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Revelando · episódio

Flavinho de papai

22 out. 2026 · 23:43 · apresentação: MC Cabelinho · Calma Urgente

Apresentado por MC Cabelinho, que contrapõe a própria trajetória à de Flávio Bolsonaro, o episódio percorre a carreira do senador: o cargo comissionado na liderança do PPB na Câmara aos 19 anos (dezembro de 2000), quando ele também cursava Direito e estagiava no Rio (reportagem da BBC News Brasil de 2019); o caso da "rachadinha" no gabinete dele na Alerj, com o relato de um ex-funcionário, a lotação de familiares de Adriano da Nóbrega e a denúncia de 2020; a mansão no Lago Sul e o patrimônio declarado ao TSE; a loja de chocolates; a aliança com Márcio Canella; e propostas de campanha (PEC do trabalho por hora assinada por Flávio, imposto de renda, Bolsa Família, cortes de gastos). Os fatos centrais conferem com documentos, mas o programa omite pontos decisivos ou os simplifica: a denúncia da "rachadinha" nunca foi recebida, foi rejeitada em 2022 a pedido do próprio MPRJ depois da anulação de provas por razões processuais, sem julgamento de mérito (não houve condenação nem absolvição); o "confisco" dito por Flávio se referia à carga total sobre profissionais liberais, e ele votou a favor da isenção do IR; e a frase sobre o Bolsa Família é da coordenadora econômica da campanha. "Funcionário fantasma", "playboy" e "nunca trabalhou" são juízos do programa. Não foram localizadas reportagens sobre o episódio.

O episódio é um programa de opinião, com linguagem própria. As afirmações dele valem o que os documentos confirmam: abaixo, cada uma é cruzada com o acervo do site.

O que o episódio afirma e o que os documentos mostram

14 confirmada(s) · 13 em parte · 1 não encontrada(s) no acervo · 2 opinião

  1. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que o primeiro emprego de Flávio Bolsonaro, aos 19 anos, em dezembro de 2000, foi um cargo comissionado (sem concurso) na liderança do PPB, partido do pai, na Câmara dos Deputados, e que Ana Cristina Valle, então mulher de Jair, havia deixado o mesmo cargo uma semana antes (aprox. 03:29–04:04).

    Segundo a BBC News Brasil (23/01/2019), com base no Diário Oficial, no portal da Câmara e na declaração de IR entregue à Justiça Eleitoral, Flávio ocupou o posto de assistente técnico de gabinete (cargo de natureza especial, de indicação) na liderança do PPB, partido pelo qual Jair havia sido eleito, de dezembro de 2000 a junho de 2002, quando saiu a pedido; Ana Cristina Siqueira Valle deixou o mesmo posto uma semana antes de ser substituída por ele. Os registros oficiais citados pela BBC não foram lidos diretamente. "Rodízio de nepotismo" é juízo do programa: não há registro de procedimento sobre a nomeação.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 03:29–04:04 (transcrição automática)
    • BBC News Brasilfichatrechos: "O posto de assistente técnico de gabinete foi ocupado por Flávio na liderança do PPB"; "deixou o cargo uma semana antes de ser substituída por Flávio"; "de dezembro de 2000 a junho de 2002, quando saiu a pedido"
  2. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que, aos 19 anos, Flávio ganhava o equivalente a R$ 13 mil por mês "de hoje" num cargo de 40 horas semanais em Brasília, enquanto fazia faculdade de Direito presencial e estágio no Rio, acumulando três ocupações em duas cidades por quase um ano (aprox. 04:04–04:50).

    A BBC News Brasil registra que, entre 2000 e 2002, Flávio acumulou faculdade presencial de Direito (Universidade Candido Mendes), estágio voluntário duas vezes por semana na Defensoria Pública do Rio e o cargo de 40 horas semanais em Brasília, "ocupadas ao mesmo tempo por quase um ano"; a Câmara informou, via Lei de Acesso, que esses cargos não podem ser exercidos fora de Brasília. Pela declaração de IR, o cargo rendeu em 2001 o equivalente a R$ 4.712 por mês, ou R$ 13,5 mil corrigidos pelo INPC até a data da reportagem (2019), não até hoje. A frequência era controlada por folha mensal enviada pela chefia da liderança.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 04:04–04:50 (transcrição automática)
    • BBC News Brasilfichaparágrafo de abertura: "acumulou três ocupações em duas cidades diferentes"; seção "Presença obrigatória": "R$ 4.712 por mês, ou R$ 13,5 mil em valores corrigidos"; resposta da Câmara via LAI; seção "Registro mensal do ponto na Câmara"
  3. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que a BBC perguntou à assessoria de Flávio como funcionava esse trabalho e não teve resposta (aprox. 05:03–05:15).

