Escândalo · Relações com aliados e agentes investigados · Patrimônio, presentes oficiais e conflitos de interesse · Uso de recursos públicos e transparência
Banco Master e o filme "Dark Horse": recursos de Daniel Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro (2024–2026)
Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o financiamento de "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro: um contrato de US$ 24 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões foram pagos em 2025, por remessas da Entre Investimentos ao fundo Havengate, nos EUA, administrado pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. O BC liquidou o Master em 18/11/2025, e o STF decretou a prisão preventiva de Vorcaro em 03/03/2026, apontando "indícios consistentes" de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro no banco. Desde 22/07/2026, Flávio é investigado no STF por suspeita de lavagem, evasão de divisas e corrupção ligadas ao filme. Nenhum documento oficial lido afirma que o dinheiro do filme é produto de crime: a origem e o destino dos recursos ainda estão sob investigação.
Este dossiê está em revisão de fontes. As fontes foram reunidas por pesquisa assistida e ainda precisam ser conferidas por um editor antes da publicação.
Pessoas e instituições envolvidas



Fabiano Campos Zettel
Antônio Carlos Freixo Júnior ("Mineiro")
Thiago Miranda
Paulo Calixto
Mario Frias
Karina Ferreira da Gama
Michael Brian Davis
Contexto
Este dossiê separa **três camadas** que costumam ser misturadas.
1. **O caso Banco Master.** É uma investigação da PF e do STF (Pet 15.556) sobre fraudes na gestão do banco: carteiras de crédito "insubsistentes", captação via CDBs, lavagem e corrupção de servidores do BC. Há liquidação pelo BC e prisões preventivas, mas nenhuma denúncia foi localizada. 2. **O financiamento de "Dark Horse" com recursos ligados a Vorcaro.** O caminho foi Entre Investimentos, depois o fundo Havengate e então a produção. É objeto de procedimento no STF em que Flávio Bolsonaro é investigado. 3. **O uso de emendas parlamentares de Mario Frias** em entidades ligadas à produtora. É um inquérito separado, relatado por Flávio Dino, e trata de dinheiro público, não dos recursos de Vorcaro.
Sobre a origem do dinheiro: até 14/10/2026, **nenhum documento oficial lido** afirma que os recursos do filme são produto de crime. A PF trata lavagem, evasão de divisas e corrupção como hipótese "em tese" e diz que a origem e o destino ainda precisam ser esclarecidos. A tese do "dinheiro privado" também não está demonstrada: a perícia que a sustenta não examinou o fundo por onde o dinheiro passou.
Cronologia
Segundo o Intercept Brasil (resumido pelo Diario de Pernambuco), Eduardo Bolsonaro assina digitalmente contrato de produção do filme, datado de novembro de 2023, com a GoUp Entertainment como produtora e ele na produção executiva ao lado de Mario Frias. Eduardo confirmou em vídeo (15/05/2026) ter ocupado a posição de "diretor-executivo" num "contrato antigo com a produtora" e disse ter deixado a função quando a estrutura passou a um fundo. Fato documentado
- Diario de Pernambucoficha2º parágrafo (resumo da reportagem do Intercept Brasil); trecho: "um contrato de produção, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024"
- Diario de Pernambucofichafala de Eduardo em vídeo; trecho: "eu saí dessa posição de diretor-executivo, que era um contrato antigo com a produtora"
Segundo relatório da PF (cronologia de mensagens publicada pela CNN), o publicitário Thiago Miranda marca para 11/12/2024 reunião entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro sobre o "filme do presidente" e avisa que levaria o deputado Mario Frias, "idealizador do projeto". Flávio disse em nota (13/05/2026) ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024. Fato documentado
- CNN Brasilfichaentradas de 08 a 11/12/2024; trecho: "A reunião fica marcada para o dia 11 de dezembro às 17h30."; "Miranda encaminha uma mensagem avisando que levaria ao encontro o deputado federal Mário Frias (PL-SP) , por ser o idealizador do projeto."
- CNN Brasilfichanota de Flávio Bolsonaro reproduzida pela CNN; trecho: "o aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai"; "Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024"; "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem."
Segundo o relatório da PF (via CNN), Miranda encaminha a Vorcaro contrato do projeto: investimento de US$ 24 milhões em 14 parcelas, com a GoUp Entertainment representada por Karina da Gama e Michael Brian Davis. Em janeiro de 2025, Vorcaro indica o cunhado Fabiano Zettel para cuidar do assunto. Fato documentado
- CNN Brasilfichaentrada de 18/12/2024; trecho: "O valor do investimento é de US$ 24 milhões , divido em 14 parcelas (duas de US$ 2 milhões e o restante de US$ 1,66 milhões)."; "representada por Karina da Gama e Michael Brian Davis"
- CNN Brasilfichaentrada de janeiro de 2025; trecho: "Vorcaro envia o contato de Fabiano Campos Zettel, seu cunhado."
