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bolsonaros.com

Personagem · rede de relações

Adriano da Nóbrega

Verbete do arquivo bolsonaros.com · cada afirmação aponta para a fonte

Ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro (ex-Bope). Foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Alerj com moção de louvor (2003) e com a Medalha Tiradentes (projeto de 2005); segundo reportagem, estava então preso preventivamente por homicídio, acusação da qual foi absolvido em 2007. Em janeiro de 2019 foi denunciado pelo MPRJ na Operação Intocáveis, que o apontou como líder da milícia de Rio das Pedras; teve a prisão decretada, não foi preso e morreu em fevereiro de 2020 em ação policial na Bahia, sem ter sido julgado (punibilidade extinta). Segundo reportagens, a mãe e a então esposa trabalharam no gabinete de Flávio na Alerj até novembro de 2018.

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Homenagens confirmadas em atos oficiais da Alerj e discurso da Câmara; extinção da punibilidade confirmada pelo TJRJ. Absolvição de 2007 sustentada só por reportagem. Evidências pendentes conferidas em 14/10/2026 (todas em comparada; docs/auditoria/evidencias-conferencia-grupo4.md).

Última conferência: 13 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

Esta ficha documenta separadamente (A) o envolvimento criminal registrado e (B) a relação com integrantes da família. Uma relação documentada não demonstra, por si só, conhecimento ou participação em crimes.

A. Envolvimento criminal e situação processual

  • Absolvido

    Acusado pelo homicídio do guardador de carros Leandro dos Santos Silva (2004); segundo reportagem, foi preso preventivamente em janeiro de 2004, condenado pelo Tribunal do Júri em outubro de 2005, teve o julgamento anulado e foi absolvido em novo júri em janeiro de 2007.

    Absolvição em novo julgamento (jan/2007), segundo a Exame/Estadão (25/01/2019); número do processo e decisões não localizados. A pena do júri de 2005 é de "19 anos" na reportagem e de "19 anos e 6 meses" no discurso de Jair Bolsonaro na Câmara (27/10/2005). Sem fonte aberta para nova conferência em 14/10/2026.

    Verificado em 14 out. 2026

  • Outra situação (ver ficha)

    Denunciado pelo GAECO/MPRJ na Operação Intocáveis (deflagrada em 22/01/2019), com outras 12 pessoas, por integrar organização criminosa atuante em Rio das Pedras e Muzema; segundo nota do MPRJ, a denúncia o apontava, com outros dois denunciados, como líder da organização. Teve a prisão decretada em janeiro de 2019, e o mandado não havia sido cumprido até sua morte, em fevereiro de 2020 (Poder360, 09/02/2020).

    Punibilidade declarada extinta após sua morte (fevereiro de 2020, na Bahia); nunca foi julgado, portanto não há condenação. Os demais denunciados foram julgados pelo 4º Tribunal do Júri da Capital a partir de setembro de 2021.

    Verificado em 14 out. 2026

    • primáriaTribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeirofichatrecho: "também foi denunciado o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da PM Adriano da Nóbrega, que teve a punibilidade extinta no processo depois que foi morto em fevereiro de 2020 na Bahia"
    • primáriaTribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeirofichatrecho: "também foi denunciado o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da PM Adriano da Nóbrega, que teve a punibilidade extinta no processo após ser morto, em fevereiro de 2020, na Bahia"
    • primáriaMinistério Público do Estado do Rio de Janeirofichaitem 1 (Operação Intocáveis I, processo 0008202-94.2019.8.19.0001): "denunciou 13 pessoas por organização criminosa"; "foi declarada extinta a punibilidade para o referido réu"
    • Poder360fichatrechos: "Desde janeiro de 2019 havia 1 mandado de prisão expedido contra ele."; morte em 9.fev.2020 em Esplanada (BA); "Nenhuma dessas acusações, entretanto, ainda havia sido comprovada"
    • primáriaMinistério Público do Estado do Rio de Janeiroficha4º parágrafo: "Aponta a denúncia que o Capitão Adriano, Major Ronald e o tenente reformado da PMERJ, Maurício Silva da Costa [...] são líderes da organização"; 3º parágrafo: lista dos 13 denunciados
  • Sem procedimento

    Apontado pelo MPRJ como líder da milícia de Rio das Pedras e como alguém que "exercia forte influência" sobre o grupo de matadores de aluguel conhecido como "Escritório do Crime" (nota do MPRJ de 22/03/2021); reportagens o mencionaram como suspeito no caso Marielle Franco. Uma rede de apoio financeiro a ele foi denunciada pelo MPRJ em 15/12/2020 (associação criminosa, agiotagem e lavagem), sem que ele figurasse entre os nove denunciados.

