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Indicador · emprego e informalidade · Pandemia, saúde pública e vacinação

Desocupação e informalidade no trabalho (PNAD Contínua), 2012–2024

A desocupação, que vinha de 11,7% no fim de 2018, subiu com a pandemia até 14,9% (3º tri de 2020 e 1º tri de 2021) e caiu para 7,9% no fim de 2022, menor nível desde 2014; a queda continuou em 2023–2024. A informalidade atingiu 41,0% em 2019, caiu para 36,6% no 2º tri de 2020, quando houve perda de ocupações, e terminou 2022 em 38,9%. Os dados mostram a evolução; não identificam o efeito de políticas específicas.

Situação editorial: Revisão de fontes · Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026

Registro em revisão de fontes; não publicado.

Pergunta

Como variaram a taxa de desocupação e a taxa de informalidade das pessoas de 14 anos ou mais, por trimestre, em 2019–2022, em comparação com 2015–2018 e com 2023–2024?

02040602012-T12013-T42015-T32017-T22019-T12020-T42022-T32024-T2
  • Taxa de desocupação (% da força de trabalho)
  • Taxa de informalidade (% dos ocupados)
  • período 2019-T1–2022-T4

Fonte: IBGE, PNAD Contínua trimestral (SIDRA, Tabelas 4099 e 8529), consulta em 14/10/2026. Unidade: % (desocupação sobre a força de trabalho; informalidade sobre os ocupados), pessoas de 14 anos ou mais, Brasil, trimestres civis sem ajuste sazonal, 2012-T1 a 2024-T4 (informalidade a partir de 2015-T4). Série reponderada pelo IBGE; de 2020-T2 em diante, coleta por telefone com taxa de resposta menor. Faixa destacada: 2019–2022.

Baixar os dados (CSV) · cálculo reproduzível: scripts/indicadores/desocupacao-informalidade-pnadc.mjs · licença: Dados públicos do IBGE (SIDRA), reutilização com citação da fonte; termos de uso não relidos nesta etapa.

Tabela com os valores (65 períodos)
Desocupação e informalidade no trabalho (PNAD Contínua), 2012–2024
PeríodoTaxa de desocupação
% da força de trabalho · Observado
Taxa de informalidade
% dos ocupados · Observado
Taxa de desocupação — média anual dos trimestres
% da força de trabalho · Observado
Taxa de informalidade — média anual dos trimestres
% dos ocupados · Observado
2012——7,4—
2012-T18———
2012-T27,6———
2012-T37,1———
2012-T46,9———
2013——7,2—
2013-T18———
2013-T27,5———
2013-T37———
2013-T46,2———
2014——6,9—
2014-T17,2———
2014-T26,9———
2014-T36,8———
2014-T46,6———
2015——8,6—
2015-T18———
2015-T28,4———
2015-T39———
2015-T49,138,3——
2016——11,638,6
2016-T11138,3——
2016-T211,438,7——
2016-T311,938,4——
2016-T412,139,1——
2017——12,939,9
2017-T113,939,3——
2017-T213,139,8——
2017-T312,540,2——
2017-T411,940,3——
2018——12,440,5
2018-T113,240,2——
2018-T212,640,3——
2018-T31240,7——
2018-T411,740,8——
2019——1240,8
2019-T112,840,5——
2019-T212,140,9——
2019-T311,941——
2019-T411,140,7——
2020——13,838,4
2020-T112,439,6——
2020-T213,636,6——
2020-T314,938,1——
2020-T414,239,1——
2021——13,240,2
2021-T114,939,2——
2021-T214,240,1——
2021-T312,740,7——
2021-T411,140,8——
2022——9,339,7
2022-T111,140,2——
2022-T29,340——
2022-T38,739,5——
2022-T47,938,9——
2023——839,1
2023-T18,839——
2023-T2839,2——
2023-T37,739,1——
2023-T47,439,2——
2024——6,938,8
2024-T17,938,9——
2024-T26,938,7——
2024-T36,438,8——
2024-T46,238,6——

Fontes das séries: IBGE — SIDRA, Tabela 4099 (PNAD Contínua trimestral), variável 4099: taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais, Brasil, 2012-T1 a 2026-T2 · IBGE — SIDRA, Tabela 8529 (PNAD Contínua trimestral), variável 12466: taxa de informalidade das pessoas ocupadas de 14 anos ou mais, Brasil, 2015-T4 a 2026-T2

O que os dados mostram

  • Fato documentado

    A taxa de desocupação passou de 11,7% no 4º trimestre de 2018 para 11,1% no 4º trimestre de 2019; subiu a 14,9% no 3º trimestre de 2020 e no 1º trimestre de 2021, o maior valor da série desde 2012, e caiu para 7,9% no 4º trimestre de 2022.