Primeira remessa identificada: US$ 2 milhões da Entre Investimentos e Participações (empresa de Antônio Carlos Freixo Júnior, o "Mineiro") ao Havengate Development Fund LP, nos EUA; Zettel envia o comprovante a Vorcaro e indica que o pagamento era para o filme, segundo o relatório da PF. Fato documentado
- CNN Brasilfichaentrada de 14/02/2025; trecho: "Nele, há dados de uma transação de US$ 2 milhões, feita da Entre Investimentos para o fundo Havengate. A operação foi realizada no dia 13 de fevereiro de 2025"
- Poder360ficha4º e 7º parágrafos (citação do relatório da PF); trecho: "O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase 4 anos"; "O Havengate é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro"
Segundo a PF, Miranda envia a Vorcaro captura de tela de conversa com Eduardo Bolsonaro sobre a transferência dos recursos para os EUA ("O ideal seria haver os recursos já nos EUA"). A PGR também citou o diálogo. Fato documentado
- CNN Brasilfichaentrada de 21/03/2025; trecho: "No dia 21, Thiago cobra um posicionamento de Vorcaro e envia uma captura de tela de uma conversa com Eduardo."
- Agência Brasil (EBC)fichaseção "Mensagem de Eduardo"; trecho: "O ideal seria haver os recursos já nos EUA."; "A Procuradoria-Geral da República também citou o diálogo ao analisar a movimentação financeira."
Último pagamento antes das cobranças de agosto, segundo o relatório da PF (via CNN). Pelos documentos obtidos pelo Intercept Brasil, ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis transferências. Fato documentado
- CNN Brasilfichaentrada de 05/08/2025; trecho: "O último pagamento havia sido feito no dia 29 de maio de 2025."
- CNN Brasilficha1º e 3º parágrafos (resumo da reportagem do Intercept Brasil); trecho: "negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro"; "Documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências bancárias para financiar o projeto."
Primeiro registro de mensagens diretas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, segundo a PF, que vê indício de "reunião presencial" nesse dia. Fato documentado
- Agência Brasil (EBC)fichaseção "Possíveis encontros"; trecho: "Isso indica que pode ter ocorrido uma reunião presencial entre os dois no dia 20/08/2025"
Flávio volta a procurar Vorcaro por causa de parcelas atrasadas do filme, em áudio citado no relatório da PF. Fato documentado
- Agência Brasil (EBC)fichaseção "Imagina um calote"; trecho: "Em 8 de setembro de 2025, Flávio voltou a procurar Vorcaro por causa de parcelas atrasadas."
Flávio escreve a Vorcaro: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente", segundo o relatório da PF. Fato documentado
- Agência Brasil (EBC)fichaparágrafo sobre 16/11/2025; trecho: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente."
Vorcaro é preso no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para Dubai, "no dia seguinte" à mensagem de Flávio, segundo a CNN. Fato documentado
- CNN Brasilfichaparágrafo após as mensagens; trecho: "No dia seguinte à mensagem de Flávio, Daniel Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, tentando embarcar para Dubai."
A PF anuncia a Operação Compliance Zero: sete mandados de prisão e 25 de busca, para "combater a emissão de títulos de crédito falsos"; a investigação, iniciada em 2024 a pedido do MPF, apura gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. Suspeita sob investigação
- primáriagov.br/pf (cópia em PDF hospedada pelo Poder360)fichapp. 2–3 da captura; trecho: "com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos"; "possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes"; "Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros."
O Banco Central decreta a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento, do Banco Letsbank e da Master Corretora, e o RAET do Banco Master Múltiplo; bens de controladores e ex-administradores ficam indisponíveis. Fato documentado
- primáriaBanco Central do Brasilfichanota de 18/11/2025, 1º parágrafo; trecho: "O Banco Central decretou hoje, 18 de novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários"
- primáriaBanco Central do Brasilfichanota de 18/11/2025, 4º parágrafo; trecho: "foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN"
Vorcaro é posto em liberdade, com medidas cautelares (data registrada na representação da PF transcrita na decisão de 03/03/2026). Fato documentado
- primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia no Wikimedia Commons)fichap. 25 (trecho da representação da PF transcrito na decisão); trecho: "mesmo após ser posto em liberdade, o que ocorreu no dia 28/11/2025"; "montante que alcança quase 40 bilhões de reais"
- Times Brasilfichaseção sobre a 1ª fase; trecho: "Daniel Vorcaro, apontado como controlador do Banco Master, chegou a ser preso e deixou a cadeia dias depois mediante medidas cautelares."