    A BBC News Brasil registra que a assessoria de Flávio "afirmou que não iria responder aos questionamentos" e que a assessoria de Jair Bolsonaro não respondeu até a publicação. Nas fontes lidas não há explicação posterior de Flávio sobre o cargo.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 05:03–05:15 (transcrição automática)
    • BBC News Brasilfichatrecho: "a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro afirmou que não iria responder aos questionamentos da BBC News Brasil"
  4. Opinião do programa

    O programa diz: O programa diz que o primeiro emprego de Flávio foi ser "funcionário fantasma" da Câmara, que ele "só fazia presencial na hora de buscar o cheque" e que "nem precisou trabalhar" (aprox. 01:18 e 05:15–05:33; retomado em 21:51).

    Conclusão do programa a partir da reportagem da BBC. O que os documentos mostram: o cargo exigia presença em Brasília, e Flávio declarava faculdade e estágio no Rio no mesmo período (BBC). O que não está demonstrado: que ele não trabalhou. A BBC não afirma isso; registra que a frequência era atestada mensalmente pela chefia da liderança e que Flávio não respondeu. Não foi localizada investigação, acusação formal ou decisão sobre o cargo.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 05:15–05:33 (transcrição automática)
    • BBC News Brasilfichaseção "Registro mensal do ponto na Câmara": "folha com a frequência mensal, em vez de ponto diário"
  5. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que em 2002, aos 21 anos, Flávio se elegeu deputado estadual, e que um deputado estadual pode faltar a 1/3 das sessões da Assembleia sem justificar (aprox. 05:33–05:58).

    Bate: a BBC registra que Flávio deixou o cargo na Câmara em junho de 2002 e, meses depois, se elegeu deputado estadual do Rio pelo PPB. Não verificado: a regra de faltas da Alerj citada pelo programa não foi conferida no regimento.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 05:33–05:58 (transcrição automática)
    • BBC News Brasilfichatrecho: "Meses depois, se elegeu deputado estadual do Rio pelo próprio PPB"
  6. Opinião do programa

    O programa diz: O programa diz que Flávio "nasceu com tudo na mão", "viveu na aba do papai", é "playboy", "nunca se virou" e "nunca teve um trabalho fora da política" (aprox. 00:50–01:00, 01:53–02:16 e 05:50–06:10).

    Juízos do programa. O que os documentos mostram: Flávio ocupou cargo comissionado na Câmara aos 19 anos e, desde 2003, exerce mandatos eletivos (BBC). Fora dos mandatos, foi sócio da franquia de chocolates (desde 2015, segundo a imprensa; participação declarada ao TSE em 2018) e é titular de uma sociedade individual de advocacia (TSE 2026); em 2024 ele se descreveu como "empresário e advogado", além de senador. Esses negócios foram paralelos aos mandatos.

    Dossiê: A loja de chocolates de Flávio Bolsonaro e a suspeita de lavagem no caso da "rachadinha"

  7. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que Marcelo Nogueira, funcionário do gabinete de Flávio na Alerj de 2003 a 2007, contou em entrevista ao Metrópoles que precisava devolver 80% do salário a Ana Cristina Valle como condição para ter o emprego (aprox. 06:29–07:28).

    O relato existe: em entrevista à coluna de Guilherme Amado no Metrópoles (02/09/2021), Marcelo Luiz Nogueira dos Santos disse ter trabalhado no gabinete de Flávio de janeiro de 2003 a meados de 2007 e que Ana Cristina ficava com "uns 80%" do salário dele. É a palavra do ex-funcionário: a reportagem não apresenta documento, e não foi localizada investigação ou decisão sobre essas afirmações. A defesa de Flávio disse desconhecê-las e que ele sempre seguiu as regras da Alerj. Esses fatos (2003–2007) são anteriores ao período da denúncia do MPRJ (2007–2018).

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

    • primáriaYouTubefichavídeo, 06:29–07:28 (transcrição automática)
    • Metrópoles (coluna Guilherme Amado)fichapergunta "Ela ficava com 80%?" e resposta "Ficava. [...] vamos colocar nessa faixa, de uns 80%"; resposta "fiquei de janeiro de 2003 a meados de 2007"; nota da defesa de Flávio
  8. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que em 2007 chegaram ao gabinete Fabrício Queiroz, amigo de Jair desde o Exército, e a então mulher de Adriano da Nóbrega ("matador de aluguel famoso"), paga por 11 anos, e que, depois de Adriano ser expulso da PM em 2013, a mãe dele também ganhou um cargo no gabinete (aprox. 07:37–08:08).

    Bate em parte, segundo reportagens: a então esposa de Adriano foi lotada no gabinete a partir de 2007 e a mãe a partir de 2016 (não 2015, como sugere a conta do programa), ambas até novembro de 2018. As datas divergem entre as reportagens e não foram conferidas em documento da Alerj. Queiroz disse ter pedido as duas nomeações, e Flávio atribuiu a ele a responsabilidade por elas. Em 2018, o gabinete disse que Queiroz trabalhara mais de dez anos com o deputado; a data de nomeação não foi localizada em documento oficial. Não conferidos: a data da saída de Adriano da PM e o início da amizade de Queiroz com Jair. "Matador de aluguel" é expressão do programa: Adriano foi denunciado em 2019 como líder da milícia de Rio das Pedras e morreu em 2020 sem julgamento; o MPRJ o liga ao grupo conhecido como "Escritório do Crime", em imputação não julgada.