    • primáriaSIDRA — APIfichavariável 4099, trimestres 201804 (11.7), 201904 (11.1), 202003 (14.9), 202101 (14.9) e 202204 (7.9)
  • Fato documentado

    Em médias anuais, a desocupação foi de 12,0% (2019), 13,8% (2020), 13,2% (2021) e 9,3% (2022). A média dos quatro anos (12,1%) ficou acima da média de 2015–2018 (11,4%), que inclui a recessão de 2015–2016.

    • primáriaSIDRA — APIfichavariável 4099, médias dos trimestres de 2015 a 2022 (série taxa_desocupacao_media_anual)
  • Fato documentado

    O 4º trimestre de 2022 (7,9%) teve a menor desocupação desde o 4º trimestre de 2014 (6,6%). É uma melhora documentada no fim do período; a queda continuou depois de 2022.

    • primáriaSIDRA — APIfichavariável 4099, trimestres 201404 (6.6), 201501 a 202203 (todos acima de 7.9) e 202204 (7.9)
  • Fato documentado

    A taxa de informalidade chegou a 41,0% no 3º trimestre de 2019, maior valor da série iniciada em 2015, caiu para 36,6% no 2º trimestre de 2020 e voltou a 40,8% no 4º trimestre de 2021; fechou 2022 em 38,9%.

    • primáriaSIDRA — APIfichavariável 12466, trimestres 201903 (41.0), 202002 (36.6), 202104 (40.8) e 202204 (38.9)
  • Análise editorial

    A queda da informalidade no 2º trimestre de 2020 ocorreu junto com a alta da desocupação (13,6%) e, por isso, não deve ser lida como formalização: uma taxa de informalidade menor pode resultar da perda de ocupações informais. A confirmação exige os totais de ocupados formais e informais, não usados aqui.

  • Fato documentado

    Em abril de 2020, com a coleta por telefone, a taxa de resposta da PNAD Contínua foi de 60,2%, contra 87,9% em fevereiro; o IBGE considerou viável a divulgação, sem aumento significativo dos coeficientes de variação da taxa de desocupação no trimestre móvel de fevereiro a abril.

  • Fato documentado

    A série foi reponderada pelo IBGE em 30/04/2019, com a Projeção da População Revisão 2018, para os dados de 2012 a 2018. Em 27/04/2021, a Nota técnica 02/2021 informou que o IBGE anteciparia a calibração dos pesos por sexo e idade, por causa da coleta por telefone, e apresentaria a série reponderada.

Contexto

Antes de 2019: A desocupação era de 6,2% a 8,0% em 2012–2014, subiu com a recessão de 2015–2016 e chegou a 13,9% no 1º trimestre de 2017; a média anual foi de 12,4% em 2018 e o 4º trimestre de 2018 fechou em 11,7%. A informalidade subiu de 38,3% (2015-T4) para 40,8% (2018-T4). Esses movimentos antecedem 2019 e não são atribuídos ao governo Bolsonaro.

Depois de 2022: A desocupação seguiu caindo após 2022: 7,4% no 4º trimestre de 2023 e 6,2% no 4º trimestre de 2024 (o SIDRA registra 5,1% no 4º trimestre de 2025). A informalidade ficou em 39,2% em 2023-T4 e 38,6% em 2024-T4. Esses resultados não são atribuídos ao governo anterior nem ao seguinte sem estudo específico.

Decisões e fatores relacionados

Quem decidiu ou o que influenciou. A presença de uma decisão aqui não demonstra, por si, que ela causou a variação do indicador.

  • Congresso 20 mar. 2020

    O Congresso Nacional reconheceu o estado de calamidade pública com efeitos até 31/12/2020, a pedido do Presidente da República (Mensagem nº 93/2020), dispensando o cumprimento da meta de resultado fiscal.

  • Executivo federal 6 jul. 2020

    O Executivo federal editou a MP 936/2020, que criou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda; o Congresso a converteu na Lei 14.020/2020. Os efeitos do programa sobre a desocupação não foram estimados nesta análise.

    • primáriaPlanalto — Legislaçãofichapreâmbulo ("Conversão da Medida Provisória nº 936, de 2020"; "o Congresso Nacional decreta e eu sanciono"); art. 1º
  • Fator externo 17 mar. 2020

    Pandemia de covid-19: o IBGE interrompeu a coleta presencial de suas pesquisas em 17/03/2020; a PNAD Contínua passou a ser feita por telefone.

