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Jair Bolsonaro no Muro das Lamentações, em Jerusalém, durante a visita oficial a Israel; ao lado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (identificado pelo título e pela categoria do arquivo no Wikimedia Commons; a legenda oficial do Planalto cita só a visita de Bolsonaro)
Jair Bolsonaro no Muro das Lamentações, em Jerusalém, durante a visita oficial a Israel; ao lado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (identificado pelo título e pela categoria do arquivo no Wikimedia Commons; a legenda oficial do Planalto cita só a visita de Bolsonaro) (1 abr. 2019). Foto: Alan Santos/PR (Palácio do Planalto) — origem · CC BY 2.0

Escândalo · Relações internacionais e diplomacia

Jair e Eduardo Bolsonaro e o governo de Israel: promessa de embaixada em Jerusalém, escritório comercial e visitas com Netanyahu (2018–2024)

Presidente eleito, Jair Bolsonaro disse ao jornal Israel Hayom (01/11/2018) que pretendia transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, e dias depois afirmou que a mudança "não está decidida". O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou o Brasil em dezembro de 2018 e esteve na sessão de posse. Na visita oficial a Israel (31/03–02/04/2019), Bolsonaro anunciou um escritório brasileiro de promoção comercial em Jerusalém, em vez da embaixada, e visitou o Muro das Lamentações com Netanyahu; a Autoridade Palestina convocou seu embaixador no Brasil. O escritório, administrado pela Apex-Brasil, foi inaugurado em 15/12/2019 com Netanyahu e Eduardo Bolsonaro. Em abril de 2019, o presidente de Israel, Reuven Rivlin, criticou declaração de Bolsonaro de que o Holocausto poderia ser perdoado. A embaixada não foi transferida: em 2026 o Itamaraty mantém a Embaixada do Brasil em Tel Aviv. Em 25/02/2024, apoiadores levaram bandeiras de Israel a ato de Bolsonaro na Avenida Paulista, o que o Instituto Brasil-Israel criticou.

Período: nov. 2018 – fev. 2024 · Última revisão: 14 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Pesquisa assistida. Toda evidência central foi aberta em 14/10/2026 e o trecho citado localizado no texto (nível "comparada"). Faltam fontes primárias israelenses e brasileiras: comunicados do gabinete do primeiro-ministro de Israel (gov.il) e notas do Itamaraty não foram localizados; a maior parte dos itens se apoia em imprensa (Agência Brasil republicada, Reuters, Poder360), com atribuição explícita. Presença de Netanyahu na posse sustentada por legenda oficial da Agência Senado. Não é aprovação: requer revisão humana de fontes e editorial.

Este dossiê está em revisão de fontes. As fontes foram reunidas por pesquisa assistida e ainda precisam ser conferidas por um editor antes da publicação.

Pessoas e instituições envolvidas

Partido: última filiação documentada em fonte oficial (TSE, Câmara, Senado), com as anteriores ao lado. Filiação partidária não indica participação nos fatos.

  • Foto de Jair Bolsonaro

    PL última filiação documentada, desde 30 nov. 2021 antes: PSL (até 2019)

    Jair Bolsonaro

    presidente eleito (2018) e presidente da República (2019–2022); prometeu transferir a embaixada para Jerusalém e visitou Israel em 2019

    candidato à reeleição para presidente pelo PL em 2022, não eleito (TSE); filiação posterior não conferida em fonte oficial depois de 2022

  • Foto de Eduardo Nantes Bolsonaro

    PL última filiação documentada, desde 22 mar. 2022 antes: UNIÃO (até 22 mar. 2022), PSL (até 23 fev. 2022)

    Eduardo Nantes Bolsonaro

    deputado federal (PSL-SP); tratou da embaixada com Jared Kushner (nov/2018) e participou da inauguração do escritório em Jerusalém (15/12/2019)

    deputado federal (SP) pelo PL, reeleito em 2022 (TSE); mandato perdido por ato da Mesa em 18/12/2025 (Câmara); filiação posterior não conferida em fonte oficial

Instituições: Presidência da República · Ministério das Relações Exteriores · Apex-Brasil · Governo de Israel (gabinete do primeiro-ministro) · Presidência de Israel · Autoridade Palestina

Contexto

Este dossiê trata de **decisões e declarações de governos e de pessoas identificadas** (Jair e Eduardo Bolsonaro, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o presidente de Israel Reuven Rivlin, a Autoridade Palestina, entidades brasileiras), com data e fonte. Não faz generalizações sobre Israel, judeus ou comunidades religiosas. A promessa de campanha de transferir a embaixada para Jerusalém seguia decisão do governo Trump (dossiê relacionado), mas o resultado documentado foi um escritório comercial; a embaixada continua em Tel Aviv. A ligação com o dossiê do governo Trump se limita aos fatos comuns (conversa de Eduardo com Jared Kushner sobre a embaixada em 2018).

