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bolsonaros.com

Personagem · rede de relações

Ricardo Salles

RéuOrganização criminosaFacilitação de contrabando ou descaminho (art. 318 do Código Penal)Advocacia administrativa (art. 321 do Código Penal)Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais (art. 69 da Lei 9.605/1998)Embaraço à investigação de organização criminosa (art. 2º, § 1º, da Lei 12.850/2013)

Verbete do arquivo bolsonaros.com · cada afirmação aponta para a fonte

Advogado. Ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro de 1º/01/2019 a 23/06/2021, quando pediu exoneração cinco semanas após ser alvo da Operação Akuanduba da PF. Deputado federal por São Paulo (filiado ao Novo segundo reportagem de set/2025). Réu no STF em ação sobre facilitação de contrabando de produtos florestais, ainda sem julgamento.

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Ação penal e fase conferidas no portal do STF; recebimento da denúncia atribuído à Gazeta do Povo.

Última conferência: 14 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

Esta ficha documenta separadamente (A) o envolvimento criminal registrado e (B) a relação com integrantes da família. Uma relação documentada não demonstra, por si só, conhecimento ou participação em crimes.

A. Envolvimento criminal e situação processual

  • Réu (denúncia recebida)

    Réu no STF, com outras pessoas, na AP 2705 (reautuação da Pet 8.975, origem da Operação Akuanduba de 19/05/2021), por crimes atribuídos pela acusação como dificultar a fiscalização ambiental, organização criminosa, contrabando ou descaminho e patrocínio de interesse privado perante a administração, ligados à exportação de madeira em 2019–2020.

    Segundo a Gazeta do Povo (05/09/2025), Moraes tornou Salles réu em 04/09/2025, depois de o processo ter tramitado na 1ª instância. A AP 2705 foi autuada no STF em 29/08/2025; a instrução foi encerrada (despacho de 12/06/2026) e, em 09/10/2026, ainda havia defesas sendo intimadas para alegações finais. Sem julgamento até 14/10/2026.

    Verificado em 14 out. 2026

B. Relação com a família

O que os documentos permitem concluir

  • Salles foi nomeado ministro do Meio Ambiente por Jair Bolsonaro no primeiro dia do governo.
  • Permaneceu no cargo cerca de cinco semanas depois de ser alvo de busca e apreensão da PF autorizada pelo STF (19/05/2021) e saiu a pedido em 23/06/2021, com exoneração assinada por Bolsonaro.
  • É réu no STF, sem julgamento; não tem condenação nesse caso.

O que não foi demonstrado

  • Não há, nas fontes lidas, imputação de participação de Jair Bolsonaro ou filhos nos fatos da ação contra Salles.
  • A culpa de Salles não foi estabelecida: a ação está em andamento.

Cargos e mandatos

  1. Deputado federal (SP) — Câmara dos Deputados (Novo (em set/2025))

    ? – atual ou não informado · Início do mandato e partido de eleição não verificados em fonte lida.

  2. Ministro de Estado do Meio Ambiente — Ministério do Meio Ambiente

    1 jan. 2019 – 23 jun. 2021

Escândalos: dossiês relacionados

  • Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023) — ministro do Meio Ambiente; garimpeiros de Jacareacanga viajaram em avião da FAB para encontro com ele (ago/2020), segundo o MPF citado pelo Poder360

    Entre 2019 e 2022, Jair Bolsonaro defendeu publicamente a mineração e o garimpo em terras indígenas, recebeu garimpeiros diante do Planalto e do Alvorada e, em 2021, visitou uma área de garimpo na TI Raposa Serra do Sol. O governo enviou ao Congresso o PL 191/2020, que admitia a lavra garimpeira em terras indígenas (apresentado em 06/02/2020; urgência aprovada pela Câmara em 09/03/2022, com voto favorável de Eduardo Bolsonaro; retirado a pedido do governo seguinte em 2023), e Jair assinou em 11/02/2022 o decreto do programa de apoio à "mineração artesanal e em pequena escala", revogado em 01/01/2023. O STF determinou repetidas vezes, na ADPF 709, a proteção dos Yanomami e a retirada de garimpeiros. Em janeiro de 2023 o Ministério da Saúde declarou emergência em saúde pública pela "desassistência" aos Yanomami, a PF abriu inquérito para apurar possível genocídio e o ministro Barroso mandou apurar a possível participação de autoridades do governo Bolsonaro; até as fontes lidas, não há acusação formal. Bolsonaro chamou as críticas de "farsa da esquerda".

Situação dos procedimentos

Agrupados por natureza. Cada grupo segue regras próprias e não deve ser somado aos outros; o número de procedimentos não indica culpa. A situação mostrada é a desta pessoa em cada procedimento, na data de verificação.

Esfera criminal

Inquéritos, denúncias, ações penais e seus recursos e incidentes. Investigação e denúncia não são condenação.

  • Ação Penal 2.705 (STF) — exportação de madeira (origem na Pet 8.975 e na Operação Akuanduba) Réu (denúncia recebida)

    Réu em ação penal movida pelo MPF. A denúncia foi recebida pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará e o processo subiu ao STF em 29/08/2025 (AP 2.705), por causa da nova regra de foro. Imputações transcritas no despacho do relator de 15/10/2025: art. 2º, caput, da Lei 12.850/2013 (organização criminosa), art. 318 do CP (facilitação de contrabando ou descaminho), art. 321, parágrafo único, do CP (advocacia administrativa) e art. 69 da Lei 9.605/1998 (obstar ou dificultar a fiscalização ambiental). Instrução encerrada em 12/06/2026; alegações finais em curso em out/2026. Sem julgamento até 15/10/2026. Ser réu não é condenação.

