
Escândalo · Relações internacionais e diplomacia
Jair e Eduardo Bolsonaro e o governo Trump: visitas, acordos, apoio eleitoral e posições externas (2018–2025)
Entre 2018 e 2022, Jair Bolsonaro e o filho Eduardo aproximaram publicamente o governo brasileiro do governo de Donald Trump: Eduardo usou boné "Trump 2020" em Washington (nov/2018); Jair decretou a dispensa unilateral de visto para americanos (16/03/2019) e foi recebido na Casa Branca (19/03/2019), onde anunciou a renúncia gradual ao tratamento especial e diferenciado na OMC e uma cota de trigo sem tarifa, enquanto Trump anunciou a intenção de designar o Brasil aliado extra-OTAN (designação feita em 31/07/2019). Jair anunciou que queria Eduardo como embaixador em Washington (11/07/2019); Eduardo desistiu em 22/10/2019. Jair declarou torcer pela reeleição de Trump (20/10/2020), reconheceu a vitória de Joe Biden 38 dias após a eleição e, em 06/01/2021, disse haver "muita denúncia de fraude" na eleição americana. O Brasil votou com EUA e Israel contra a resolução anual da ONU sobre o embargo a Cuba (07/11/2019). No mesmo período, o governo fechou acordos com a China, que o Poder360 descreve como maior parceira comercial do país, e a Anatel aprovou o edital do 5G sem restrição à Huawei. Em 2025, Jair posou com boné "Make America Great Again"; as sanções americanas de 2025 estão no dossiê próprio.
Este dossiê está em revisão de fontes. As fontes foram reunidas por pesquisa assistida e ainda precisam ser conferidas por um editor antes da publicação.
Pessoas e instituições envolvidas
Contexto
Este dossiê reúne **atos e declarações datados** que mostram a aproximação entre os Bolsonaro e o governo Trump, e também **fatos que a matizam** (acordos com a China, edital do 5G sem restrição à Huawei, condenação da invasão do Capitólio pelo chanceler). Não atribui intenção nem mede o grau de alinhamento: comentadores usaram termos fortes para descrever a relação, mas este registro só reproduz um termo valorativo quando houver fonte lida que o atribua a alguém, o que ainda não ocorreu. A atuação de Eduardo nos EUA em 2025 e as sanções americanas daquele ano estão documentadas em [Eduardo Bolsonaro e as sanções dos EUA](/episodios/eduardo-sancoes-eua-coacao/); aqui só há um resumo com ligação. A relação com o governo de Israel está em dossiê separado.
Cronologia
Em Washington, o deputado reeleito Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, usa boné com "Trump 2020" e o bordão "Make America Great Again" e se reúne com Jared Kushner, conselheiro sênior e genro de Trump; segundo o Jornal do Comércio, a conversa tratou da mudança da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém. Fato documentado
- Jornal do Comércio (Porto Alegre)fichatrecho: "Vestindo um boné com \"Trump 2020\" e o bordão \"Make America Great Again\""; "na terça-feira (27), para conversar com o conselheiro sênior da Casa Branca e genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner"
- BuzzFeed Newsfichatrecho: "While meeting with Kushner, Eduardo confirmed that his father will move Brazil’s embassy in Israel to Jerusalem"
Decreto nº 9.731 dispensa, "de forma unilateral", o visto de visita para nacionais dos EUA, Canadá, Austrália e Japão. Fato documentado
- primáriaCâmara dos Deputados — Legislação Informatizadafichaart. 1º: "Fica dispensado, de forma unilateral, visto de visita [...] III - dos Estados Unidos da América"
Brasil e EUA firmam em Washington o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas para lançamentos a partir do Centro Espacial de Alcântara. Fato documentado
- primáriaCâmara dos Deputados — Legislação Informatizadafichapreâmbulo: "firmado em Washington, D.C., em 18 de março de 2019"
Jair Bolsonaro é recebido por Trump na Casa Branca. A declaração conjunta registra: intenção dos EUA de designar o Brasil "Major Non-NATO Ally"; apoio de Trump ao início da adesão do Brasil à OCDE; compromisso de Bolsonaro de que o Brasil "começará a renunciar" ao tratamento especial e diferenciado na OMC, "em linha com a proposta dos EUA"; cota anual de 750 mil toneladas de trigo americano com tarifa zero; condições para importar carne suína dos EUA; intenção de isentar americanos de visto de turismo. Fato documentado