    Não foi localizada denúncia contra Adriano no caso Marielle. As referências ao "Escritório do Crime" são imputações do MPRJ e da polícia, não decisões judiciais.

    Verificado em 14 out. 2026

    • primáriaMinistério Público do Estado do Rio de Janeiroficha2º parágrafo: "milícia de Rio das Pedras, cujo líder era Adriano da Nóbrega, miliciano que também exercia forte influência sobre o grupo de matadores de aluguel conhecido como 'Escritório do Crime'"; 1º parágrafo: nove denunciados (associação criminosa, agiotagem e lavagem); denúncia de 15/12/2020
    • Poder360fichatrecho: "O MP-RJ (Ministério Público do Rio) aponta Adriano como chefe da mílicia do Rio das Pedras e do chamado 'Escritório do Crime'"; acusações não comprovadas até a morte

B. Relação com a família

  • Contexto documentado — não representado no mapa da rede por não poder ser descrito com precisão como vínculo.

    Flávio Bolsonaro — Nomeação ou trabalho em gabinete/governo (Profissional)

    Vínculo indireto: Adriano não ocupou cargo no gabinete. Segundo reportagens (Estado de Minas/Estadão, 12/02/2020; Congresso em Foco, 16/02/2020), a então esposa e a mãe dele foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, a esposa a partir de 2007 e a mãe a partir de 2016, até novembro de 2018; as datas exatas divergem entre as reportagens e não foram conferidas em documento oficial da Alerj. Em nota de 22/01/2019, a defesa de Queiroz afirmou ter pedido as nomeações; Flávio atribuiu a Queiroz a responsabilidade pelas contratações (JB).

    Depois que os fatos vieram a público: Segundo o JB (22/01/2019), as duas trabalharam no gabinete até novembro de 2018; o vínculo veio a público em 22/01/2019, dia da Operação Intocáveis.

    • Estado de Minasfichaparáfrase: esposa de 06/09/2007 a 14/11 (ano ambíguo no texto) e mãe de 11/05/2016 a 14/11/2018
    • Congresso em Focofichaparáfrase: esposa de 2007 a nov/2018; mãe de abril de 2016 a nov/2018; empregadas com ajuda de Queiroz
    • Jornal do Brasilfichatrechos: nota de Queiroz (pediu a contratação por solidariedade à família) e nota de Flávio: "a contratação das duas seria da responsabilidade de Queiroz"
  • Flávio Bolsonaro — Homenagem, condecoração ou apoio público (Político, recorrente, 24 out. 2003 – ago. 2005)

    Como deputado estadual, Flávio Bolsonaro apresentou a Moção nº 2650/2003 (24/10/2003), de louvor ao 1º Ten PM Adriano Magalhães da Nóbrega, e o Projeto de Resolução nº 1067/2005 (entrada em 22/06/2005), que lhe concedeu a Medalha Tiradentes; o projeto foi aprovado em discussão única em agosto de 2005 (votação registrada em 24/08/2005) e resultou na Resolução 931/2005. Segundo a Exame/Estadão (25/01/2019), Adriano estava preso preventivamente desde janeiro de 2004, acusado de homicídio, quando o projeto foi apresentado e aprovado, e foi absolvido em novo júri em 2007. São dois atos legislativos; não há nas fontes lidas registro de outro contato entre os dois.

    Depois que os fatos vieram a público: Em 2019, Flávio disse que Adriano "sofria uma injustiça, reconhecida com sua absolvição" (Exame/Estadão, 25/01/2019); em fevereiro de 2020 afirmou: "Condecorei o Adriano há mais de 15 anos" (Congresso em Foco, 16/02/2020).

  • Jair Bolsonaro — Homenagem, condecoração ou apoio público (Político, pontual, 27 out. 2005 – 27 out. 2005)

    Em 27/10/2005, em Breves Comunicações na Câmara, o deputado Jair Bolsonaro contestou a condenação, pelo Tribunal do Júri, de "um tenente da Polícia Militar de nome Adriano" a 19 anos e 6 meses de prisão, disse ter comparecido ao julgamento e afirmou que ele "sempre" fora "um brilhante oficial". O discurso não traz o sobrenome; a identificação com Adriano Magalhães da Nóbrega decorre do contexto (júri da semana anterior, pena) e de reportagens. Não há, nas fontes lidas, outro registro de contato entre os dois.

