medida cautelar, hipótese policial e comunicação institucional.

Cronologia

  1. A Presidência do STF instaura o Inq 4781 (Portaria GP nº 69). Fato documentado

  2. É instalada a CPMI das Fake News no Congresso Nacional. Fato documentado

  3. A deputada Joice Hasselmann depõe à CPMI como convidada, sob juramento prestado voluntariamente, e descreve um "gabinete do ódio" e uma "milícia digital" que atribui principalmente a Eduardo Bolsonaro, a Carlos Bolsonaro e a assessores. No mesmo dia, segundo a CartaCapital, Jair Bolsonaro disse: "Inventaram o gabinete do ódio e alguns idiotas acreditaram". Alegação atribuída

    • primáriaPortal do Senado Federalfichatrechos da exposição: "As instruções são passadas, principalmente, pelo Eduardo"; "o Carlos e o Eduardo, que são os cabeças, os mentores"
    • CartaCapitalfichacitação: "Inventaram o gabinete do ódio e alguns idiotas acreditaram"
  4. Começa a suspensão do prazo da CPMI das Fake News. Fato documentado

  5. No Inq 4781, Moraes autoriza buscas e apreensões contra blogueiros, ativistas e empresários e a oitiva de deputados, citando a "real possibilidade" de uma associação criminosa "denominada nos depoimentos dos parlamentares como 'Gabinete do Ódio'". Nenhum integrante da família Bolsonaro está entre os alvos ou os deputados chamados a depor. Decisão judicial

  6. O Plenário do STF declara a constitucionalidade do Inq 4781 na ADPF 572, por 10 votos a 1. Decisão judicial

  7. Moraes arquiva o Inq 4828 a pedido da PGR e determina novo inquérito sobre organização "de atuação digital"; o Inq 4874 é autuado em 06/07/2021. Decisão judicial

  8. Moraes acolhe notícia-crime do TSE e determina investigação contra o então presidente Jair Bolsonaro por afirmações contra as urnas na live de 29/07/2021 (Pet 9842, distribuída por prevenção ao Inq 4781). Decisão judicial

  9. Relatório parcial da PF no Inq 4874 descreve as "denominadas milícias digitais" como "suposta organização criminosa" que operaria por meio de um "autodenominado 'gabinete do ódio'", e inclui no escopo a live de 29/07/2021 do então presidente. Não há indiciamento. Suspeita sob investigação

  10. No Inq 4874, Moraes requisita à Presidência da República informações sobre a participação do vereador Carlos Bolsonaro na comitiva de uma viagem internacional iniciada em 14/02/2022, e à Câmara Municipal do Rio sobre eventual licença. Decisão judicial

  11. A Pet 9842 é apensada ao Inq 4874, a pedido da PF e da PGR. Decisão judicial

  12. A relatora da CPMI das Fake News apresenta relatório final, que fica "Não apreciado"; a CPMI consta como encerrada. Fato documentado

  13. O STF prorroga o Inq 4874 por 90 dias e o descreve como inquérito que apura "a existência de milícias digitais antidemocráticas e seu financiamento". Decisão judicial

  14. Moraes nega pedido de arquivamento do Inq 4874 feito por um investigado, por considerá-lo "absolutamente prematuro". Decisão judicial

  15. O STF prorroga o Inq 4781 por 180 dias para "finalizar as investigações" sobre o chamado "gabinete do ódio", "estrutura que teria sido montada no Palácio do Planalto", segundo a notícia oficial. Decisão judicial

  16. O presidente do STF, Edson Fachin, revoga pela Portaria 189 a designação de Moraes para conduzir o Inq 4781, preservando os atos já praticados. No mesmo dia a Pet 9842 é registrada à Presidência em cumprimento à portaria. Fato documentado

  17. Despacho no Inq 4781 (publicado em 14/10/2026) registra que "a análise dos procedimentos permanece em andamento". Fato documentado

O que está documentado

  • Decisão judicial · fundamentação de decisão monocrática que autorizou buscas e oitivas

    Na decisão de 26/05/2020 no Inq 4781, o relator Alexandre de Moraes atribuiu a expressão "Gabinete do Ódio" a depoimentos de parlamentares e afirmou haver "real possibilidade" de uma associação criminosa dedicada a notícias falsas e ataques a autoridades. É fundamentação de medidas cautelares, não juízo sobre culpa.