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

    • primáriaYouTubefichavídeo, 07:37–08:08 (transcrição automática)
    • Estado de Minasfichaparáfrase: esposa de 06/09/2007 a 14/11 (ano ambíguo no texto) e mãe de 11/05/2016 a 14/11/2018
    • Congresso em Focofichaparáfrase: esposa de 2007 a nov/2018; mãe de abril de 2016 a nov/2018; empregadas com ajuda de Queiroz
    • Jornal do Brasilfichatrechos: nota de Queiroz (pediu a contratação por solidariedade à família) e nota de Flávio: "a contratação das duas seria da responsabilidade de Queiroz"
    • Estado de Minasfichanota do gabinete: "com quem construiu uma relação de amizade e confiança"
    • primáriaMinistério Público do Estado do Rio de Janeiroficha2º parágrafo: "milícia de Rio das Pedras, cujo líder era Adriano da Nóbrega, miliciano que também exercia forte influência sobre o grupo de matadores de aluguel conhecido como 'Escritório do Crime'"
  9. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que, segundo o Ministério Público, a mãe e a então mulher de Adriano receberam juntas cerca de R$ 1 milhão da Alerj e devolveram pelo menos R$ 200 mil para a conta de Queiroz (aprox. 08:01–08:15).

    Segundo reportagem do Estadão reproduzida pelo Jornal de Brasília (19/06/2020), com base no pedido do MPRJ (Gaecc) que levou à prisão de Queiroz, as duas receberam R$ 1 milhão em salários da Alerj e devolveram pelo menos R$ 202 mil em transferências identificadas para a conta de Queiroz, além de outros R$ 200 mil não identificados. É conclusão da acusação, nunca julgada: a denúncia de 2020 foi rejeitada em 2022 sem ser recebida, e o STF declarou imprestáveis, em relação a Flávio, os elementos colhidos no procedimento do MPRJ. O pedido do MPRJ não foi lido.

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  10. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que em 2016, candidato a prefeito do Rio aos 35 anos, Flávio passou mal no debate da Band, foi socorrido por dois adversários, Carlos Osorio e a médica Jandira Feghali, e que a equipe dele publicou depois uma nota agradecendo aos dois (aprox. 08:15–09:20).

    Confirmado pela cobertura de 26/08/2016: Flávio (então PSC) passou mal no debate da Band, foi amparado por Carlos Roberto Osorio (PSDB) e Jandira Feghali (PCdoB) e não voltou ao programa. Jandira disse que Jair Bolsonaro recusou a ajuda dela como médica. Em nota, Flávio atribuiu o mal-estar a intoxicação alimentar e agradeceu "publicamente" aos dois concorrentes.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 08:15–09:20 (transcrição automática)
    • Congresso em Focoficha1º parágrafo: "Os candidatos Carlos Roberto Osorio (PSDB) e Jandira Feghali (PCdoB) apararam o colega"; fala de Jandira sobre o pai de Flávio
    • Gazeta do Povofichanota do candidato: "o candidato agradece publicamente aos concorrentes Jandira Feghali e Carlos Osório pelos gestos de solidariedade"
  11. Não encontrado no acervo

    O programa diz: O programa afirma que Jair, incomodado porque Jandira era do PCdoB, mandou Carlos Bolsonaro apagar a nota, trocar as senhas e tirar a rede social de Flávio, que ficou dez dias tentando recuperar a conta (aprox. 09:20–09:43).

    As reportagens da época lidas (Congresso em Foco e Gazeta do Povo) registram a nota de agradecimento, mas não sua remoção nem qualquer intervenção de Carlos nas redes de Flávio. Nenhuma fonte para esse relato foi localizada em busca na web em 22/10/2026.

  12. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que, depois da eleição de 2018, em que Flávio se elegeu senador, Queiroz saiu do gabinete, mas mandou à então mulher de Adriano a mensagem "Vamos continuar juntos em 2019" (aprox. 10:01–10:13).

    Segundo o Jornal de Brasília (19/06/2020, com informações do Estadão), Queiroz escreveu "Vamos continuar juntos em 2019" em 27/11/2018 à então esposa de Adriano, depois de ter sido exonerado do gabinete em 15/10/2018, entre os dois turnos (há reportagens que dão 16/10). Para os promotores, as mensagens indicam a intenção de mantê-la como "funcionária fantasma" em 2019; ela acabou exonerada. É interpretação da acusação, não julgada.

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

    • primáriaYouTubefichavídeo, 10:01–10:13 (transcrição automática)
    • Jornal de Brasília (com informações do Estadão)fichatrechos: "“Vamos continuar juntos em 2019”, escreveu Fabrício Queiroz"; "manter Danielle Mendonça como ‘funcionária fantasma’ no ano de 2019, escrevem os promotores do Gaecc"; demissão "em 15 de outubro"
  13. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que o Ministério Público apontou Queiroz como operador de um esquema de "rachadinha" com 12 funcionários fantasmas, que movimentou milhões de reais entre 2007 e 2018, e Flávio como líder (aprox. 10:13–10:35).