    Depois que os fatos vieram a público: Em 15/02/2020, após a morte de Adriano, Jair disse que ele era um "herói da Polícia Militar" em 2005, afirmou "Eu é quem pedi para meu filho condecorar" e declarou: "Não existe nenhuma ligação minha com a milícia do Rio de Janeiro. Zero." (Poder360, 15/02/2020).

O que os documentos permitem concluir

  • Flávio Bolsonaro, como deputado estadual, apresentou moção de louvor a Adriano em 24/10/2003 e o projeto que lhe concedeu a Medalha Tiradentes (entrada em 22/06/2005; votação registrada em 24/08/2005; Resolução 931/2005); segundo reportagem, Adriano estava então preso preventivamente por homicídio.
  • Jair Bolsonaro defendeu "um tenente da Polícia Militar de nome Adriano" na tribuna da Câmara em 27/10/2005, dias após a condenação no júri, e em 2020 declarou ter pedido ao filho a condecoração.
  • Segundo reportagens, a mãe e a então esposa de Adriano foram lotadas no gabinete de Flávio na Alerj (a esposa a partir de 2007; a mãe a partir de 2016) até novembro de 2018; Queiroz assumiu ter pedido as nomeações.
  • As homenagens (2003 e 2005) são anteriores em mais de uma década às acusações da Operação Intocáveis (2019).

O que não foi demonstrado

  • Adriano não foi condenado por nenhum crime: foi absolvido do homicídio de 2004 e morreu antes de ser julgado na Operação Intocáveis.
  • Não foi localizada denúncia contra Adriano no caso Marielle Franco.
  • Não há evidência documental, nas fontes lidas, de que Flávio ou Jair soubessem, em 2003–2005, de atividades atribuídas a Adriano pelo MPRJ em 2019.
  • A afirmação do MPRJ (dez/2019) de que Adriano se beneficiava de recursos do gabinete de Flávio consta de pedido de busca relatado pela imprensa, não de decisão judicial; as provas do caso foram anuladas.

Cargos e mandatos

  1. Oficial da Polícia Militar (1º tenente em 2003–2005; depois capitão) — Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

    ? – atual ou não informado

Escândalos: dossiês relacionados

  • Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas — ex-policial militar, morto em 2020; não é parte na ação de improbidade. Segundo petição do MPRJ e decisão de 1º grau transcritas na decisão do STF na Rcl 96.278 (2026), teria viabilizado a nomeação da então esposa como assessora do gabinete e também se beneficiado dos valores — alegação em ação cível, sem julgamento

    Relatório do Coaf revelado em dezembro de 2018 apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 na conta de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj. O MPRJ investigou suspeita de devolução de salários de servidores do gabinete e, em outubro de 2020, denunciou Flávio, Queiroz e outras 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Em 2021, o STJ anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal e declarou o juiz de 1º grau incompetente, com anulação de decisões dele (alcance descrito de modo diferente pelas fontes); o STF anulou quatro relatórios do Coaf e declarou imprestáveis, em relação a Flávio, os elementos colhidos pelo MPRJ. Em 16/05/2022, depois de pedido do próprio MPRJ, o Órgão Especial do TJRJ rejeitou a denúncia por falta de justa causa: ela nunca foi recebida, e não houve julgamento de mérito, condenação ou absolvição. Na esfera cível, o MPRJ move uma ação de improbidade contra ex-assessores do gabinete, em curso. Flávio Bolsonaro nega irregularidades (ver Respostas).