Cronologia

  1. Presidente eleito, Bolsonaro diz ao jornal israelense Israel Hayom que planeja transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém e que Israel deve ter liberdade para escolher sua capital. Declaração registrada

    • CartaCapitalfichatrecho: "declarou a um jornal israelense que planeja transferir a embaixada de seu país em Israel de Tel Aviv para Jerusalém"; "Israel deveria ter liberdade para escolher sua capital"
  2. Bolsonaro diz que a mudança "não está decidida" e que "não é um ponto de honra"; responde a perguntas sobre o cancelamento, pelo Egito, de uma comitiva do chanceler Aloysio Nunes, que a imprensa relacionou à declaração sobre a embaixada. Declaração registrada

    • Brasil de Fatofichatrechos: "a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém ainda “não está decidida”"; "Para nós, isso não é um ponto de honra"; "o fato de o Egito ter cancelado uma comitiva do ministro Aloysio Nunes"
  3. Em Washington, Eduardo Bolsonaro se reúne com Jared Kushner; segundo o BuzzFeed News, confirma que o pai transferirá a embaixada para Jerusalém. Segundo o Jornal do Comércio, a mudança era "opção ainda em estudo". Declaração registrada

    • BuzzFeed Newsfichatrecho: "Eduardo confirmed that his father will move Brazil’s embassy in Israel to Jerusalem — after Jair had seemingly backed away from the decision over Arab countries’ concerns"
    • Jornal do Comércio (Porto Alegre)fichatrecho: "A conversa teve como tema a mudança da embaixada do Brasil localizada em Israel para a cidade de Jerusalém, opção ainda em estudo pelo futuro governo"
  4. Netanyahu, em visita ao Brasil, encontra Bolsonaro no Forte de Copacabana (Rio) e participa de cerimônia de Shabat em sinagoga de Copacabana. Segundo a Folhapress, é a primeira visita de um primeiro-ministro israelense em exercício ao país desde 1948. Fato documentado

    • Poder360fichatrecho: "Nesta 6ª feira, Netanyahu se encontrou com Bolsonaro, no Forte de Copacabana, e chegou a chamá-lo de \"amigo\""
    • Poder360fichatrecho: "Nos reuniremos e discutiremos novos rumos para nossas nações"
  5. Netanyahu está no plenário da Câmara na sessão solene do Congresso que dá posse a Bolsonaro, segundo legenda oficial da Agência Senado. Fato documentado

  6. No primeiro dia da visita oficial a Israel, ao lado de Netanyahu, Bolsonaro anuncia a criação de um escritório de representação comercial em Jerusalém (ciência, tecnologia, inovação e negócios), e não a transferência da embaixada. Netanyahu diz esperar que "um dia" a embaixada chegue a Jerusalém. Fato documentado

  7. Segundo o Congresso em Foco (com O Globo), a Autoridade Palestina convoca seu embaixador no Brasil, Ibrahim Alzeben, em resposta ao anúncio do escritório em Jerusalém. Fato documentado

    • Congresso em Focofichatrecho: "A Autoridade Palestina (AP) convocou o seu embaixador no Brasil, Ibrahim Alzeben, em resposta à decisão do presidente Jair Bolsonaro de abrir um escritório de negócios em Jerusalém"
  8. Bolsonaro visita o Muro das Lamentações, em Jerusalém, acompanhado de Netanyahu. A Reuters registra que o local fica na parte da cidade ocupada por Israel em 1967 e depois anexada, anexação não reconhecida internacionalmente. Fato documentado

  9. Sobre a reação palestina, Bolsonaro diz que "é direito deles reclamar" e que a transferência da embaixada deve ser feita "com calma" e em contato com outros países. Declaração registrada

  10. Em evento com evangélicos no Brasil, Bolsonaro diz que o Holocausto pode ser perdoado, mas não esquecido. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, responde no Twitter que ninguém pode decidir pelo perdão do povo judeu; o Yad Vashem divulga nota no mesmo sentido. Bolsonaro recua em nota divulgada pelo embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley (14/04). Declaração registrada

    • The Nationalfichatrechos: "We can forgive but we can't forget"; Rivlin: "no one will ordain the Jewish people's forgiveness"; "It is no one's place to decide who can be forgiven"; "posted on the Facebook page of Yossi Shelley"
  11. O governo brasileiro inaugura em Jerusalém o escritório de promoção de inovação, tecnologia e investimentos, administrado pela Apex-Brasil, com Netanyahu, o embaixador de Israel Yossi Shelley e Eduardo Bolsonaro. Eduardo escreve que o escritório é o "primeiro passo" para a transferência da embaixada. Fato documentado