    Bate: segundo o Congresso em Foco, com base em informação do MPRJ, a denúncia de 2020 apontou Flávio como líder da organização e Queiroz como operador, por fatos de 2007 a 2018. A acusação estimou desvio de cerca de R$ 6 milhões e pediu reparação de R$ 6,1 milhões (o valor está ilegível na legenda automática). Não confirmado: o número de 12 funcionários não aparece nas fontes lidas. É acusação que nunca foi recebida pela Justiça (ver a afirmação sobre a rejeição da denúncia).

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

    • primáriaYouTubefichavídeo, 10:13–10:35 (transcrição automática)
    • Congresso em Focofichatrechos: "apontado como o líder da organização criminosa"; "o operador do esquema"; "entre 2007 e 2018"
    • ABCdoABCfichaparáfrase: R$ 6 milhões desviados; reparação de R$ 6,1 milhões; R$ 638 mil em Copacabana
  14. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma (com trecho de telejornal) que Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas foram denunciados pelo Ministério Público pelo esquema das "rachadinhas" na Alerj (aprox. 10:35–10:57).

    Em 19/10/2020 o MPRJ ajuizou no Órgão Especial do TJRJ denúncia contra Flávio, Queiroz e outras 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Denúncia é acusação, não condenação: ela nunca foi recebida, e Flávio não chegou a ser réu em ação penal neste caso. A defesa disse que a denúncia "não se sustenta".

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  15. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que em 2022 o Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia porque um tribunal superior anulou as provas, que Kassio Nunes Marques votou a favor e que, graças a ele e a outros dois ministros, Flávio "não foi nem julgado" (aprox. 11:02–11:26).

    Bate em parte. Em 2021 a 5ª Turma do STJ anulou a quebra de sigilo (falta de fundamentação) e declarou incompetente o juiz de 1º grau; a 2ª Turma do STF, no HC 201.965 (30/11/2021), anulou quatro relatórios do Coaf e declarou imprestáveis, em relação a Flávio, os elementos colhidos pelo MPRJ, por maioria de três votos (Nunes Marques, Gilmar Mendes e Lewandowski) contra o de Fachin. Em 16/05/2022 o Órgão Especial do TJRJ rejeitou a denúncia por falta de justa causa, a pedido do próprio MPRJ, porque ela se apoiava em elementos que o STJ reconheceu como ilícitos. Por isso o programa erra ao atribuir a rejeição só ao voto de Nunes Marques. As anulações foram processuais e não examinaram se os fatos ocorreram: não houve julgamento de mérito, condenação ou absolvição. O TJRJ afirmou que a rejeição não impede o retorno das investigações, e o MPRJ move ação de improbidade contra ex-assessores do gabinete, ainda sem julgamento. A indicação de Nunes Marques ao STF por Jair Bolsonaro não foi conferida em documento nesta página.

    Dossiê: Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

  16. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que em 2021 Flávio comprou uma mansão no Lago Sul, em Brasília, por quase R$ 6 milhões, deu R$ 2,87 milhões de entrada, financiou o resto e terminou de pagar em apenas 3 anos (aprox. 11:42–11:51).

    Segundo a Folhapress (01/03/2021), com base em certidão do cartório, a casa foi comprada por R$ 5,97 milhões, com R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB em 360 parcelas. Segundo o Congresso em Foco (04/07/2024), com base no Estadão, a entrada foi de R$ 2,87 milhões e a dívida foi quitada cerca de três anos depois, com seis pagamentos extras que somaram R$ 3,4 milhões (o último em março de 2024). As fontes divergem no valor da casa (R$ 5,97 milhões ou R$ 6,1 milhões) e no financiamento (R$ 3,1 milhões ou R$ 3,4 milhões). Flávio afirma que os recursos são lícitos e "fruto do suor" do trabalho dele; o BRB disse que a operação foi regular. A ação popular contra o empréstimo não foi lida.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 11:42–11:51 (transcrição automática)
    • Folha de Pernambucofichatrechos: "no valor de R$ 5,97 milhões"; "parte do valor (R$ 3,1 milhões) foi financiada pelo BRB"; "A quitação será em 360 parcelas"
    • Congresso em Focoficha1º parágrafo: "entrada de R$ 2,87 milhões"; "o débito foi pago apenas três anos após o fechamento do negócio"; 3º parágrafo: seis pagamentos extras somando R$ 3,4 milhões; nota de Flávio
  17. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que hoje o patrimônio declarado por Flávio ao TSE é de R$ 8,2 milhões, contra cerca de R$ 1,7 milhão em 2018 (aprox. 11:51–11:59).