Cronologia

  1. 8 out. 2026 — Segundo a ConJur (08/10/2026), a 6ª Vara Cível de Brasília negou pedido de Flávio Bolsonaro para remover vídeo que o associava ao caso e o condenou a pagar R$ 8 mil em custas e honorários (processo 0727678-66.2026.8.07.0001). A data da sentença não foi informada; a data aqui é a da reportagem. Decisão judicial

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  2. 5 out. 2026 — Foi interposto agravo regimental contra a decisão da Rcl 96.278; em 07/10/2026 os autos estavam conclusos ao relator. A decisão de 29/09/2026 não é definitiva. Fato documentado

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  3. 29 set. 2026 — O relator, Gilmar Mendes, julgou improcedente a Rcl 96.278 e manteve a quebra dos sigilos da ex-assessora, limitada ao período em que ocupou cargo comissionado na Alerj. Fundamentos: as instâncias ordinárias não estavam esgotadas (agravo de instrumento pendente no TJRJ); o Tema 990 não trata do uso de RIFs em improbidade; o RIF 27.746 foi comunicado espontaneamente e não foi anulado no HC 201.965; e há provas autônomas, como dados funcionais da Alerj e mensagens obtidas na Operação Intocáveis. Decisão judicial

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

    • primáriaSupremo Tribunal Federalfichapp. 4–5 (instâncias), 6–9 (Tema 990 e RIF 27.746), 10–11 e 22–24 (provas autônomas), 25–26 (dispositivo)
  4. 15 jun. 2026 — Uma ex-assessora do antigo gabinete ajuizou no STF a Reclamação 96.278 contra a quebra de seus sigilos bancário e fiscal, determinada na ação de improbidade administrativa nº 0936679-63.2023.8.19.0001, movida pelo MPRJ na 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Fato documentado

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  5. 6 abr. 2026 — Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., Flávio Bolsonaro negou irregularidades e afirmou nunca ter respondido criminalmente pelo caso, segundo o Correio Braziliense. Declaração registrada

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  6. 26 fev. 2025 — Segundo o Poder360 e a Gazeta do Povo (27/02/2025), com base na Folha de S.Paulo e em O Globo, o relator no STF, Gilmar Mendes, negou dois recursos do MPRJ que buscavam reabrir o caso: um por não envolver norma constitucional, outro por tratar do foro, questão considerada superada. Também teria registrado que o MPRJ não demonstrou interesse processual, porque as anulações não impediriam nova denúncia. Os processos estão em segredo de justiça; classe e número não foram confirmados. Decisão judicial

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

    • Poder360ficha"4ª feira (26.fev.2025)"; trecho: "não impediriam que o órgão oferecesse nova denúncia"; "As informações são do jornal Folha de S.Paulo"
    • Gazeta do Povofichaparáfrase: MPRJ não demonstrou "interesse processual"
  7. 17 abr. 2023 — O vice-presidente do STJ, Og Fernandes, admitiu recurso extraordinário do MPRJ contra o acórdão do RHC 135.206 e o remeteu ao STF, segundo a ConJur. O número do recurso no STF não foi localizado. Decisão judicial

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  8. 16 mai. 2022 — O Órgão Especial do TJRJ rejeitou a denúncia por falta de justa causa, sem recebê-la, depois que o próprio Ministério Público pediu a extinção da denúncia. Segundo o TJRJ, a peça se apoiava em elementos reconhecidos como ilícitos pelo STJ, e a rejeição não impede o retorno das investigações. Decisão judicial

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

Ver os 19 eventos na cronologia →

Respostas e contestações

  • Resposta pública

    22 jan. 2019: Flávio Bolsonaro, em nota, atribuiu a Queiroz a responsabilidade pela contratação da mãe e da esposa de Adriano.

  • Resposta pública

    25 jan. 2019: Flávio afirmou que, à época da medalha, Adriano sofria uma injustiça, depois reconhecida com a absolvição.

    • Examefichatrecho: "sofria uma injustiça, reconhecida com sua absolvição"
  • Resposta pública

    12 fev. 2020: Após a morte de Adriano, Flávio afirmou nas redes que havia pessoas acelerando a cremação para sumir com evidências e pediu esclarecimento às autoridades.

    • Estado de Minasfichatrecho: "há pessoas acelerando a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências"
  • Resposta pública

    15 fev. 2020: Jair Bolsonaro disse que Adriano era "um herói" em 2005, que ele pediu a condecoração e negou ligação com milícias.

    • Poder360fichatrechos: "Eu é quem pedi para meu filho condecorar." / "Não existe nenhuma ligação minha com a milícia do Rio de Janeiro. Zero."
  • Resposta pública

    fev. 2020: Flávio minimizou a homenagem, dizendo ter condecorado centenas de policiais e que ela ocorrera havia mais de 15 anos.