O ministro André Mendonça (STF), relator da Pet 15.556, decreta a prisão preventiva de Vorcaro, de Fabiano Zettel e de outros dois investigados, a pedido da PF; as prisões são cumpridas em 04/03/2026, na 3ª fase da Compliance Zero. Decisão judicial
- primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia no Wikimedia Commons)fichap. 40, § 106 (dispositivo); trecho: "DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DOS INVESTIGADOS"; "(i) DANIEL BUENO VORCARO;(ii) FABIANO CAMPOS ZETTEL"
- primáriaNotícias STFficha1º e 2º parágrafos; trecho: "determinou, na manhã desta quarta-feira (4), a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro"; "A investigação aponta a existência de esquema de fraudes bilionárias no mercado financeiro, supostamente comandado e coordenado por Vorcaro"
- Congresso em Focoficha1º e 2º parágrafos; trecho: "foi preso nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero"; "Vorcaro também foi preso nesta manhã."
O Intercept Brasil publica áudios e mensagens de Flávio Bolsonaro a Vorcaro sobre o financiamento de Dark Horse (US$ 24 milhões negociados). Flávio responde em nota que buscou "patrocínio privado". Fato documentado
- CNN Brasilficha1º e 3º parágrafos (resumo da reportagem do Intercept Brasil); trecho: "negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro"; "Documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências bancárias para financiar o projeto."
- CNN Brasilfichanota de Flávio Bolsonaro reproduzida pela CNN; trecho: "o aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai"; "Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024"; "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem."
Relatórios do Coaf, segundo o g1 e o InfoMoney, mostram que a Entre Investimentos recebeu ao menos R$ 159,2 milhões de fundos e estruturas investigados na Compliance Zero, R$ 139,2 milhões deles da Sefer Investimentos, que nega os pagamentos. Suspeita sob investigação
- InfoMoneyficha2º, 3º e 9º parágrafos; trecho: "Segundo os documentos, a empresa recebeu ao menos R$ 159,2 milhões de fundos e estruturas financeiras investigadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero."; "A Sefer transferiu R$ 139,2 milhões para a empresa."; "A PF ainda tenta identificar qual parcela desse montante foi efetivamente destinada à produção cinematográfica"
- InfoMoneyfichanota da Sefer Investimentos; trecho: "não houve pagamento por parte da Sefer Investimentos ou do fundo Dublin à empresa Entre Investimentos nos termos citados nas matérias"
Mendonça autoriza, a pedido da PF e com aval da PGR, procedimento investigatório vinculado ao Inq 5.026 para apurar a "hipótese criminal" de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção atribuída "em tese" ao senador Flávio Bolsonaro no financiamento de Dark Horse. Decisão judicial
- Metrópolesfichaparágrafo com a transcrição do pedido da PF e da autorização; trecho: "para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro"; "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial"
- Agência Brasil (EBC)ficha2º e 4º parágrafos; trecho: "Flávio foi incluído em 22 de julho na investigação"; "O inquérito foi aberto a pedido da Polícia Federal (PF) e recebeu o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR)."
- CNN Brasilficha2º e 3º parágrafos; trecho: "A autorização foi concedida na quarta-feira (22)"; "A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor das investigações."
O ministro Flávio Dino (STF), relator de inquérito sobre emendas de Mario Frias ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora, autoriza a PF a acessar dados de investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre a Go Up Entertainment. Decisão judicial
- Agência Brasil (EBC)ficha1º e 4º parágrafos; trecho: "autorizou nesta segunda-feira (24) a Policia Federal (PF) a ter acesso a dados da investigação que envolve a produtora audiovisual Go Up Entertainment"; "suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao instituto"
Mendonça homologa a delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre, que relatou sete transferências ao Havengate a pedido de Vorcaro, somando cerca de US$ 12,3 milhões. Decisão judicial
- Banda Bficha1º parágrafo; trecho: "homologou nesta quarta-feira (9) a delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior"
- CartaCapitalfichaparágrafo sobre o acordo de colaboração; trecho: "ele fez sete transferências para o Havengate, a pedido de Vorcaro, que somaram 12,3 milhões de dólares"
Operação Make Up: com autorização de Dino, a PF cumpre 49 mandados de busca; Mario Frias, Karina Gama e os demais 29 alvos ficam proibidos de deixar o país e de manter contato entre si. Decisão judicial
- Agência Brasil (EBC)ficha1º e 5º parágrafos; trecho: "a Operação Make Up, para apurar desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares repassadas a empresa privada"; "A Polícia Federal investiga a existência de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios."
- Metrópolesficha1º, 6º e 8º parágrafos (trecho da decisão de Dino citado pelo veículo); trecho: "proibiu o deputado Mario Frias (PL-SP) de deixar o país e de manter contato com os outros investigados no inquérito sobre o filme Dark Horse"; "já por ocasião da instauração, foram encontrados indicativos da prática de crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato"; "A restrição de manter contato com os demais investigados e de sair do país recai também sobre todos os 29 alvos da operação desta quinta-feira."