    Nos dados abertos do TSE, os nove bens declarados por Flávio na candidatura de 2026 somam R$ 8.186.555,83, dos quais R$ 6.226.043,80 correspondem à casa no Lago Sul; em 2018 (candidatura ao Senado) os cinco bens somavam R$ 1.741.758,15, entre eles um apartamento na Barra da Tijuca e 50% da Bolsotini. A comparação é nominal, sem correção pela inflação. As declarações registram os bens, mas não explicam a origem dos recursos, e a variação, por si, não indica irregularidade.

    Dossiê: Flávio Bolsonaro é dono de bet? O que dizem os registros e as reportagens

  18. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que, para explicar a compra, Flávio disse ter vendido um apartamento e a franquia de loja de chocolate que tinha na Barra da Tijuca (aprox. 11:59–12:10).

    Segundo o Congresso em Foco (2024), na época da compra Flávio alegou ter vendido um imóvel e a loja de chocolates para dar a entrada; o BRB informou que ele comprovou renda com contracheque do Senado, documento contábil e declarações de IR de 2019 e 2020, nas quais constava a franquia. Em 2018 ele declarara ao TSE um apartamento na Barra da Tijuca e 50% da Bolsotini. A franquia passou ao grupo dono da marca em fevereiro de 2021.

    Dossiê: A loja de chocolates de Flávio Bolsonaro e a suspeita de lavagem no caso da "rachadinha"

  19. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que a loja da Kopenhagen já estava sob investigação porque o Ministério Público suspeitava de lavagem de dinheiro da "rachadinha"; que o Jornal Nacional mostrou em 2020 mais de 1.500 depósitos em dinheiro vivo, repetidos e de valor redondo; que Flávio fez saques como sócio nos mesmos dias, com 54 transferências da loja para a conta dele; e que o faturamento não aumentava na Páscoa (aprox. 12:10–12:57).

    Bate: o MPRJ suspeitou que a loja tivesse sido usada para lavar dinheiro desviado do gabinete, e ela foi alvo de busca em 2019. Segundo o Jornal Nacional, reproduzido pelo Poder360, a loja recebeu 1.512 depósitos em dinheiro de março de 2015 a dezembro de 2018, muitos de valor redondo (63 de R$ 1.500, 63 de R$ 2.000 e 74 de R$ 3.000). Em várias datas Flávio fez retiradas de valores parecidos logo depois de depósitos fracionados em espécie (24/08/2020). Não confirmados: o número de 54 transferências e a comparação com a Páscoa. Contexto omitido: a loja ficou de fora da denúncia de 2020, as provas do caso foram anuladas por motivos processuais e não houve exame de mérito sobre ela. A defesa negou qualquer irregularidade.

    Dossiê: A loja de chocolates de Flávio Bolsonaro e a suspeita de lavagem no caso da "rachadinha" · Suspeita de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj: denúncia rejeitada em 2022 após anulação de provas

    • primáriaYouTubefichavídeo, 12:10–12:57 (transcrição automática)
    • Poder360ficha1º e 2º parágrafos: "recebeu 1.512 depósitos em dinheiro no período de março de 2015 a dezembro de 2018"; "63 depósitos de R$ 1.500, 63 de R$ 2.000 e 74 de R$ 3.000"; nota da defesa
    • Poder360ficha1º parágrafo: retiradas "nos mesmos dias em que o estabelecimento recebeu depósitos em dinheiro vivo"; lista de datas (25–27/01/2016, 21/11/2017, 18/12/2017); nota da defesa
    • A Gazetafichatrechos “Ficaram de fora da peça…” e citação “empresas como a Bolsotini Chocolates e Café Ltda”
  20. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que, depois de uma briga por dinheiro com o ex-sócio da loja de chocolates, vazou no fim de setembro de 2026 material guardado por ele (mensagens, fotos e notas fiscais) com relatos sobre a vida privada do senador em 2022, e que Flávio não desmentiu a história (aprox. 12:57–13:56).

    Bate apenas que o material foi publicado: em 29/09/2026 o site PlatôBR divulgou mensagens e fotos obtidas de registros do ex-sócio, que havia cobrado dinheiro de Flávio depois do fim da sociedade, segundo a repercussão do Jornal do Brasil. O conteúdo é relato de uma parte em conflito com o senador, não verificado de forma independente, e não há procedimento conhecido sobre ele. Por se tratar de vida privada e de pessoas privadas, o acervo não reproduz nomes nem detalhes. Não foi localizada manifestação pública de Flávio sobre a reportagem. A disputa financeira entre os ex-sócios já estava na Justiça em 2023.

    Dossiê: A loja de chocolates de Flávio Bolsonaro e a suspeita de lavagem no caso da "rachadinha"

    • primáriaYouTubefichavídeo, 12:57–13:56 (transcrição automática)
    • Jornal do Brasilfichasubtítulo: "Material obtido por reportagem aponta conversas, fotos e uma disputa pessoal que veio à tona após o rompimento com um ex-sócio"; parágrafo sobre a cobrança de R$ 1,4 milhão
    • O Povofichaparágrafos 1–2
  21. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que em fevereiro o grupo de Flávio escolheu Márcio Canella, prefeito de Belford Roxo, como candidato ao Senado, com Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, como primeira suplente; que Canella foi preso pouco depois como "braço político" de um esquema que lavou quase R$ 8 bilhões em postos de gasolina; que Flávio tirou a mãe da chapa; e que Canella, eleito o segundo deputado estadual mais votado do Rio, foi preso de novo 11 dias depois da eleição, chamado pela PF de "patrono político de organização criminosa armada" (aprox. 14:12–15:12).