  • Suspeita sob investigação

    O relatório parcial da PF de 07/02/2022 no Inq 4874 usa "denominadas milícias digitais" para o objeto da investigação, qualificado como "suposta organização criminosa", e diz que a estrutura opera por meio de um "autodenominado 'gabinete do ódio'", nome que, segundo o relatório, aparece nos próprios diálogos analisados. O relatório é parcial, aponta lacunas e não indicia ninguém.

  • Fato documentado

    O STF usa "milícias digitais" em sua comunicação institucional sobre o Inq 4874 (notícia de 22/01/2024) e "gabinete do ódio", entre aspas e no condicional, ao descrever o objeto do Inq 4781 (notícia de 16/12/2024). Nos trechos públicos das decisões de 01/07/2021 e 18/03/2024, o relator descreve o objeto como organização "de forte atuação digital" com núcleos de produção, publicação, financiamento e político.

  • Fato documentado

    A CPMI das Fake News não aprovou relatório: o relatório final da relatora, apresentado em 21/12/2022, consta como "Não apreciado", e a comissão está encerrada. Não existe, portanto, conclusão da CPMI sobre o "gabinete do ódio" ou sobre integrantes da família Bolsonaro.

  • Suspeita sob investigação

    Jair Bolsonaro é investigado na Pet 9842 desde 04/08/2021, por afirmações contra as urnas na live de 29/07/2021. A PF, em relatório parcial de 2022, disse que nessa live o então presidente "promove desinformação"; não houve indiciamento. Até 14/10/2026 não se localizou denúncia nem arquivamento; a Pet foi apensada ao Inq 4874 em 2022 e registrada à Presidência do STF em 09/09/2026.

  • Fato documentado

    Sobre Carlos Bolsonaro, os documentos públicos examinados registram: (1) o depoimento de Joice Hasselmann à CPMI, que o apontou, com Eduardo, como "os cabeças, os mentores" do grupo — alegação da depoente; (2) a decisão de 03/03/2022 no Inq 4874 que requisitou à Presidência informações sobre sua participação em comitiva oficial em viagem internacional, sem lhe atribuir, no trecho exibido nos andamentos, condição de investigado. Não se localizou documento público que fixe sua condição processual no Inq 4781 ou no Inq 4874, nem indiciamento ou denúncia.

  • Alegação atribuída bloqueado · fora da versão públicaMotivo: Condição processual de familiar sustentada só por reportagem que não cita documento; inquérito 4781 sigiloso e Inq 4874 com investigados "não indicados" no portal. Não publicar sem confirmação documental.

    Segundo a Agência O Globo (30/01/2024), Carlos Bolsonaro é investigado no inquérito das fake news e no das milícias digitais; a reportagem não cita documento e a informação não foi confirmada em fonte primária pública.

  • Alegação atribuída

    Sobre Eduardo Bolsonaro, o documento público examinado é o depoimento de Joice Hasselmann à CPMI, em que ela disse que as instruções do grupo eram passadas "principalmente, pelo Eduardo e por assessores ligados a eles" e que ele era "um dos líderes desse grupo que nós chamamos de milícia digital". É alegação da depoente; a CPMI não votou relatório. Não se localizou documento público que fixe condição processual de Eduardo no Inq 4781 ou no Inq 4874.

    • primáriaPortal do Senado Federalfichaexposição: "As instruções são passadas, principalmente, pelo Eduardo"; 14:04: "um dos líderes desse grupo que nós chamamos de milícia digital"
  • Alegação atribuída

    Sobre Flávio Bolsonaro, a única menção localizada é uma frase de Joice Hasselmann à CPMI, segundo a qual o grupo teria orientado ataques à Lava Jato "para proteger o Senador Flávio". Nenhuma condição processual de Flávio foi documentada nestes procedimentos.

  • Fato documentado

    Desde 09/09/2026 o Inq 4781 é conduzido pela Presidência do STF: a Portaria 189, do presidente Edson Fachin, revogou a designação de Alexandre de Moraes, com efeitos só a partir daquela data e preservando os atos já praticados. O Inq 4874 segue com Moraes como relator.

Alegações e seus autores

Alegações são atribuídas a quem as fez. Não são conclusões deste arquivo.

  • Joice Hasselmann (deputada federal, depoimento à CPMI das Fake News), 4 dez. 2019: Ressalva: a CPMI não aprovou relatório, e os laudos e prints que a depoente disse ter não foram examinados neste dossiê. Disse que um grupo que chamou de "gabinete do ódio" escolhia alvos e coordenava ataques nas redes; que as instruções vinham "principalmente" de Eduardo Bolsonaro e de assessores; que Carlos "também teve muita atividade"; que "praticamente meio milhão de reais de dinheiro público" seria destinado a "perseguir desafetos"; e que queria crer que o presidente não sabia.