Mendonça levanta o sigilo da Pet 15.556 e de 14 procedimentos relacionados, entre eles o Inq 5.026; a apuração específica sobre o filme continua sob sigilo, segundo a Agência Brasil. Decisão judicial
- primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia em PDF hospedada pelo Poder360)fichap. 1, item 1; trecho: "promovo o levantamento do sigilo dos autos da PET nº 15.556"; "INQ 5.026; RCL 88.121"
- Agência Brasil (EBC)ficha6º parágrafo; trecho: "o teor do inquérito em si foi mantido sob sigilo por Mendonça, assim como toda a apuração envolvendo o Master e o filme Dark Horse"
O presidente do STF, Edson Fachin, determina a remessa à Presidência das Pets 15.041 (INSS) e 15.556 (caso Master), com todos os processos relacionados. Decisão judicial
- primáriaNotícias STFficha1º parágrafo; trecho: "determinou neste sábado (12) a remessa à Presidência das Petições (Pets) 15041 e 15556, com todos os processos relacionados a elas"
A PF pede ao Ministério da Justiça cooperação com os EUA para rastrear o dinheiro enviado ao Havengate, segundo a CNN. Fato documentado
- CNN Brasilficha1º parágrafo; trecho: "A PF (Polícia Federal) acionou nesta sexta-feira (9) o Ministério da Justiça e Segurança Pública para solicitar cooperação com os Estados Unidos"
O que está documentado
- Fato documentado
Segundo a nota do Banco Central de 18/11/2025, a liquidação extrajudicial do Conglomerado Master foi motivada por "grave crise de liquidez", pelo "comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira" e por "graves violações às normas" do Sistema Financeiro Nacional. A nota não usa as palavras fraude ou crime e diz que o BC continuaria apurando responsabilidades.
- primáriaBanco Central do Brasilfichanota de 18/11/2025, 4º parágrafo; trecho: "foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN"
- Suspeita sob investigação
Segundo a PF (nota de 18/11/2025), a Operação Compliance Zero investiga a "possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes" por uma instituição financeira, títulos que teriam sido vendidos a outro banco e trocados por outros ativos após fiscalização do BC. Os crimes investigados são gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outros. Segundo o ConJur, a representação policial de 27/02/2026 acrescenta indução de investidor a erro, emissão irregular de valores mobiliários e lavagem de capitais, com prejuízo estimado de R$ 17 bilhões desde 2024.
- primáriagov.br/pf (cópia em PDF hospedada pelo Poder360)fichapp. 2–3 da captura; trecho: "com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos"; "possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes"; "Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros."
- Consultor Jurídico (ConJur)fichaseção inicial (contexto da operação); trecho: "A representação policial de 27/2/2026 descreve estrutura que combina gestão fraudulenta de instituição financeira, indução de investidor a erro e emissão irregular de valores mobiliários"; "prejuízo estimado de R$ 17 bilhões desde 2024"
- Decisão judicial · decisão monocrática cautelar do relator da Pet 15.556 (STF), em cognição sumária, que decreta prisões preventivas; não é denúncia nem condenação
Na decisão de 03/03/2026, o ministro André Mendonça registra que os elementos colhidos demonstram, "em cognição sumária", "indícios consistentes" de crimes contra o sistema financeiro (entre eles gestão fraudulenta de instituição financeira), corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, citada na decisão, o Banco Master "estruturou esquema de captação agressiva de recursos mediante emissão de CDBs com rentabilidade muito superior à média de mercado", e o grupo teria um núcleo de ocultação patrimonial e lavagem com empresas interpostas. A representação da PF transcrita na decisão fala em "rombo" de quase R$ 40 bilhões coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos.
- primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia no Wikimedia Commons)fichapp. 3–4, § 8.1; trecho: "em cognição sumária própria deste estágio processual, indícios consistentes da prática de diversos crimes"; "gestão fraudulenta de instituição financeira"; "lavagem de dinheiro"
- primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia no Wikimedia Commons)fichap. 2, §§ 3–4 (relato da representação policial); trecho: "estruturou esquema de captação agressiva de recursos mediante emissão de CDBs com rentabilidade muito superior à média de mercado"; "Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas"
- primáriaSupremo Tribunal Federal (cópia no Wikimedia Commons)fichap. 25 (trecho da representação da PF transcrito na decisão); trecho: "mesmo após ser posto em liberdade, o que ocorreu no dia 28/11/2025"; "montante que alcança quase 40 bilhões de reais"
- Fato documentado
Valores do financiamento, segundo cada fonte: contrato de US$ 24 milhões em 14 parcelas (relatório da PF, via CNN); US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, negociados por Flávio, e ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências (Intercept Brasil, via CNN); R$ 131 milhões pedidos e R$ 60 milhões pagos (PF, via Agência Brasil); ao menos sete remessas da Entre ao Havengate, de fevereiro a setembro de 2025, somando US$ 12,33 milhões (Relatório de Inteligência Financeira citado pela PF). Flávio confirmou ter captado R$ 61 milhões de Vorcaro, segundo o Poder360. As cifras não coincidem entre si.