    Bate: Rogéria foi anunciada em fevereiro de 2026 como primeira suplente da chapa ao Senado no Rio, que tinha Canella (União) como candidato. Em 07/07/2026 ele foi alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne da PF, que investiga uma organização suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro, e foi preso em flagrante por um fuzil encontrado no carro. Ficou dois dias preso; o ministro Alexandre de Moraes aceitou depois a explicação de que a arma era do policial da segurança dele. Por determinação de Flávio, Rogéria deixou a suplência e se candidatou a deputada federal. Canella teve 197.178 votos em 04/10/2026, o segundo mais votado para deputado estadual no Rio, e foi preso em 15/10 por ordem de Moraes, na 8ª fase da operação, que apura organização criminosa armada, lavagem, corrupção e cartel. Corrigir: os R$ 7,6 bilhões são movimentações apontadas pelo Coaf e pela PF em seis anos, não valor comprovadamente lavado. Não confirmados nas fontes lidas: as expressões "braço político" e "patrono político" atribuídas à PF e a publicação de apoio de Flávio em abril. Canella nega envolvimento com organizações criminosas; prisão não é condenação, e não há acusação contra Flávio ou Rogéria nesse caso.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 14:12–15:12 (transcrição automática)
    • SBT Newsficha1º parágrafo: "Rogéria Bolsonaro será a primeira suplente ao Senado na chapa lançada pelo Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro"
    • SBT Newsfichaparágrafos 1–4: primeira suplente de Canella; "preso em flagrante nesta tarde por posse ilegal de um fuzil"; "movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos"; "A operação não tem Rogéria como alvo"
    • SBT Newsficha1º parágrafo: "Por determinação do senador Flávio Bolsonaro [...] sua mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), não será mais suplente de Canella"; parágrafo sobre os dois dias de prisão e a decisão de Moraes
    • Congresso em Focofichaparágrafos 1–5: prisão em 15/10 na 8ª fase; 197.178 votos em 4 de outubro; "organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção e formação de cartel"; negativa de Canella
  22. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que pagar por hora já existe, como trabalho intermitente, criado pela reforma trabalhista de 2017, relatada por Rogério Marinho, hoje coordenador da campanha de Flávio (aprox. 16:19–16:35).

    Rogério Marinho (então PSDB-RN) foi o relator da reforma trabalhista na comissão especial da Câmara, que aprovou o parecer em 25/04/2017. A Lei 13.467/2017 criou o contrato de trabalho intermitente, com serviços "determinados em horas, dias ou meses". Em janeiro de 2026, segundo o Poder360, Marinho desistiu de disputar o governo do RN para coordenar a campanha presidencial de Flávio.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 16:19–16:35 (transcrição automática)
    • Poder360ficha1º parágrafo: parecer "do relator da proposta, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN)", aprovado em 25.abr.2017 por 27 a 10
    • primáriaPlanalto — Legislaçãofichaart. 1º, nova redação do art. 443 da CLT, § 3º: "Considera-se como intermitente o contrato de trabalho [...]"
    • Poder360ficha1º parágrafo: "O Poder360 apurou que ele vai coordenar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro"
  23. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que Marinho apresentou uma emenda à Constituição, assinada por Flávio, que permite escolher entre a CLT e um contrato por hora, com férias e 13º "prejudicados", e na qual o que o trabalhador assinar sozinho com a empresa vale mais do que o negociado pelo sindicato (aprox. 16:35–16:50).

    É a PEC 12/2026, apresentada em 28/05/2026 por Rogério Marinho e outros 35 senadores, entre eles Flávio Bolsonaro. Em 22/10/2026 aguardava designação de relator. O texto prevê opção entre o regime da CLT e um regime flexível por horas trabalhadas, com férias, 13º, FGTS e demais direitos calculados de forma proporcional à carga horária, e faz o contrato individual prevalecer sobre os instrumentos de negociação coletiva. "Prejudicados" é leitura do programa: o texto fala em proporcionalidade, o que reduz esses valores para quem trabalhar menos horas.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 16:35–16:50 (transcrição automática)
    • primáriaSenado Federal — Dados Abertosficharegistro "PEC 12/2026" (id 9055580): campo autoria (inclui "Senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ)"), dataApresentacao 2026-05-28, situacaoAtual "AGUARDANDO DESIGNAÇÃO DO RELATOR"
    • primáriaSenado Federalfichaart. 1º, §§ 2º e 3º do art. 7º da Constituição: "prevalecendo o disposto em contrato individual de trabalho sobre os instrumentos de negociação coletiva"; "observada a mesma proporcionalidade no cálculo dos demais direitos trabalhistas, incluindo férias, décimo terceiro salário, FGTS"
  24. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que, na proposta defendida por Flávio, a hora de trabalho custa R$ 7,37 (aprox. 17:07–17:16).