  • Lídice da Mata (relatora da CPMI, em pergunta à depoente), 4 dez. 2019: Afirmou que essa "milícia digital" compunha "uma organização criminosa, no sentido jurídico da palavra", com um núcleo político formado, "pelo que ficou aqui dito", por Eduardo e Carlos Bolsonaro e um assessor da Presidência. É opinião expressa em sessão; a CPMI não aprovou relatório.

    • primáriaPortal do Senado Federalfichaperguntas da relatora: "Essa milícia digital que atacou a senhora compõe uma organização criminosa, no sentido jurídico da palavra"
  • Deputados ouvidos no Inq 4781 (transcritos na decisão de 26/05/2020), 26 mai. 2020: Deputados federais descreveram grupos coordenados de ataques a autoridades e ao STF; um deles apontou três assessores especiais da Presidência como "integrantes principais do chamado 'Gabinete do Ódio'". Os depoimentos não citam, nos trechos transcritos, integrantes da família Bolsonaro.

Respostas dos envolvidos

  • Resposta pública

    Jair Bolsonaro, 4 dez. 2019: Segundo a CartaCapital, no dia do depoimento de Joice Hasselmann disse: "Inventaram o gabinete do ódio e alguns idiotas acreditaram". A reportagem não informa onde nem a quem falou.

  • Resposta não localizada na pesquisa

    Jair Bolsonaro: Manifestação da defesa na Pet 9842 não localizada: as petições constam nos andamentos (2021–2024), sem teor público. Procurado no portal do STF em 14/10/2026.

  • Resposta pública

    Carlos Nantes Bolsonaro, 27 mai. 2020: Segundo o Poder360, no dia da operação no Inq 4781 chamou o inquérito de "inconstitucional, político e ideológico". Segundo a Agência O Globo (30/01/2024), referiu-se a ele como "inquérito do fim do mundo" e disse que o acusam "o tempo inteiro" sem apresentar prova.

  • Resposta não localizada na pesquisa

    Eduardo Nantes Bolsonaro: Resposta ao depoimento de Joice Hasselmann não localizada em fonte conferida: procurada nas notas taquigráficas da sessão (ele não falou nos trechos lidos) e em reportagem do Congresso em Foco (05/03/2020), que não a traz. Um resultado de busca menciona reação dele, sem verificação.

Situação dos procedimentos

Cada procedimento é tratado separadamente: uma mesma controvérsia pode ter processos em situações diferentes.

CPMI das Fake News (Congresso Nacional, 2019–2022)

RQN 11/2019 · Congresso Nacional — Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (relatora: deputada Lídice da Mata) · verificado em 14 out. 2026

Encerrada. Instalada em 04/09/2019; prazo suspenso a partir de 20/03/2020. Relatório final apresentado pela relatora em 21/12/2022, com situação "Não apreciado" no portal do Senado: a CPMI não aprovou relatório, e por isso não há conclusão da comissão. O conteúdo do relatório não foi lido.

Inquérito 4781 (STF) — "inquérito das fake news": notícias fraudulentas, ameaças e ataques ao STF e a seus integrantes

Inq 4781 (número único 0019074-87.2019.1.00.0000) · STF — instaurado pela Presidência (Portaria GP nº 69/2019); relator designado Min. Alexandre de Moraes até 09/09/2026; desde então conduzido pela Presidência do STF · verificado em 14 out. 2026

Em tramitação e sigiloso em 14/10/2026. Pela Portaria GP nº 189, de 09/09/2026, o presidente do STF, Edson Fachin, revogou a designação de Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito, com efeitos a partir daquela data e preservados os atos já praticados; o portal exibe como relator "MINISTRO PRESIDENTE". Último andamento exibido em 14/10/2026: publicação de despacho de 09/10/2026 segundo o qual "a análise dos procedimentos permanece em andamento". O portal não exibe as partes. Não se localizou, em fontes públicas, denúncia contra integrante da família Bolsonaro originada deste inquérito.

Inquérito 4874 (STF) — investigação sobre organização "de forte atuação digital", chamada pelo STF de inquérito das "milícias digitais"

Inq 4874 (número único 0057288-79.2021.1.00.0000) · STF — relator Min. Alexandre de Moraes · verificado em 14 out. 2026

Em tramitação em 14/10/2026, relator Alexandre de Moraes. O portal classifica o processo como público, com documentos acautelados, e exibe o campo de investigados como "NÃO INDICADO". Tem como apenso principal a Pet 12.100 e como apensadas as Pets 9833 e 9842. Última prorrogação com teor exibido nos andamentos: 10/06/2024 (180 dias). Último andamento exibido em 14/10/2026: 15/07/2026 (juntada de aviso de recebimento). Nenhuma denúncia originada deste inquérito contra integrante da família Bolsonaro foi localizada.