- CNN Brasilfichaentrada de 18/12/2024; trecho: "O valor do investimento é de US$ 24 milhões , divido em 14 parcelas (duas de US$ 2 milhões e o restante de US$ 1,66 milhões)."; "representada por Karina da Gama e Michael Brian Davis"
- CNN Brasilficha1º e 3º parágrafos (resumo da reportagem do Intercept Brasil); trecho: "negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro"; "Documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências bancárias para financiar o projeto."
- Agência Brasil (EBC)ficha3º parágrafo; trecho: "Segundo a PF, Flávio pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção do filme, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos."
- Agência Brasil (EBC)fichaseção "Recursos nos EUA"; trecho: "pelo menos sete remessas da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, que somaram US$ 12,33 milhões"
- CNN Brasilficha6º parágrafo; trecho: "enviou US$ 12,33 milhões ao Havengate ao longo de 2025. As remessas ocorreram entre fevereiro e setembro"
- Poder360fichaparágrafo sobre a reportagem do Intercept; trecho: "Depois, confirmou ter captado R$ 61 milhões de Vorcaro."
- Suspeita sob investigação
Origem dos recursos do filme: segundo a PF, em documento enviado a Mendonça, ainda é preciso esclarecer "a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores movimentados". O pedido da PF autorizado em 22/07/2026 trata de "possível prática" de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, "em tese", por Flávio Bolsonaro. Até 14/10/2026, nenhum documento oficial lido afirma que o dinheiro do filme é produto de crime: a hipótese está sob investigação.
- CNN Brasilficha4º parágrafo (citação de documento da PF enviado a Mendonça); trecho: "a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores movimentados"
- Agência Brasil (EBC)fichaseção "Documentos sob disputa"; trecho: "Segundo a PF, esses documentos são importantes para esclarecer a origem dos recursos, o trânsito dos valores e os beneficiários finais."
- Metrópolesfichaparágrafo com a transcrição do pedido da PF e da autorização; trecho: "para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro"; "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial"
- Suspeita sob investigação
Segundo relatórios do Coaf noticiados pelo g1 e pelo InfoMoney, a Entre Investimentos, que fez as remessas ao Havengate, recebeu ao menos R$ 159,2 milhões de fundos e estruturas investigados na Compliance Zero, sendo R$ 139,2 milhões da Sefer Investimentos. A PF ainda tentava identificar quanto disso foi para o filme. A Sefer nega ter feito pagamentos à Entre nos termos noticiados.
- InfoMoneyficha2º, 3º e 9º parágrafos; trecho: "Segundo os documentos, a empresa recebeu ao menos R$ 159,2 milhões de fundos e estruturas financeiras investigadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero."; "A Sefer transferiu R$ 139,2 milhões para a empresa."; "A PF ainda tenta identificar qual parcela desse montante foi efetivamente destinada à produção cinematográfica"
- InfoMoneyfichanota da Sefer Investimentos; trecho: "não houve pagamento por parte da Sefer Investimentos ou do fundo Dublin à empresa Entre Investimentos nos termos citados nas matérias"
- Suspeita sob investigação
Segundo o relatório da PF, o Havengate Development Fund LP, criado em 2020 para um empreendimento imobiliário de US$ 21,1 milhões em Melissa (Texas), ficou "operacionalmente inerte por quase 4 anos" até receber a primeira remessa ligada ao filme, em 13/02/2025. Para a PF, essa reativação "reforça a necessidade de apuração da compatibilidade" entre o perfil do fundo e a destinação declarada. O fundo é administrado pelo advogado Paulo Calixto, que atende Eduardo Bolsonaro na imigração.
- Poder360ficha4º e 7º parágrafos (citação do relatório da PF); trecho: "O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase 4 anos"; "O Havengate é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro"
- CNN Brasilfichaparágrafos sobre o Havengate (citação do relatório da PF); trecho: "constitui circunstância objetiva que reforça a necessidade de apuração da compatibilidade entre o perfil do veículo financeiro utilizado e a destinação declarada dos recursos"; "um empreendimento imobiliário de US$ 21,1 milhões na cidade de Melissa, no Texas"
- Suspeita sob investigação
Segundo a PGR (via CartaCapital), Eduardo Bolsonaro teria posto à disposição a estrutura ligada ao Havengate para operar os recursos. A PF e a PGR investigam se parte do dinheiro financiou a permanência de Eduardo nos EUA. Isso não foi demonstrado nas fontes lidas, e Eduardo nega ter recebido recursos de Vorcaro ou do fundo.