- primáriaThe White House (arquivo trumpwhitehouse.archives.gov)fichatrechos: "intent to designate Brazil as a Major Non-NATO Ally"; "Brazil will begin to forgo special and differential treatment in World Trade Organization negotiations, in line with the United States proposal"; "750 thousand tons of American wheat at zero rate"
Reunião bilateral de Jair Bolsonaro com Trump em Osaka (Japão), durante a cúpula do G20, segundo legenda oficial do Planalto. Fato documentado
- primáriaWikimedia Commons (reprodução do Flickr do Palácio do Planalto)fichalegenda: "(Osaka - Japão, 28/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Reunião bilateral com o senhor Donald J. Trump"
Jair Bolsonaro diz ter decidido convidar Eduardo para assumir a Embaixada do Brasil nos EUA; segundo o Poder360, justificou a escolha com a boa relação entre Eduardo e Trump. A indicação dependeria de aprovação do Senado. Declaração registrada
- Jornal de Brasíliafichatrecho: "afirmou, nesta quinta-feira, 11, que decidiu convidar um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para assumir a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos"
- Poder360fichatrecho: "O presidente justificou que havia boa relação entre Eduardo e o presidente norte-americano, Donald Trump"; "a indicação do deputado precisaria do aval do Senado"
Trump assina memorando que designa o Brasil aliado extra-OTAN ("major Non-NATO Ally") para fins da Lei de Assistência Externa e da Lei de Controle de Exportação de Armas. Fato documentado
- primáriaThe White House (arquivo trumpwhitehouse.archives.gov)fichatrecho: "I hereby designate the Federative Republic of Brazil as a major Non-NATO Ally of the United States"; data: "July 31, 2019"
Trump, com o secretário de Estado Mike Pompeo, recebe no Salão Oval o chanceler Ernesto Araújo, o deputado Eduardo Bolsonaro (identificado como presidente da Comissão de Relações Exteriores) e o assessor Filipe Martins, segundo a legenda oficial da Casa Branca. Fato documentado
- primáriaWikimedia Commons (reprodução do Flickr oficial da Casa Branca)fichalegenda: "meets with Brazil’s Minister of Foreign Affairs Ernesto Henrique Araujo; Brazil Congressman and Foreign Affairs Committee President Eduardo Nantes Bolsonaro and Brazil International Affairs Advisor Filipe Martins on Friday, Aug. 30, 2019, in the Oval Office"
Em discurso no plenário da Câmara, Eduardo, recém-escolhido líder do PSL, anuncia que desiste de ser indicado embaixador nos EUA. Declaração registrada
Segundo o Poder360, o Brasil vota pela primeira vez contra a resolução anual da Assembleia Geral da ONU que pede o fim do embargo dos EUA a Cuba; a resolução teve 187 votos a favor e 3 contra (EUA, Brasil e Israel). O chanceler Ernesto Araújo defendeu o voto nas redes. Fato documentado
Decreto nº 10.220 promulga o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas de Alcântara, aprovado pelo Congresso pelo Decreto Legislativo nº 64, de 19/11/2019, e em vigor no plano externo desde 16/12/2019. Fato documentado
- primáriaCâmara dos Deputados — Legislação Informatizadafichapreâmbulo: "aprovou o Acordo por meio do Decreto Legislativo nº 64, de 19 de novembro de 2019"; "entrou em vigor [...] em 16 de dezembro de 2019"
Trump recebe Bolsonaro para jantar em Mar-a-Lago (Flórida). A Casa Branca anunciou que Trump usaria o encontro para "agradecer ao Brasil por sua forte aliança com os Estados Unidos". Segundo o Poder360, Trump disse que o Brasil "realmente deu uma virada" e que deu "1 bom presente" a Bolsonaro ao não impor tarifas a alguns produtos brasileiros; Bolsonaro disse que o Brasil estava "varrendo a esquerda". Fato documentado
- primáriaThe White House (arquivo trumpwhitehouse.archives.gov)fichatrecho: "will meet President Jair Bolsonaro of Brazil at Mar-a-Lago on Saturday, March 7, 2020"; "to thank Brazil for its strong alliance with the United States"