Petição 9842 (STF) — notícia-crime do TSE contra Jair Bolsonaro pelo pronunciamento de 29/07/2021 sobre urnas eletrônicas

Pet 9842 (número único 0058869-32.2021.1.00.0000) · STF — distribuída por prevenção ao Inq 4781 (relator Min. Alexandre de Moraes); apensada ao Inq 4874; registrada à Presidência em 09/09/2026 · verificado em 14 out. 2026

Sem denúncia ou arquivamento localizados em 14/10/2026. Apensada ao Inq 4874 desde 10/05/2022; registrada à Presidência do STF em 09/09/2026 "em cumprimento à Portaria GP nº 189". O portal exibe como relator "MINISTRO PRESIDENTE". Teor das manifestações da PGR (20/12/2021 e 02/03/2022) e do relatório da PF não exibido.

Consequências comprovadas

  • Fato documentado

    Em 14/10/2026 nenhum integrante da família Bolsonaro tem indiciamento, denúncia ou condenação localizados no Inq 4781, no Inq 4874 ou na Pet 9842. Jair Bolsonaro segue como investigado na Pet 9842, sem desfecho localizado.

Limitações e questões em aberto

  • O Inq 4781 é sigiloso: não é possível saber, por fonte pública, quem é formalmente investigado nele. O Inq 4874 exibe os investigados como "NÃO INDICADO".
  • Não há relatório final da PF nem manifestação conclusiva da PGR públicos sobre o chamado "gabinete do ódio" em nenhum dos dois inquéritos.
  • O relatório final da relatora da CPMI (21/12/2022, não apreciado) não foi lido: o download no portal do Senado exige verificação de segurança, não contornada.
  • Desfecho da requisição de 03/03/2022 sobre a viagem de Carlos Bolsonaro (resposta da Presidência e manifestação da PGR) não aparece nos andamentos públicos; reportagens de março de 2022 falam em resposta do Planalto sem despesas, não conferida.
  • Teor do relatório da PF e das manifestações da PGR na Pet 9842 não acessível.
  • Em 2022, segundo reportagens não conferidas, o PT pediu a inclusão de Eduardo Bolsonaro no Inq 4874 e a PGR opinou pelo arquivamento; desfecho não localizado.
  • Os andamentos públicos do Inq 4874 registram decisões relativas a outras pessoas fora do escopo deste dossiê; o objeto delas não é público.
  • Reportagens de 2023 atribuem à colaboração de Mauro Cid descrição do "gabinete do ódio"; o conteúdo da colaboração não é público e não foi usado.

Pendências de apuração (visível só na prévia)

  • Ler a íntegra da Portaria GP 189/2026 e verificar se ela alcança expressamente a Pet 9842 e outros procedimentos apensados.
  • Obter o relatório final da relatora da CPMI por canal legítimo (Secretaria de Comissões do Congresso) e verificar o que ele diz sobre Carlos e Eduardo, sem tratá-lo como conclusão da CPMI.
  • Confirmar em documento a condição processual de Carlos e de Eduardo Bolsonaro no Inq 4781 e no Inq 4874 (afirmação a7 está bloqueada).
  • Validar o código de autenticação da decisão de 26/05/2020 no portal do STF ou obter cópia oficial; decidir a guarda privada das cópias com CPF.
  • Ler as decisões de 01/07/2021 (Inq 4828) e 04/08/2021 (Pet 9842) na íntegra.
  • Conferir a reação de Eduardo Bolsonaro ao depoimento de 04/12/2019 em fonte primária (rede social) ou reportagem lida.
  • Revisão humana das decisões sobre pessoas citadas (relatório de auditoria, seção Pessoas).
  • Decisões no Inq 4874 envolvendo Michelle Bolsonaro (14/12/2022 e 15/08/2023): objeto desconhecido; itens internos/bloqueados — avaliar em pauta própria antes de qualquer menção pública.