    R$ 7,37 é o valor horário do salário mínimo de 2026 fixado pelo Decreto 12.797/2025, já em vigor. A PEC 12/2026 define o valor mínimo da hora no regime flexível como proporcional ao salário mínimo ou ao piso da categoria, calculado sobre a jornada máxima constitucional; para quem ganha o mínimo, o piso da hora seria esse mesmo valor. O programa acerta o número, mas a proposta não reduz o valor da hora: o efeito apontado por críticos é a queda da renda mensal de quem fizer menos horas, com direitos proporcionais.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 17:07–17:16 (transcrição automática)
    • primáriaPlanalto — Legislaçãofichaart. 1º e parágrafo único: salário mínimo de R$ 1.621,00; "o valor horário, a R$ 7,37"
    • primáriaSenado Federalficha§ 3º do art. 7º: "o valor mínimo da hora trabalhada será proporcional ao salário mínimo nacional ou ao piso da categoria, calculado com base na jornada máxima"
  25. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que o plano de governo de Flávio tem, para entregadores de aplicativo, uma linha só, para dizer que não quer sindicato no meio, e nenhuma proposta com nome para os MEIs (aprox. 18:02–18:19).

    No plano registrado no TSE, o trabalho por aplicativos aparece na seção "O trabalhador em primeiro lugar, não o sindicato" (p. 45 da numeração impressa): critica a proposta do governo por pôr à frente "o interesse de sindicalistas" e promete manter as oportunidades de renda do setor, com proteção "sem os interesses de dirigentes sindicais a frente do processo". São dois parágrafos, não uma linha, mas sem medida concreta. A sigla MEI não aparece no texto extraído; para pequenos negócios o plano propõe o programa "Minha Primeira Empresa" e crédito pela Caixa.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 18:02–18:19 (transcrição automática)
    • primáriaTribunal Superior Eleitoral — DivulgaCandContasfichapp. 44–45 (numeração impressa): seções "O trabalhador em primeiro lugar, não o sindicato" (parágrafos sobre trabalho por aplicativos) e "Negócio próprio" ("Minha Primeira Empresa"); texto extraído com pdftotext em 22/10/2026
  26. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que, desde janeiro, quem ganha até R$ 5 mil por mês não paga imposto de renda, e que quem ganha mais de R$ 50 mil por mês passou a pagar no mínimo 10% (antes pagaria em média 2,5%) (aprox. 18:47–19:11).

    Bate: a Lei 15.270/2025 zera o imposto mensal de quem recebe até R$ 5.000 a partir de 1º/01/2026. Simplificado: a tributação mínima vale para renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil por mês), mas a alíquota cresce de 0 a 10% entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão por ano e só chega a 10% a partir de R$ 1,2 milhão. Ela é apurada na declaração a partir do exercício de 2027. Desde janeiro de 2026 há retenção de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa. Não verificada: a média de 2,5%.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 18:47–19:11 (transcrição automática)
    • primáriaPlanalto — Legislaçãofichaart. 2º: tabela de redução mensal ("até R$ 5.000,00 [...] de modo que o imposto devido seja zero"); art. 6º-A (retenção de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50.000,00 no mês); art. 16-A, caput e § 2º (renda anual acima de R$ 600.000,00; alíquota de 10% a partir de R$ 1.200.000,00); art. 8º (efeitos a partir de 1º/01/2026)
  27. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que, quando a isenção foi votada, Flávio chamou de "confisco" a cobrança sobre quem ganha acima de R$ 50 mil por mês ("Isso é o Estado ganhando mais dinheiro com empreendimento do que o próprio empreendedor") (aprox. 19:27–19:50).

    A frase existe, mas o contexto foi trocado. Na discussão do PL 1.087/2025 no plenário do Senado (05/11/2025), Flávio disse "Isso é um confisco!" ao falar dos profissionais liberais fora do Simples, que segundo ele somariam 34% de IR e CSLL, 10% sobre dividendos e o futuro IVA. Não se referia ao imposto mínimo de quem ganha acima de R$ 50 mil. No mesmo discurso afirmou que o voto dele seria "a favor desse projeto" e que a isenção até R$ 5 mil é "pacífica". A frase "mentalidade equivocada" não aparece na transcrição oficial desse pronunciamento.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 19:27–19:50 (transcrição automática)
    • primáriaSenado Federal — Pronunciamentosfichatexto integral: "é óbvio que o nosso voto vai ser a favor desse projeto"; "Isso é um confisco! Isso é o Estado ganhando mais dinheiro com o empreendimento do que o próprio empreendedor"; trecho sobre profissionais liberais (34% + 10% + IVA)
  28. Em parte

    O programa diz: O programa afirma que, no mesmo dia, Flávio apresentou emenda para tirar a cobrança sobre dividendos de profissionais liberais, isenção em que entraria o escritório de advocacia dele, e "afirma" que ele agiu em causa própria (aprox. 20:00–20:15).