    • Poder360fichatrechos: "inaugurou neste domingo (15.dez.2019) 1 escritório em Jerusalém"; "será administrado pela Apex-Brasil"; "afirmou que a abertura do escritório de negócios é o primeiro passo para a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém"
  12. Em ato convocado em defesa de Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, manifestantes levam bandeiras do Brasil e de Israel e pedem o impeachment de Lula, dias depois de o presidente comparar os ataques israelenses na Faixa de Gaza ao Holocausto (segundo o Estadão Conteúdo). Fato documentado

    • O Povofichatrechos: "Os manifestantes foram ao ato vestidos de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil e de Israel"; "após ele ter comparado os ataques israelenses na Faixa de Gaza ao Holocausto"
  13. O Instituto Brasil-Israel critica, em nota, o uso das bandeiras como "instrumentalização da imagem de Israel pela extrema-direita brasileira"; segundo o Congresso em Foco, entidades de representação judaica viram o gesto com preocupação. Declaração registrada

    • Congresso em Focofichatrechos: "“instrumentalização da imagem de Israel pela extrema-direita brasileira"; "foi visto com preocupação diante da apropriação de um de seus principais símbolos"

O que está documentado

  • Fato documentado

    A promessa de transferir a embaixada para Jerusalém não foi cumprida: o que se documenta é um escritório de promoção comercial (anunciado em 31/03/2019, inaugurado em 15/12/2019). Em 14/10/2026, o Itamaraty mantém a "Embaixada do Brasil em Tel Aviv".

  • Fato documentado

    Fatos que matizam a aproximação: Bolsonaro disse em 06/11/2018 que a transferência "não é um ponto de honra"; a Autoridade Palestina convocou seu embaixador após o anúncio do escritório; o presidente de Israel, Reuven Rivlin, e o Yad Vashem criticaram publicamente a declaração de Bolsonaro sobre perdoar o Holocausto (abril de 2019); e o Instituto Brasil-Israel criticou o uso de bandeiras de Israel no ato de 25/02/2024.

Alegações e seus autores

Alegações são atribuídas a quem as fez. Não são conclusões deste arquivo.

  • Instituto Brasil-Israel, fev. 2024: Em nota, afirmou que o uso de bandeiras israelenses no ato de 25/02/2024 faz parte de uma "instrumentalização da imagem de Israel pela extrema-direita brasileira", baseada em imagem "imaginária" do país.

Respostas dos envolvidos

  • Resposta pública

    Jair Bolsonaro, 14 abr. 2019: Em nota divulgada pelo embaixador de Israel no Brasil, disse que sua fala sobre perdoar o Holocausto nunca teve a intenção de ser usada em contexto histórico.

    • The Nationalfichatrecho: "My speech was never meant to be used in a historical context"

Limitações e questões em aberto

  • Votos do Brasil na ONU sobre Israel e Palestina em 2019–2022 não foram levantados.
  • Comunicados do gabinete do primeiro-ministro de Israel (gov.il) sobre a posse de 2019, a visita de 2019 e o escritório de Jerusalém não foram localizados; o Times of Israel recusou acesso (HTTP 403).
  • A declaração conjunta Brasil–Israel de 31/03/2019 e a nota do Itamaraty sobre o escritório não foram lidas; segundo resultados de busca, o comunicado do Itamaraty teria sido alterado no mesmo dia (não verificado).
  • Cancelamento da agenda do chanceler Aloysio Nunes no Egito (nov/2018): só a manchete de O Povo e a menção do Brasil de Fato foram lidas; não há comunicado egípcio que dê o motivo.
  • Não há registro lido de Jair ou de Eduardo portando bandeira de Israel em ato; o fato documentado refere-se a manifestantes no ato de 25/02/2024. Uso de bandeira dos EUA em atos não foi documentado.
  • Posição da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e de outras entidades sobre a promessa da embaixada e sobre o ato de 2024 não foi localizada.
  • Relação de Bolsonaro com o governo de Israel após 2022 (inclusive depois de 07/10/2023) não foi apurada com fonte primária.
  • Data exata das postagens de Rivlin e da nota do Yad Vashem (abril de 2019) não conferida no original.

Pendências de apuração (visível só na prévia)

  • Localizar em gov.il os comunicados do gabinete do primeiro-ministro de 28/12/2018, 01/01/2019, 31/03–02/04/2019 e 15/12/2019.
  • Localizar no portal do Itamaraty a declaração conjunta e a nota de 31/03/2019.
  • Confirmar na Apex-Brasil a situação atual do escritório de Jerusalém.
  • Conferir as postagens de Reuven Rivlin (Twitter, abril de 2019) e a nota do Yad Vashem.

Histórico de atualizações

  1. — Criação do registro (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes). Dossiê separado do do governo Trump por decisão do responsável.
  2. — Foto do evento acrescentada, escolhida pelo responsável (acervo oficial, licença CC BY 2.0).

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