    Verificado em 15 out. 2026

  • Inquérito no STF sobre suposta interferência de Ricardo Salles na Operação Handroanthus (notícia-crime do delegado Alexandre Saraiva) Investigado

    Inquérito aberto em 02/06/2021, a pedido da PGR, para apurar se o então ministro praticou advocacia administrativa, dificultou a fiscalização ambiental e embaraçou investigação envolvendo organização criminosa, segundo reportagem do Estadão Conteúdo. Em jun/2021 a relatora mandou recolher o passaporte dele. Desfecho não localizado.

    Verificado em 15 out. 2026

Cronologia

  1. 13 jan. 2024 — Segundo o Metrópoles, o inquérito da PF sobre suspeita de genocídio contra os Yanomami estava perto de completar um ano sem conclusão; a PF não comentou. Suspeita sob investigação

    Dossiê: Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023)

  2. 10 nov. 2023 — O STF determina que a União apresente, em 60 dias, novo plano contra a invasão de sete terras indígenas; a situação Yanomami segue descrita como grave. Decisão judicial

    Dossiê: Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023)

  3. 31 mar. 2023 — O Poder Executivo pede a retirada do PL 191/2020 (Mensagem nº 107/2023, com exposição de motivos do ministro da Justiça); a Câmara registra a retirada em 29/05/2023. Fato documentado

    Dossiê: Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023)

    • primáriaDados Abertos da Câmara dos Deputadosfichatramitações de 31/03/2023 17:49 ("Mensagem de Retirada de proposição n. 107/2023") e 29/05/2023 ("Retirado o PL n. 191/2020, em razão do deferimento da MSC 107/2023")
  4. 30 jan. 2023 — Em despacho na Pet 9585 (sigilosa), Barroso determina que a PGR, o Ministério Público Militar, o Ministério da Justiça e a PF em Roraima apurem "a possível participação de autoridades do governo Jair Bolsonaro na prática, em tese, dos crimes de genocídio, desobediência, quebra de segredo de justiça" e de delitos ambientais; na ADPF 709, reitera a ordem de retirada dos garimpos ilegais de sete terras indígenas, entre elas a Yanomami. Decisão judicial

    Dossiê: Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023)

  5. 25 jan. 2023 — A PF instaura inquérito, sob segredo de justiça, na Superintendência de Roraima, para apurar possível genocídio, omissão de socorro e crimes ambientais contra os Yanomami, segundo a Agência Brasil. Suspeita sob investigação

    Dossiê: Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023)

  6. 23 jan. 2023 — A 6ª Câmara do MPF publica nota sobre a TI Yanomami relatando ações e recomendações desde 2017 e o "crescimento alarmante do número de garimpeiros", estimado pela Hutukara Associação Yanomami em mais de 20 mil. Em janeiro de 2023 (a data do ofício não consta da cópia lida), o ministro da Justiça pediu à PF, pelo Ofício nº 85/2023/GM/MJ, inquérito sobre os fatos. Fato documentado

    Dossiê: Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023)

    • primáriaMPFfichatrecho: "estimado em mais de 20 mil pela Hutukara Associação Yanomami"; menção à "ACP 1001973-17.2020.4.01.4200"; fecho: "Brasília, 23 de janeiro de 2023"
    • Poder360 (hospedagem do PDF)fichatrecho: "possível desmonte intencional contra os indígenas Yanomami ou genocídio"
  7. 20 jan. 2023 — O Ministério da Saúde declara Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) "em decorrência de desassistência à população Yanomami" e cria o COE-Yanomami (Portaria GM/MS nº 28). Fato documentado

    Dossiê: Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023)

  8. 1 jan. 2023 — O Decreto nº 11.369, assinado pelo presidente Lula e pela ministra Marina Silva, revoga o Decreto nº 10.966/2022 (Pró-Mape). Fato documentado

    Dossiê: Jair Bolsonaro, garimpo e mineração em terras indígenas: PL 191/2020, decretos de 2022, encontros com garimpeiros e a crise Yanomami (2019–2023)

    • primáriaPlanalto — Legislaçãofichaart. 1º: "Fica revogado o Decreto nº 10.966, de 11 de fevereiro de 2022"; "publicado no DOU de 2.1.2023 - Edição extra"

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Respostas e contestações

  • Resposta pública

    5 set. 2025: Salles afirmou que "não há nada de novo" e que o processo já tramitava na 1ª instância; em 2021, ao deixar o ministério, falou em "criminalização" de opiniões divergentes sobre a questão ambiental.

Lacunas e limitações

  • Andamento posterior às alegações finais (julgamento) ainda não ocorrido em 14/10/2026.
  • Relação política posterior com a família (filiação ao PL e saída) não documentada nesta rodada.
  • Início do mandato de deputado e partido de eleição não verificados em fonte oficial.

Histórico

  1. 13 out. 2026 — Criação do registro (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. 14 out. 2026 — atualização processual: antes «Denúncia recebida inicialmente na 1ª instância (Justiça Federal no Pará); com a nova jurisprudência sobre foro, o caso voltou ao STF, e Moraes confirmou o recebimento em 04/09/2025. Interrogatórios encerrados em 18/12/2025. Julgamento não localizado até a fonte mais recente (22/12/2025).» / depois: número da ação (AP 2705) confirmado no portal do STF e fase atual (alegações finais) — motivo: auditoria da rede federal.
  3. 14 out. 2026 — Foto oficial com licença livre acrescentada (crédito na página).
  4. 15 out. 2026 — Acrescentada filiação partidária documentada (NOVO, PL, NOVO) com fontes oficiais (TSE, Câmara) e reportagem (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  5. 15 out. 2026 — Nome público definido como "Ricardo Salles" (nome pelo qual a pessoa é conhecida e buscada; o nome completo segue em "nome").