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No voto do impeachment de Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro homenageia "a memória do Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff"

Jair Bolsonaro · 17 abr. 2016 · Registro de voto na sessão da Câmara que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (DCR 1/2015), como deputado federal (Bloco/PSC-RJ) · Plenário da Câmara dos Deputados, Brasília · Plenário da Câmara dos Deputados (notas taquigráficas) · Situação editorial: Revisão de fontes

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Texto conferido na nota taquigráfica oficial; consequência atribuída à Agência Brasil. Pronta para revisão não significa aprovação.

Revisão editorial assistida por IA em 14 out. 2026 — pendente de aprovação humana

Registro em revisão de fontes; não publicado.

“Perderam em 1964. Perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, que o PT nunca teve... Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra a Folha de S.Paulo, pela memória do Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff!”

Transcrição conferida no registro original · marcação de tempo: Registro de voto iniciado às 14h04 de 17/04/2016 (dataHoraInicio da API); Diário da Câmara dos Deputados de 18/04/2016, p. 91

Registro original:

Contexto

Antes da fala: O deputado abriu a fala cumprimentando o presidente da Câmara: "Parabéns, Presidente Eduardo Cunha!". O presidente perguntou: "Como vota, Deputado?".

Segundo a Agência Brasil, Carlos Alberto Brilhante Ustra comandou o DOI-Codi de São Paulo entre 1970 e 1974 e é acusado de tortura e da morte ou desaparecimento de ao menos 60 pessoas.

Depois da fala: A nota registra "(Apupos no plenário.)". Em seguida o deputado concluiu: "Pelo Exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo, e por Deus acima de todos, o meu voto é "sim"!".

Por que importa

Homenagem, em votação no plenário, a militar apontado como responsável por tortura na ditadura, que motivou representação no Conselho de Ética.

Esclarecimentos e retratações

  • Reafirmação 9 nov. 2016

    Após o arquivamento no Conselho de Ética, Jair Bolsonaro disse, segundo a Agência Brasil: "Acho que se fez justiça. [...] aqui estamos tratando de imunidade parlamentar que é o nosso direito de se expressar, está no artigo 53".

Reações e consequências documentadas

  • Arquivamento

    O PV apresentou representação ao Conselho de Ética da Câmara por apologia à tortura. Em 09/11/2016, o Conselho rejeitou (11 votos a 1) o parecer do relator Odorico Monteiro, que pedia o prosseguimento, e aprovou o parecer do deputado Marcos Rogério pelo arquivamento, com o fundamento de que a fala, feita em plenário, estava coberta pela imunidade parlamentar, segundo a Agência Brasil.

Limitações

  • Vídeo da sessão não consultado; a frase "o pavor de Dilma Rousseff" foi conferida apenas na nota taquigráfica.
  • Número da representação e ata do Conselho de Ética não consultados.
  • Decisões judiciais sobre a responsabilidade de Ustra por tortura (ação declaratória no TJSP) não foram consultadas; o contexto sobre ele está atribuído à Agência Brasil.
  • Outras eventuais representações (OAB, PGR) sobre a mesma fala não foram pesquisadas.

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Registro criado no Lote 4, Grupo C — direitos humanos e meio ambiente (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).
  2. 14 out. 2026 — Auditoria das transcrições literais (pendente de aprovação humana): conferência registrada em campo próprio (fidelidade, tipo de fonte, método, data, localizador e cópia preservada).