    Confirmado: em 05/11/2025, mesmo dia do discurso, Flávio apresentou a Emenda 144-PLEN ao PL 1.087/2025, que excluía da retenção na fonte e da tributação mínima os lucros e dividendos de sociedades de prestação de serviços profissionais fiscalizadas por conselho profissional. Ele é titular de uma sociedade individual de advocacia, declarada ao TSE em 2026 e mantida desde abril de 2021, segundo o SBT News. A Lei 15.270/2025 saiu sem essa exclusão. Já o "em causa própria" é juízo do programa: a emenda valeria para todas as sociedades de profissionais, e o SBT News ressalva que ela "não criava uma isenção específica" para Flávio. A justificativa da emenda alega dupla tributação da renda do trabalho.

    Dossiê: Flávio Bolsonaro é dono de bet? O que dizem os registros e as reportagens

    • primáriaYouTubefichavídeo, 20:00–20:15 (transcrição automática)
    • primáriaSenado Federalfichatexto: § 4º do art. 6º-A e inciso X do § 1º do art. 16-A ("sociedades de prestação de serviços profissionais, submetidas à fiscalização por conselho profissional"); "Sala das sessões, 5 de novembro de 2025"
    • primáriaSenado Federal — Dados Abertosficharegistro "EMENDA 144 PLEN - PL 1087/2025": autoria "Senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ)", dataApresentacao 2025-11-05
    • primáriaTSE — Portal de Dados Abertos (bem_candidato_2026.zip)fichaarquivo bem_candidato_2026_BR.csv, SQ_CANDIDATO 280002551544, bem 5: "QUOTA OU QUINHÃO DE CAPITAL - SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA" (R$ 10.000,00)
    • SBT Newsfichatrechos sobre a Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia (desde abril de 2021) e "A proposta, entretanto, não criava uma isenção específica para Flávio Bolsonaro."
    • primáriaPlanalto — Legislaçãofichaart. 6º-A e art. 16-A, § 1º (sem exclusão para sociedades de profissionais)
  29. Confirmado em documento

    O programa diz: O programa afirma que o plano de Flávio promete um "tesouraço" nos gastos sem dizer de onde sai o dinheiro, e que, segundo a Folha de S.Paulo, a equipe dele estuda chegar a R$ 250 bilhões em cortes corrigindo aposentadoria, BPC e pisos da saúde e da educação só pela inflação, sem aumento real (aprox. 20:25–20:43).

    O plano registrado no TSE tem como bandeira um "TESOURAÇO" e lista medidas como corte de ao menos 10 ministérios e de cargos comissionados, sem estimar valores. Segundo a Folha, reproduzida pelo Diario de Pernambuco (08/10/2026), a equipe econômica avalia limitar o reajuste de aposentadorias e do BPC à inflação (INPC) e acabar com a vinculação dos pisos de saúde e educação à receita, num pacote de cerca de R$ 250 bilhões (2% do PIB) em despesas obrigatórias. São estudos relatados pela imprensa. A campanha diz que essas medidas não constam do plano, e Flávio negou que vá acabar com o reajuste das aposentadorias.

  30. Em parte

    O programa diz: O programa exibe a frase "As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Vai ter uma regra de transição de 2 anos" como proposta da campanha de Flávio (aprox. 01:32–01:38).

    A frase é da coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, em entrevista à CBN Bahia em 19/10/2026, não de Flávio. Segundo ela, o beneficiário que conseguisse emprego com carteira ou abrisse um negócio manteria o benefício por até dois anos, com retorno automático se a tentativa não desse certo. No mesmo dia Flávio negou que pretenda acabar com o Bolsa Família e descreveu a regra como incentivo. O plano registrado no TSE promete "manter os programas sociais existentes" e não traz o prazo de dois anos no trecho lido.

    • primáriaYouTubefichavídeo, 01:32–01:38 (transcrição automática)
    • SBT Newsfichaparágrafos 1–3: Daniella Marques, CBN Bahia, "segunda-feira (19)"; citação "As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família"
    • Poder360fichafala de Flávio: "É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é mentira"; trecho "você continua recebendo o seu Bolsa Família por até 2 anos"
    • primáriaTribunal Superior Eleitoral — DivulgaCandContasfichap. 42 (numeração impressa): "vamos manter os programas sociais existentes"

Dossiês relacionados

Sobre o episódio

Revelando: Flavinho De Papai com MC Cabelinho | Ep #08 — canal REVELANDO no YouTube. Revelando é uma série de reportagens especiais sobre temas urgentes e decisivos para entender o Brasil. Um projeto especial do Calma Urgente, com apoio de distribuição do ICL, Mídia Ninja, 342 Artes e Intercept Brasil. (A descrição não traz bloco de créditos individuais.)

  • primáriaYouTubefichadescrição do vídeo; trecho: "Assista ao novo episódio do Revelando: Flavinho de Papai, com MC Cabelinho."