Histórico de atualizações

  1. — Criação do registro no Lote 2 (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. — Revisão editorial assistida — correção: antes «A CPMI das Fake News funcionou no Congresso de 2019 a 2020 e foi encerrada sem votar o relatório da relatora.» / depois «A CPMI das Fake News foi instalada no Congresso em 04/09/2019, teve o prazo suspenso a partir de 20/03/2020 e consta como encerrada sem ter votado o relatório final que a relatora apresentou em 21/12/2022.» — contexto: cronologia da CPMI alinhada às datas documentadas (o relatório é de 21/12/2022, não de 2020). interno · fora da versão pública
  3. — Revisão editorial assistida — correção: antes «Apontado em depoimento à CPMI (04/12/2019) como um dos "mentores" do grupo» / depois «Apontado pela deputada Joice Hasselmann, em depoimento à CPMI (04/12/2019), como um dos "mentores" do grupo» — papel de Carlos: alegação atribuída nominalmente à depoente. interno · fora da versão pública
  4. — Revisão editorial assistida — correção: antes «Apontado em depoimento à CPMI (04/12/2019) como líder do grupo» / depois «Apontado pela deputada Joice Hasselmann, em depoimento à CPMI (04/12/2019), como "um dos líderes" do grupo» — papel de Eduardo: «líder do grupo» passou a «"um dos líderes"», como na fonte, com atribuição à depoente. interno · fora da versão pública
  5. — Revisão editorial assistida — correção: antes «Citado uma vez no depoimento à CPMI, como beneficiário de mensagens» / depois «Citado uma vez no depoimento de Joice Hasselmann à CPMI, segundo a qual ataques do grupo à Lava Jato visavam "proteger o Senador Flávio"» — papel de Flávio: «beneficiário de mensagens» (sem respaldo no trecho) passou à descrição do trecho da fonte. interno · fora da versão pública
  6. — Revisão editorial assistida — correção: antes «sem lhe atribuir condição de investigado. Não se localizou documento» / depois «sem lhe atribuir, no trecho exibido nos andamentos, condição de investigado. Não se localizou documento» — a6: ausência de condição de investigado limitada ao trecho exibido. interno · fora da versão pública
  7. — Revisão editorial assistida — correção: antes «para "finalizar as investigações" sobre o "chamado 'gabinete do ódio'", que, segundo a notícia, "teria sido montada no Palácio do Planalto".» / depois «para "finalizar as investigações" sobre o chamado "gabinete do ódio", "estrutura que teria sido montada no Palácio do Planalto", segundo a notícia oficial.» — cronologia 16/12/2024: citação recomposta como na fonte («estrutura que teria sido montada»). interno · fora da versão pública
  8. — Revisão editorial assistida — correção: antes «Jair Bolsonaro segue como investigado na Pet 9842, sem desfecho.» / depois «Jair Bolsonaro segue como investigado na Pet 9842, sem desfecho localizado.» — consequência: «sem desfecho» passou a «sem desfecho localizado». interno · fora da versão pública
  9. — Revisão editorial assistida (pendente de aprovação humana): 7 ajustes de redação para atribuir termos e alegações a quem os usou, qualificar resultados de busca e precisar a situação processual.
  10. — Revisão editorial assistida (pendente de aprovação humana) (alegações da CPMI): a ressalva passou a abrir o bloco. Antes, ao fim do primeiro item: «Disse ter laudos e prints, que não foram examinados neste dossiê.» / depois, no início: «Ressalva: a CPMI não aprovou relatório, e os laudos e prints que a depoente disse ter não foram examinados neste dossiê.»
  11. — correção: antes «Os andamentos do Inq 4874 mostram decisões envolvendo Michelle Bolsonaro (arquivamento de representação em 14/12/2022; acesso de sua defesa a "investigações a ela relacionadas" em 15/08/2023), sem descrever o objeto; tema fora do escopo deste dossiê.» / depois «Os andamentos públicos do Inq 4874 registram decisões relativas a outras pessoas fora do escopo deste dossiê; o objeto delas não é público.» — coerência com o bloqueio das decisões sobre Michelle no stf-inq-4874 (revisão editorial assistida). interno · fora da versão pública
  12. — Lacuna reformulada para não descrever decisões de objeto desconhecido sobre pessoa fora do escopo.
  13. — Revisão editorial assistida (pendente de aprovação humana) (título): antes «Inquéritos das fake news (Inq 4781) e das "milícias digitais" (Inq 4874) no STF e CPMI das Fake News: o que os documentos públicos registram sobre a família Bolsonaro» / depois «Inquéritos 4781 e 4874 do STF e CPMI das Fake News: Jair Bolsonaro investigado, sem denúncia localizada contra a família» — o termo «milícias digitais» saiu do título, onde aparecia entre aspas sem atribuição (o contexto o atribui ao STF); acrescentada a situação processual (Jair investigado na Pet 9842; nenhuma denúncia localizada até 14/10/2026).

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