- CartaCapitalfichaparágrafo sobre a manifestação da PGR; trecho: "Segundo a PGR, Eduardo teria colocado à disposição a estrutura ligada ao Havengate para viabilizar a operação dos recursos"
- CartaCapitalfichaparágrafo sobre as linhas de investigação; trecho: "Uma das linhas de investigação da PF e da PGR é verificar se parte dos recursos também poderia ter sido utilizada para financiar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos"
- CNN Brasilfichaparágrafos sobre os inquéritos e Eduardo; trecho: "A PF conduz dois inquéritos sobre o financiamento de"; "O ex-deputado nega ter recebido recursos de Vorcaro ou do fundo."
- Decisão judicial · autorização monocrática de instauração de procedimento investigatório (STF, ministro André Mendonça, 22/07/2026); não é indiciamento nem denúncia
Flávio Bolsonaro é investigado no STF desde 22/07/2026, em procedimento vinculado ao Inq 5.026 aberto a pedido da PF e com aval da PGR. Não foi localizado indiciamento nem denúncia contra ele neste caso.
- Metrópolesfichaparágrafo com a transcrição do pedido da PF e da autorização; trecho: "para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro"; "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial"
- Agência Brasil (EBC)ficha2º e 4º parágrafos; trecho: "Flávio foi incluído em 22 de julho na investigação"; "O inquérito foi aberto a pedido da Polícia Federal (PF) e recebeu o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR)."
- Decisão judicial · decisão monocrática do ministro Flávio Dino (STF) que autoriza buscas e impõe cautelares (Operação Make Up, 10/09/2026)
Em frente separada, sobre dinheiro público e não sobre os recursos de Vorcaro, o inquérito relatado por Flávio Dino apura desvio de emendas parlamentares de Mario Frias para entidades ligadas à produtora Karina Gama. Segundo a decisão citada pelo Metrópoles, há "indicativos" de peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa, entre outros crimes. Frias e os demais alvos ficaram proibidos de deixar o país.
- Agência Brasil (EBC)ficha1º e 5º parágrafos; trecho: "a Operação Make Up, para apurar desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares repassadas a empresa privada"; "A Polícia Federal investiga a existência de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios."
- Metrópolesficha1º, 6º e 8º parágrafos (trecho da decisão de Dino citado pelo veículo); trecho: "proibiu o deputado Mario Frias (PL-SP) de deixar o país e de manter contato com os outros investigados no inquérito sobre o filme Dark Horse"; "já por ocasião da instauração, foram encontrados indicativos da prática de crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato"; "A restrição de manter contato com os demais investigados e de sair do país recai também sobre todos os 29 alvos da operação desta quinta-feira."
- Agência Brasil (EBC)ficha1º e 4º parágrafos; trecho: "autorizou nesta segunda-feira (24) a Policia Federal (PF) a ter acesso a dados da investigação que envolve a produtora audiovisual Go Up Entertainment"; "suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao instituto"
- Análise editorial
Confronto das teses: a afirmação de que o dinheiro do filme é "privado" (Flávio, Frias, perícia contratada pela GoUp) e a afirmação de que ele é "fruto de crime" não estão demonstradas pelos documentos oficiais lidos. Está documentado que os recursos saíram de estruturas ligadas a Vorcaro, controlador de um banco liquidado pelo BC e investigado por fraudes, e que passaram pela Entre ao Havengate. Também está documentado que a PF e o STF investigam lavagem, evasão de divisas e corrupção. A origem ilícita desses recursos específicos é hipótese de investigação, sem denúncia nem decisão de mérito. A perícia privada não rastreou o Havengate, segundo o próprio perito.
Sem evidência vinculada — não publicar.
Alegações e seus autores
Responsável pela pauta do acervo (sem registro público), 14 out. 2026: Disse que Dark Horse é "o maior escândalo de transferência de dinheiro" e que o dinheiro "não é privado, é fruto de crime". O registro é interno, como ponto de partida da apuração. Os documentos lidos não sustentam a segunda afirmação, e a primeira é juízo comparativo sem base documental.
Sem evidência vinculada — não publicar.
Respostas dos envolvidos
- Resposta pública
Flávio Bolsonaro, 13 mai. 2026: Em nota, disse que "o aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai", com "zero de dinheiro público". Disse ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024, quando não havia suspeitas públicas, e afirmou: "Não ofereci vantagens em troca [...] Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem". Antes, a jornalistas, chamou a reportagem de "mentira" e repetiu "é dinheiro privado".
- CNN Brasilfichanota de Flávio Bolsonaro reproduzida pela CNN; trecho: "o aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai"; "Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024"; "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem."
- InfoMoneyfichafala na porta do STF; trecho: "É dinheiro privado, dinheiro privado, dinheiro privado"
- Resposta pública
Flávio Bolsonaro, mai. 2026: À GloboNews, disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para o filme, escolhido porque o advogado era da "confiança" de Eduardo, e que os recursos não beneficiaram o irmão. À CNN, disse que o dinheiro foi "100% investido no filme". O relatório da PF diz que o fundo existia desde 2020 com outra finalidade.