- Poder360fichatrechos: "O Brasil realmente deu uma virada"; "deu \"1 bom presente\" ao brasileiro se referindo ao fato de não ter imposto tarifas"; "estamos varrendo a esquerda para fora do Brasil"
Segundo a Agência Brasil, Bolsonaro diz que o Brasil pode deixar a OMS, citando a saída anunciada pelos EUA no fim de maio: "ou a OMS trabalha sem viés ideológico, ou vamos estar fora também". A reportagem registra que a saída dependeria do Congresso. Declaração registrada
- Bem Paraná (republicação de texto da Agência Brasil)fichatrecho: "os Estados Unidos saíram da OMS, e a gente estuda, no futuro, ou a OMS trabalha sem viés ideológico, ou vamos estar fora também"; "Uma eventual saída desse tratado teria que passar pelo Congresso Nacional"
EUA e Brasil assinam protocolo que atualiza o Acordo de Comércio e Cooperação Econômica (ATEC) de 2011, com anexos sobre facilitação aduaneira, boas práticas regulatórias e anticorrupção. Fato documentado
Durante a assinatura de acordos com os EUA, após receber o conselheiro de Segurança Nacional Robert O’Brien, Bolsonaro diz esperar comparecer à "posse do presidente brevemente reeleito" e que não precisa "esconder isso". Declaração registrada
- Diario de Pernambucofichatrecho: "espero, se essa for a vontade Deus, comparecer à posse do presidente brevemente reeleito nos EUA. Não preciso esconder isso, é do coração, não interfiro"
Segundo a Gazeta do Povo, o Brasil participa, com EUA, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda, da cerimônia de assinatura da Declaração do Consenso de Genebra (saúde da mulher e família, com posição contrária ao aborto como direito), com Ernesto Araújo e o secretário de Estado Mike Pompeo. O Brasil deixou a declaração em 17/01/2023, no governo seguinte. Fato documentado
- Gazeta do Povofichatrecho: "O Brasil celebra nesta quinta-feira (22), em parceria com Estados Unidos, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda, a assinatura da Declaração Consensual de Genebra"
- Diário do Nordestefichatrecho: "O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (17) a saída do Brasil do Consenso de Genebra"
Bolsonaro reconhece a vitória de Joe Biden na eleição americana, 38 dias após a votação e um dia depois da confirmação pelo Colégio Eleitoral. Fato documentado
No dia da invasão do Capitólio, Bolsonaro diz a apoiadores que "acompanhou tudo", que é "ligado ao Trump" e que há "muita denúncia de fraude" na eleição americana; não comenta a invasão diretamente. No dia seguinte, o chanceler Ernesto Araújo escreve que "há que se lamentar e condenar" a invasão e que é preciso investigar "elementos infiltrados". Declaração registrada
- Poder360fichatrechos: "Você sabe que eu sou ligado ao Trump, então você já sabe qual a minha resposta aqui"; "Bolsonaro não comentou a invasão diretamente, e disse em seguida que há \"muita denúncia de fraude\""
- Poder360fichatrechos: "há que se lamentar e condenar"; "há que investigar se houve participação de elementos infiltrados na invasão"
Segundo a Reuters, a Anatel aprova as regras do leilão do 5G sem restrições à Huawei como fornecedora; a agência registra que Bolsonaro havia criticado a empresa e estava sob pressão de Trump para bani-la. Fato documentado
- Forbes Brasilfichatrechos: "A Anatel aprovou ontem (25) regras para um leilão de espectro para redes 5G neste ano, sem restrições para a chinesa Huawei"; "estava sob pressão do ex-presidente do EUA, Donald Trump, para banir a Huawei"
Segundo o Estado de Minas, Eduardo comemora a vitória de Trump na eleição de 2024: "Bem-vindo de volta, sr. Presidente, ao lugar de onde nunca deveria ter saído". Declaração registrada
- Estado de Minasfichatrecho: "\"Bem-vindo de volta, sr. Presidente, ao lugar de onde nunca deveria ter saído\", escreveu ele na ocasião"
Segundo a CNN Brasil, em decisão monocrática, o ministro Alexandre de Moraes nega a devolução do passaporte de Jair Bolsonaro, apreendido em fevereiro de 2024, e não autoriza a viagem à posse de Trump, seguindo manifestação da PGR. Decisão judicial