Associação e causalidade

Os dados mostram a cronologia: alta da desocupação em 2020–2021, durante a pandemia, e queda forte em 2022. Isso é associação temporal. Nesta análise não foi lido estudo que estime, com método identificado, o efeito de políticas do governo federal (como o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda) ou do Congresso sobre essas taxas. Por isso, não se afirma que alguma política tenha causado a alta ou a queda. A ausência desse estudo aqui não permite concluir que as políticas não tiveram efeito.

Outras explicações possíveis

  • Choque da pandemia: queda da atividade e saída de pessoas da força de trabalho em 2020 alteram a taxa de desocupação nos dois sentidos (menos procura de trabalho reduz a taxa; perda de ocupações a eleva).
  • Retomada da atividade em 2021–2022, com reabertura dos serviços, comum a vários países após a fase aguda da pandemia.
  • Mudanças de coleta (telefone) e de ponderação em 2020–2021, que afetam a comparabilidade fina entre trimestres.
  • Tendências anteriores a 2019, como a recuperação após a recessão de 2015–2016 e os efeitos de reformas anteriores (por exemplo, a reforma trabalhista de 2017), não avaliadas aqui.

Método

Fontes e séries

IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) trimestral. Taxa de desocupação: SIDRA, Tabela 4099, variável 4099 (%, pessoas de 14 anos ou mais na força de trabalho), 2012-T1 em diante. Taxa de informalidade: SIDRA, Tabela 8529, variável 12466 (%, pessoas ocupadas de 14 anos ou mais), 2015-T4 em diante. Ambas para o Brasil, por trimestre civil (jan–mar = T1).

Metodologia

A taxa de desocupação é a proporção de pessoas desocupadas (sem trabalho, que procuraram e estavam disponíveis) na força de trabalho, na semana de referência. A taxa de informalidade é a proporção de ocupados em situação de informalidade no trabalho principal, segundo a definição operacional do IBGE (não relida nesta etapa). Usamos os trimestres civis publicados, sem dessazonalizar; por isso, o 1º trimestre de cada ano tende a ter desocupação mais alta. As médias anuais são a média simples dos quatro trimestres, calculada pelo script. A série não mede a qualidade dos empregos, a renda, o desalento nem a subocupação (esses estão em outras variáveis da Tabela 4099 e em outras tabelas).

Revisões e quebras da série

A PNAD Contínua foi reponderada em 30/04/2019, com a Projeção da População Revisão 2018, retroagindo a 2012 (nota técnica do IBGE). Desde o 2º trimestre de 2020, por causa da pandemia, a coleta passou a ser só por telefone; a taxa de resposta caiu para 60,2% em abril de 2020 (87,9% em fevereiro). Em abril de 2021, a Nota técnica 02/2021 anunciou a antecipação da calibração dos pesos por sexo e idade e a divulgação de uma série reponderada — a reponderação de 2021. A data de divulgação dessa série e eventuais reponderações posteriores (por exemplo, com o Censo 2022) não foram conferidas nesta etapa. Os valores aqui são os publicados no SIDRA em 14/10/2026 e já incorporam todas as revisões feitas até essa data; números citados em reportagens antigas podem diferir. A série de informalidade só começa no 4º trimestre de 2015.

Valores nominais e reais

Não se aplica: as séries são taxas (percentuais), sem valores monetários.

Limitações

  • Trimestres civis sem ajuste sazonal; comparações devem usar o mesmo trimestre de anos diferentes ou médias anuais.
  • A definição operacional de informalidade do IBGE não foi relida nesta etapa.
  • Não foram usados os totais absolutos de ocupados, desocupados e informais, nem subocupação e desalento.
  • Não foram usados dados do Novo Caged (emprego formal celetista), que têm metodologia diferente (comparabilidade com a PNAD Contínua não avaliada aqui).
  • A data e o conteúdo da série reponderada anunciada em 2021, e de reponderações posteriores, não foram conferidos.

Estudos relacionados

Pesquisas e avaliações sobre decisões específicas ligadas ao tema. Cada uma tem natureza de evidência, período e autor da decisão próprios: estudos de outros períodos ou de decisões estaduais servem de contexto metodológico e não demonstram efeitos do governo federal de 2019–2022. A leitura deste indicador continua sendo de associação temporal.

Lacunas

  • Totais de ocupados formais e informais por trimestre (SIDRA, Tabela 4093 ou 8517) para confirmar a leitura da queda da informalidade em 2020.
  • Data de divulgação da série reponderada anunciada na Nota técnica 02/2021.

Pendências (só na prévia)

  • Procurar avaliação de impacto do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) com método identificado (por exemplo, estudos do Ipea ou do Ministério da Economia).

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Registro criado no Lote 5, Grupo I3 (pesquisa assistida); aguarda revisão humana de fontes e editorial.