Políticos · rede de Jair Bolsonaro
Deltan Dallagnol
ex-procurador da República (coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba) e ex-deputado federal (PR), cujo mandato foi perdido em 2023 após o TSE cassar o registro de candidatura; condenado pelo STJ a indenizar Lula em R$ 75 mil por danos morais (caso do PowerPoint)
Apoio a Jair Bolsonaro
Declarou voto em Jair Bolsonaro contra Lula no segundo turno de 2022, logo depois de eleito deputado federal, segundo texto da Estadão Conteúdo de 03/10/2022.
- Banda B (Estadão Conteúdo)fichatítulo; trechos: "declara apoio a Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno"; "no segundo turno meu voto será em Bolsonaro contra Lula e o PT"
Processos e investigações
Justiça Eleitoral
Impugnação do registro de candidatura de Deltan Dallagnol a deputado federal (eleições de 2022) — TSE Outra situação (ver ficha)
Registro de candidatura cassado pelo TSE, por unanimidade, em 16/05/2023, ao reformar decisão do TRE-PR: para o relator, Dallagnol antecipou a exoneração do cargo de procurador "em fraude à lei", com sindicâncias pendentes que poderiam gerar processos disciplinares e inelegibilidade. Os votos foram computados para o Podemos e a decisão não o torna inelegível para eleições futuras. A Câmara declarou a perda do mandato em 06/06/2023. Não é condenação criminal nem cível.
Esfera cível, administrativa e de controle
Ação de indenização de Lula contra Deltan Dallagnol pela entrevista do PowerPoint (REsp 1.842.613 — STJ) Condenado (trânsito em julgado)
Condenação a reparar danos morais: R$ 75.000, a Luiz Inácio Lula da Silva — definitiva.
Condenado pela 4ª Turma do STJ em 22/03/2022, por 4 votos a 1 (vencida Isabel Gallotti), a pagar R$ 75 mil por danos morais a Luiz Inácio Lula da Silva, com correção e juros, pela entrevista coletiva de setembro de 2016 em Curitiba em que usou uma apresentação de PowerPoint para explicar a denúncia do tríplex; para o relator, extrapolou as atribuições do cargo e atribuiu fatos fora da denúncia. Embargos rejeitados por unanimidade (notícia de 10/08/2022); segundo reportagem, a 1ª Turma do STF manteve a decisão em jun/2024. Após o trânsito em julgado, o TJSP mandou pagar R$ 135.416,88 (jul/2025) e o valor atualizado, cerca de R$ 146 mil, foi depositado em dez/2025.
O TCU julgou irregulares as contas de Dallagnol, Rodrigo Janot e João Vicente Romão e determinou a devolução de cerca de R$ 2,8 milhões ao erário por diárias e passagens da força-tarefa. A Justiça Federal suspendeu o acórdão do TCU e o TRF4 manteve a decisão (notícia de 26/09/2024). Decisão administrativa do TCU, não condenação judicial.
Cargos
Deputado federal pelo PR (posse em 01/02/2023; perda do mandato por ato da Mesa em 06/06/2023)
- primáriaCâmara dos Deputados — Dados Abertos (API v2)ficharegistros de 2023-02-01 (posse, PODE, legislatura 57) e 2023-06-06 ("Saída - Afastamento definitivo - Perda de Mandato por Ato da Mesa")
- Agência Câmara de Notíciasfichaparágrafo 1: "A Câmara dos Deputados declarou nesta terça-feira (6) a perda de mandato do deputado Deltan Dallagnol"
Filiação partidária
PODE — Podemos
- primáriaCâmara dos Deputados — Dados Abertos (API v2)ficharegistros de 2023-02-01 (siglaPartido PODE) e 2023-06-06 (siglaPartido PODE)
Histórico
Retrato criado na frente "parlamentares condenados" (parl-d) (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
Nome público definido como "Deltan Dallagnol" (nome pelo qual a pessoa é conhecida e buscada; o nome completo segue em "nome").