- CNN Brasilfichatrecho: "negou a devolução do passaporte de Jair Bolsonaro (PL) e desautorizou o ex-presidente a viajar para os Estados Unidos para participar da posse de Donald Trump"; "A decisão segue o entendimento da Procuradoria-Geral da República"
No aeroporto de Brasília, ao acompanhar Michelle, que embarcava para a posse de Trump, Jair Bolsonaro veste boné com o slogan "Make America Great Again" e posa para fotos, dizendo que faltava "a foto mais importante". Diz que Trump o convidou e que está "chateado e abalado" por não poder ir. Fato documentado
Michelle e Eduardo Bolsonaro estão em Washington na posse de Trump, mas não entram no Capitólio (cerimônia transferida para dentro do prédio) e acompanham o evento na Capital One Arena; Eduardo atribuiu a restrição a uma decisão "protocolar". Fato documentado
A Ordem Executiva 14323 impõe tarifa adicional de 40% a produtos brasileiros e cita, entre os fundamentos, que autoridades brasileiras "perseguem" Jair Bolsonaro. O papel atribuído a Eduardo nessas medidas, e a condenação dele pelo STF por coação no curso do processo, estão no dossiê sobre as sanções de 2025. Fato documentado
- primáriaFederal Register, vol. 90, nº 148 (via govinfo.gov)fichaSec. 1: "Brazilian officials are also persecuting former President of Brazil Jair Bolsonaro"; Sec. 2: "additional ad valorem rate of duty of 40 percent"
O que está documentado
- Fato documentado
Em 2019 o governo Bolsonaro adotou medidas pedidas ou bem recebidas pelo governo Trump sem contrapartida equivalente registrada nos documentos lidos: a dispensa de visto foi "unilateral" (Decreto 9.731) e a renúncia ao tratamento especial e diferenciado na OMC foi anunciada "em linha com a proposta dos EUA". Do lado americano, a declaração conjunta registra a intenção de designar o Brasil aliado extra-OTAN, efetivada em 31/07/2019, e apoio à adesão à OCDE.
- primáriaCâmara dos Deputados — Legislação Informatizadafichaart. 1º: "de forma unilateral"
- primáriaThe White House (arquivo trumpwhitehouse.archives.gov)fichatrecho: "in line with the United States proposal"; "support for Brazil initiating the accession procedure to become a full member of the OECD"
- primáriaThe White House (arquivo trumpwhitehouse.archives.gov)fichatrecho: "I hereby designate the Federative Republic of Brazil as a major Non-NATO Ally"
- Declaração registrada
Jair Bolsonaro declarou publicamente preferência eleitoral por Trump (20/10/2020), demorou 38 dias para reconhecer a vitória de Biden e, no dia da invasão do Capitólio, repetiu sem provas a alegação de fraude na eleição americana, segundo o Poder360. O chanceler Ernesto Araújo, no dia seguinte, condenou a invasão.
- Fato documentado
Fatos que matizam o alinhamento: em 25/10/2019, em Pequim, Bolsonaro assinou com Xi Jinping oito atos e convidou estatais chinesas para o leilão do pré-sal, dizendo "Estamos alinhados com a China em mais coisas além da questão comercial"; o Poder360 registra que a China é a maior parceira comercial do Brasil. Em 25/02/2021, a Anatel aprovou o edital do 5G sem restrição à Huawei, embora, segundo a Reuters, Bolsonaro estivesse sob pressão de Trump para bani-la.
- Poder360fichatrechos: "Estamos alinhados com a China em mais coisas além da questão comercial"; "Bolsonaro e Xi assinaram 8 atos"; "A China é maior parceira comercial do Brasil"
- Money Times (republicação de texto da Agência Brasil)fichatrecho: "Brasil e China assinaram hoje (25) diversos acordos e memorandos de entendimentos"
- Forbes Brasilfichatrecho: "sem restrições para a chinesa Huawei como fornecedora de equipamentos"
- Fato documentado
Clima: a retirada da candidatura do Brasil para sediar a COP-25 foi comunicada à ONU em 27/11/2018 pelo governo Michel Temer, antes da posse de Bolsonaro, com justificativa de "restrições fiscais e orçamentárias", segundo a Agência Brasil. O texto lido não registra participação ou declaração do presidente eleito, e não foi localizado ato de saída do Acordo de Paris.