- Poder360ficha8º parágrafo; trecho: "Em maio, durante entrevista à GloboNews , Flávio afirmou que o Havengate era um fundo exclusivo criado para a realização do filme."
- CNN Brasilficha3º parágrafo; trecho: "Em maio, ele afirmou à CNN que o dinheiro foi"
- Resposta pública
Flávio Bolsonaro, 28 ago. 2026: No Jornal Nacional, disse que "não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para um filme do próprio pai" e que não houve contrapartida por ser senador. Segundo o Metrópoles, passou a dizer que a prestação de contas cabe à produtora.
- Metrópolesficha2º e 3º parágrafos; trecho: "Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para um filme do próprio pai"; "não houve nenhuma contrapartida pelo fato de ser senador da República para esse investidor"
- Resposta pública
Eduardo Nantes Bolsonaro, 15 mai. 2026: Em vídeo, disse: "Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso". Disse que pôs dinheiro próprio no início do projeto (R$ 350 mil convertidos em US$ 50 mil para contratar o diretor) e que recebeu esse valor de volta sem passar pelo fundo.
- Diario de Pernambucofichafala de Eduardo em vídeo; trecho: "Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso."; "converteu R$ 350 mil em US$ 50 mil"
- Diario de Pernambucofichafala de Eduardo em vídeo; trecho: "eu saí dessa posição de diretor-executivo, que era um contrato antigo com a produtora"
- Resposta pública
Mario Frias, 14 mai. 2026: Primeiro escreveu que "não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse". Depois disse que se referia ao fato de Vorcaro não ser signatário: "O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta". Afirmou que o filme só tem capital privado e que Flávio e Eduardo não são sócios do filme nem da produtora.
- InfoMoneyfichanotas de Frias citadas pelo InfoMoney; trecho: "O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta"; "não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse"; "o senador Flávio Bolsonaro e o Deputado Eduardo Bolsonaro não têm sociedade no filme nem na produtora"
- Resposta pública
Go Up Entertainment (produtora), ago. 2026: Perícia privada contratada pela GoUp concluiu que os recursos do filme têm "origem privada comprovada" e não identificou verba pública. O perito disse ao O Globo que analisou só os gastos da GoUp e que não tinha autorização para auditar o Havengate.
- Resposta pública
Michael Brian Davis, set. 2026: Michael Davis, que se identifica como sócio majoritário da Go Up Entertainment LLC, respondeu à PF que os documentos mantidos nos EUA não deveriam ser enviados diretamente às autoridades brasileiras sem cooperação jurídica internacional.
- Agência Brasil (EBC)fichaseção "Documentos sob disputa"; trecho: "Michael Davis, que se identifica como sócio majoritário da empresa, respondeu que os documentos mantidos nos Estados Unidos não deveriam ser enviados diretamente às autoridades brasileiras sem o cumprimento dos mecanismos de cooperação jurídica internacional."
- Manifestação da defesa
Fabiano Campos Zettel, 4 mar. 2026: A defesa disse não ter tido acesso aos autos e que ele está à disposição das autoridades.
- Congresso em Focofichaúltimo parágrafo; trecho: "A defesa de Fabiano Zettel afirmou que não teve acesso aos autos da investigação, mas declarou que o empresário está à disposição das autoridades."
- Resposta pública
Sefer Investimentos, 14 mai. 2026: Em nota, a Sefer disse atuar como administradora fiduciária e negou pagamentos dela ou do fundo Dublin à Entre "nos termos citados nas matérias".
- Resposta não localizada na pesquisa
Daniel Vorcaro: Não foi localizada manifestação de Vorcaro ou da defesa dele sobre o financiamento de Dark Horse nas fontes lidas.
Situação dos procedimentos
Procedimento vinculado ao Inq 5.026 (STF) — financiamento do filme Dark Horse
Investigação em curso, sob sigilo quanto ao teor. Em 09/10/2026, a PF pediu cooperação jurídica aos EUA para rastrear os recursos do Havengate. Sem indiciamento ou denúncia localizados até 14/10/2026.
- Flávio Bolsonaro Investigado
- Eduardo Nantes Bolsonaro Outra situação (ver ficha)
Inquérito no STF sobre emendas de Mario Frias a entidades ligadas à produtora de Dark Horse (Operação Make Up)
Investigação em curso sobre suposto desvio de emendas parlamentares (dinheiro público), separada da apuração sobre os recursos de Vorcaro. Começou com representação da deputada Tabata Amaral. Nenhuma denúncia localizada até 14/10/2026.