  • Resposta não localizada na pesquisa

    14 out. 2026: Manifestação de Adriano ou de sua defesa sobre a denúncia da Operação Intocáveis não localizada nas fontes lidas (notas do TJRJ de 2021, Poder360 de 09/02/2020, Exame/Estadão de 25/01/2019). Adriano morreu em 2020; não há contato a propor.

Lacunas e limitações

  • Íntegra da denúncia da Operação Intocáveis e data exata de seu oferecimento (resultado de busca no portal do MPRJ indicou 14/01/2019, página não lida).
  • Datas de nomeação e exoneração da mãe e da então esposa no gabinete de Flávio: só em reportagens, com divergências (esposa: 06/09/2007 no Estado de Minas, 2008 no ICL Notícias; mãe: abril de 2016 no Congresso em Foco, 11/05/2016 no Estado de Minas); documento da Alerj não consultado.
  • Data e local da entrega da Medalha Tiradentes (reportagens dizem que foi entregue na prisão; a ficha da Alerj não registra).
  • Resultado do Projeto de Resolução 09/2019 (revogação da Resolução 931/2005) não verificado.
  • Divergência sobre a data da morte: 09/02/2020 (Poder360) ou "domingo, 10/02" (Estado de Minas); a nota do TJRJ diz apenas "fevereiro de 2020".
  • Resultado das apurações sobre as circunstâncias da morte na Bahia não verificado.
  • Número do processo do homicídio de 2004 e decisões de condenação, anulação e absolvição não localizados.

Histórico

  1. 13 out. 2026 — Criação do registro no piloto documental (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. 14 out. 2026 — correção: resumo e conclusões — antes afirmavam sem atribuição a prisão preventiva em 2005 e as datas das familiares no gabinete, e citavam a inclusão das duas na denúncia de 2020 / depois atribuem a reportagens e retiram a situação processual das familiares (pessoas sem atuação pública). Envolvimentos conferidos em 14/10/2026: morte antes do julgamento = sem condenação (nota do TJRJ).
  3. 14 out. 2026 — correção: envolvimento[1] — antes «Denunciado pelo GAECO/MPRJ na Operação Intocáveis (jan/2019) por integrar organização criminosa atuante em Rio das Pedras e Muzema, apontado pelo MPRJ como líder do grupo; teve prisão decretada e ficou foragido.» / depois «Denunciado pelo GAECO/MPRJ na Operação Intocáveis (deflagrada em 22/01/2019), com outras 12 pessoas, por integrar organização criminosa atuante em Rio das Pedras e Muzema; segundo nota do MPRJ, a denúncia o apontava, com outros dois denunciados, como líder da organização. Teve a prisão decretada em janeiro de 2019, e o mandado não havia sido cumprido até sua morte, em fevereiro de 2020 (Poder360, 09/02/2020).» — a nota do MPRJ de 22/01/2019 aponta três líderes, não um; "foragido" substituído pelo fato documentado (mandado de jan/2019 não cumprido até a morte, Poder360). envolvimento[2] — antes «Apontado pelo MPRJ como líder do grupo conhecido como "Escritório do Crime" e mencionado como suspeito no caso Marielle Franco em reportagens; uma rede de apoio financeiro a ele foi denunciada pelo MPRJ em 15/12/2020 (associação criminosa, agiotagem e lavagem), sem que ele figurasse entre os denunciados.» / depois «Apontado pelo MPRJ como líder da milícia de Rio das Pedras e como alguém que "exercia forte influência" sobre o grupo de matadores de aluguel conhecido como "Escritório do Crime" (nota do MPRJ de 22/03/2021); reportagens o mencionaram como suspeito no caso Marielle Franco. Uma rede de apoio financeiro a ele foi denunciada pelo MPRJ em 15/12/2020 (associação criminosa, agiotagem e lavagem), sem que ele figurasse entre os nove denunciados.» — a nota do MPRJ de 22/03/2021 diz "forte influência" sobre o "Escritório do Crime", não liderança. interno · fora da versão pública
  4. 14 out. 2026 — Conferência de evidências (grupo 4): envolvimentos na Operação Intocáveis e na rede de apoio reescritos para dizer só o que as notas do MPRJ e do TJRJ sustentam; nova nota oficial do MPRJ (22/01/2019) acrescentada.
  5. 14 out. 2026 — Resumo: "ficou foragido" substituído por "teve a prisão decretada, não foi preso" (mandado de jan/2019 não cumprido até a morte, segundo o Poder360).