- Gazeta de S.Paulo (republicação de texto da Agência Brasil)fichatrecho: "a retirada da candidatura se deve às “restrições fiscais e orçamentárias” que deverão permanecer no próximo governo"
- Análise editorial
A indicação de Eduardo para a embaixada em Washington não chegou a ser formalizada nas fontes lidas: entre o anúncio (11/07/2019) e a desistência (22/10/2019), não foi localizada mensagem presidencial ao Senado.
- Jornal de Brasíliafichatrecho: "A decisão, segundo o presidente, depende apenas do “sim” de Eduardo"
- Poder360fichatrecho: "desistiu de ser indicado"
Respostas dos envolvidos
Nenhuma resposta localizada até a última revisão. Nenhum pedido de manifestação foi enviado aos envolvidos até agora.
Consequências comprovadas
- Fato documentado
Em 2025, depois da posse de Trump, o governo dos EUA aplicou tarifa adicional e sanções que citam a situação de Jair Bolsonaro; Eduardo, que se apresentava como articulador dessas medidas, foi condenado pelo STF por coação no curso do processo (ver dossiê "eduardo-sancoes-eua-coacao").
- primáriaFederal Register, vol. 90, nº 148 (via govinfo.gov)fichaSec. 1: "Brazilian officials are also persecuting former President of Brazil Jair Bolsonaro"
Limitações e questões em aberto
- Votações do Brasil na ONU (Assembleia Geral e Conselho de Direitos Humanos) em 2019–2022 não foram levantadas de forma sistemática; só o voto sobre o embargo a Cuba (07/11/2019) foi registrado, e apenas pela imprensa: press.un.org e digitallibrary.un.org exigiram desafio de navegador, que não foi contornado.
- OMS: não foi verificado se houve qualquer ato formal de saída ou suspensão de contribuições após a declaração de 05/06/2020; nenhuma fonte lida indica saída.
- Clima: não foram levantadas declarações de Bolsonaro sobre o Acordo de Paris nem votações em negociações climáticas; o único fato registrado (COP-25) é decisão do governo anterior.
- Boné "Make America Great Again" usado por Eduardo: há registro de 27/11/2018 (boné "Trump 2020" com o bordão); outros usos alegados entre 2019 e 2024 não foram documentados. A foto citada pelo Estado de Minas (boné "versão 2026") não foi atribuída com segurança.
- Não foram documentados apoios de Jair ou dos filhos a Trump na eleição de 2016 nem participações de Eduardo em eventos da campanha de Trump em 2020 e 2024 (há menções a CPAC em resultados de busca, não lidas).
- Decisões que contrariaram interesses do governo Trump além do 5G (ex.: tarifas sobre etanol, posição sobre Venezuela, comércio com a China em números oficiais da Secex) não foram apuradas.
- Teor da reunião de 30/08/2019 no Salão Oval e da bilateral de Osaka (28/06/2019): só há legenda de foto oficial.
- Revogação do Decreto 9.731/2019 (pelo Decreto 11.515/2023, segundo resultados de busca) não foi conferida.
- Nenhum documento lido usa termos como "submissão" para descrever a relação; se a redação quiser registrar críticas desse tipo, precisa localizar a fonte e atribuí-las.
Pendências de apuração (visível só na prévia)
- Ler o registro oficial da votação A/RES/74/7 (ONU) para confirmar o voto do Brasil.
- Ler a decisão do STF de 16/01/2025 (Pet 12100) sobre o passaporte.
- Conferir no Planalto/Itamaraty a lista dos oito atos assinados com a China em 25/10/2019.
- Localizar a nota do Itamaraty de 15/12/2020 (mensagem a Biden) e as postagens originais de Ernesto Araújo de 07/01/2021.
- Conferir as falas de 20/10/2020 e 06/01/2021 nas gravações originais.
Histórico de atualizações
- — Criação do registro (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes). Dossiê separado do de Israel por decisão do responsável.
- — Foto do evento acrescentada, escolhida pelo responsável (acervo oficial, licença CC BY 2.0).
Declarações e checagens relacionadas
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