- Mario Frias Investigado
- Karina Ferreira da Gama Investigado
Petição 15.556 (STF) — caso Master / Operação Compliance Zero
Investigação em curso, sem denúncia localizada até 14/10/2026. O sigilo da Pet e de 14 procedimentos relacionados foi levantado em 10/09/2026. Em 12/09/2026, o presidente do STF mandou remeter os autos à Presidência. A situação atual das prisões não foi reconferida em fonte primária nesta data.
- Daniel Vorcaro Investigado
- Fabiano Campos Zettel Investigado
Consequências comprovadas
- Fato documentado
O filme, anunciado para 11/09/2026, teve a estreia adiada pela produtora para depois do período eleitoral, segundo a CartaCapital.
- CartaCapitalfichapenúltimos parágrafos; trecho: "A produtora Go Up Entertainment optou por adiar a chegada às telonas para depois do período eleitoral"
- Fato documentado
Em 09/10/2026, a PF pediu cooperação jurídica aos EUA, via Ministério da Justiça, para rastrear o dinheiro enviado ao Havengate.
- CNN Brasilficha1º parágrafo; trecho: "A PF (Polícia Federal) acionou nesta sexta-feira (9) o Ministério da Justiça e Segurança Pública para solicitar cooperação com os Estados Unidos"
Limitações e questões em aberto
- Relatórios da PF, pedido da PF de julho de 2026, autorização de Mendonça (22/07/2026), manifestação da PGR e relatórios do Coaf/RIF não foram lidos no original: o STF liberou o material (cerca de 25 GB) por link restrito aos gabinetes, e a imprensa publicou trechos. Tudo o que vem desses documentos está atribuído ao veículo que os citou.
- Número da PET em que Flávio é investigado ("PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026") não divulgado. O portal do STF respondeu "Processo não encontrado" para INQ 5026 em 14/10/2026.
- Relator atual do procedimento sobre o filme: a autorização foi de Mendonça. Em 12/09/2026, Fachin mandou remeter à Presidência a Pet 15.556 "com todos os processos relacionados". Não foi localizado ato posterior que defina quem conduz o procedimento sobre Dark Horse.
- Nenhuma denúncia do MPF/PGR foi localizada contra Vorcaro, Zettel ou qualquer pessoa no caso Master até 14/10/2026. Também não foram localizados indiciamento, denúncia ou arquivamento no procedimento sobre o filme.
- Origem dos recursos que a Entre enviou ao Havengate: não há documento oficial lido que a qualifique como ilícita. Os dados do Coaf (R$ 159,2 milhões de fundos investigados) vêm de reportagem, e a Sefer os contesta.
- Divergência de valores: US$ 24 milhões ou R$ 134 milhões (contrato); R$ 131 milhões pedidos (PF via Agência Brasil); R$ 124 milhões previstos (InfoMoney); US$ 10,6 milhões em seis transferências até maio de 2025 (Intercept); US$ 12,33 milhões em sete remessas até setembro de 2025 (RIF). A diferença entre os dois últimos não foi esclarecida.
- Reportagem da Piauí, citada pela Banda B, sobre transferência de US$ 1,6 milhão de Vorcaro ao Havengate em 16/09/2025, após cobrança de Flávio: não lida no original e não incorporada.
- Destino final dos recursos nos EUA (produção, despesas de Eduardo ou outros fins): sob investigação. A cooperação com os EUA foi pedida em 09/10/2026.
- Contrato de produção de novembro de 2023 com Eduardo na produção executiva: conhecido só pelo resumo da reportagem do Intercept. O documento não foi lido.
- Jair, Carlos e Michelle Bolsonaro: nenhuma fonte lida os liga aos repasses. Representação de parlamentares de oposição (maio de 2026) que pede a investigação de Jair e outros não foi lida.
- Situação processual de Thiago Miranda, Paulo Calixto, Michael Davis e Freixo, além do acordo de colaboração deste: não localizada em documento. O conteúdo da delação de Freixo não é público.
- Situação atual da prisão de Vorcaro e de Zettel (decretada em 03/03/2026): não reconferida em fonte primária em 14/10/2026.
Pendências de apuração (visível só na prévia)
- Ler no original o pedido da PF e a autorização de 22/07/2026, assim que estiverem acessíveis sem restrição.
- Conferir a autenticidade dos PDFs da decisão de 03/03/2026 e do despacho de 10/09/2026 no validador do STF (códigos 62C0-F609-8822-74F2 e A4A5-23C7-CB70-43A2).
- Localizar o número do inquérito de Dino (emendas/Operação Make Up) e ler a decisão de 10/09/2026.
- Ler o laudo pericial privado da GoUp (PDF publicado pelo Poder360) e a reportagem original do Intercept Brasil (13/05/2026).
- Acompanhar o pedido de cooperação aos EUA e eventual relatório final da PF.
Histórico de atualizações
- — Criação do dossiê (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes). Origem ilícita dos recursos do filme registrada como hipótese sob investigação, por não haver documento oficial lido que a afirme.