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bolsonaros.com

Família Bolsonaro

Ana Cristina Valle

Verbete do arquivo bolsonaros.com · cada afirmação aponta para a fonte

Advogada, mãe de Jair Renan Bolsonaro. Viveu em união estável com Jair Bolsonaro de 1997 a 2008, segundo O Globo; o Estado de Minas a chama de "segunda esposa" e situa o fim da relação em 2009. Trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio de 2001 a 2008, segundo a imprensa, e foi depois assessora na Câmara de Resende e assessora parlamentar da deputada federal Celina Leão (PP-DF). Foi candidata a deputada federal pelo Rio em 2018 (Podemos) e a deputada distrital em 2022 (PP), com o nome de urna "Cristina Bolsonaro", e ficou como suplente nas duas. É uma das pessoas cuja participação é apurada na investigação do MPRJ sobre o gabinete de Carlos; não foi localizada denúncia contra ela.

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Candidaturas e partidos (2000, 2018, 2022) conferidos nas bases oficiais do TSE; união com Jair Bolsonaro conferida em três reportagens, com divergência registrada; cargos e investigação do MPRJ atribuídos à imprensa (Estadão, CartaCapital, Gazeta do Povo), sem documento oficial lido. Pronta para revisão não significa aprovação.

Última conferência: 14 out. 2026 · Situação editorial: Revisão de fontes

A. Envolvimento criminal e situação processual

  • Investigado

    Investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre suspeita de desvio de salários de assessores ("rachadinha") e de nomeação de funcionários que não trabalhariam no gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio. Segundo o Estadão, o MPRJ atribuiu a Ana Cristina, ex-chefe do gabinete, "lugar de destaque" na estrutura investigada; sete parentes dela foram nomeados no gabinete; a pedido do MPRJ, a Justiça autorizou em maio de 2021 a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Carlos e de outras 26 pessoas, entre elas Ana Cristina. Em julho de 2020 ela havia sido chamada a depor ao MPRJ.

    Em setembro de 2024, o MPRJ denunciou sete funcionários e ex-funcionários do gabinete e arquivou a investigação sobre Carlos, segundo o Estadão; a reportagem não diz se Ana Cristina estava entre os denunciados nem como ficou a parte dela. Em fevereiro de 2026 a investigação foi reaberta, e a Gazeta do Povo a inclui entre as ao menos 25 pessoas cuja possível participação é apurada. Nenhuma denúncia contra ela foi localizada até 14/10/2026. Ser investigada não é ser acusada.

    Verificado em 14 out. 2026

    • Bem Paranáficha1º parágrafo ("ocupava, segundo as apurações da Promotoria, lugar de destaque"; "Ela tinha sete parentes em cargos de confiança") e parágrafo "O MP acredita" ("outras 26 pessoas tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem da Justiça, em maio")
    • CartaCapitalficha1º parágrafo: "Ao autorizar a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) e outras 26 pessoas, a Justiça do Rio atingiu Ana Cristina Siqueira Valle"
    • IstoÉficha1º parágrafo: "deverá prestar depoimento nesta quinta-feira, 9, ao Ministério Público do Rio"
    • O Povoficha1º parágrafo: "denunciou sete funcionários e ex-funcionários da Câmara Municipal"; "O inquérito contra o vereador foi arquivado por falta de provas."
    • Gazeta do Povoficha3º parágrafo: "As apurações indicam a possível participação de, ao menos, 25 pessoas incluindo a ex-madrasta do ex-vereador, Ana Cristina Siqueira Valle"
  • Outra situação (ver ficha)

    A CPI da Pandemia aprovou em 15/09/2021 a convocação de Ana Cristina, por requerimento do senador Alessandro Vieira, para esclarecer a relação dela com Marconny Faria, apontado como lobista da Precisa Medicamentos. Segundo o trecho do requerimento citado pela CartaCapital, mensagens extraídas de um celular em poder da CPI indicariam que ela, a pedido dele, entrou em contato com o Palácio do Planalto sobre a escolha do defensor público-geral federal.

    Convocada a depor. Não foi conferido se o depoimento ocorreu nem se o relatório final da CPI (aprovado em 26/10/2021) trata dela.

    Procedimento: senado-cpi-pandemia

    Verificado em 14 out. 2026

    • Poder360ficha1º e 2º parágrafos: "aprovou nesta 4ª feira (15.set.2021) a convocação de Ana Cristina Valle"; requerimento "apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), em 3 de setembro"
    • CartaCapitalficha2º parágrafo (trecho do requerimento): "a pedido do lobista Marconny Faria, a Sra. Ana Cristina Siqueira Valle [...] entrou em contato com o Palácio do Planalto para exercer influência no processo de escolha do Defensor Público-Geral Federal"

Família

  • Viveu em união estável com Jair Bolsonaro de 1997 a 2008, segundo O Globo e O Hoje; o Estado de Minas a chama de "segunda esposa" e diz que a relação terminou "de forma litigiosa em 2009". O acervo registra a união como estável, com fim em 2008, e anota a divergência.

    • InfoMoney (republicação de O Globo)fichaparágrafo seguinte ao de Rogéria: "Veio então o casamento com Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan." e "A união estável durou de 1997 a 2008."
    • Estado de Minasficha6º parágrafo: "A segunda esposa foi a advogada Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan Bolsonaro"; 7º parágrafo: "O relacionamento entre os dois terminou de forma litigiosa em 2009"
    • O Hojeficha3º parágrafo: "Posteriormente, ele manteve uma união estável com Ana Cristina Valle, com quem teve Jair Renan."
  • É mãe de Jair Renan Valle Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, eleito vereador em Balneário Camboriú (SC) em 2024 e deputado federal por Santa Catarina em 2026. Em 2018 e 2022 concorreu com o nome de urna "Cristina Bolsonaro".

Casamentos e filhos de Jair Bolsonaro →

Cargos e mandatos

  1. Assessora na Câmara Municipal de Resende (RJ) — Câmara Municipal de Resende

    ? – atual ou não informado · Em julho de 2020, segundo o Estadão ("Hoje assessora na Câmara de Resende"). Gabinete, período e ato de nomeação não conferidos.

    • IstoÉficha3º parágrafo: "Hoje assessora na Câmara de Resende"
  2. Assessora parlamentar da deputada federal Celina Leão (PP-DF) — Câmara dos Deputados

    ? – atual ou não informado · Em exercício em abril de 2022, segundo a CartaCapital. Data de início e de saída e ato de nomeação não conferidos no portal da Câmara dos Deputados.

    • CartaCapitalfichapenúltimo parágrafo: "Ana Cristina é advogada e recebe 6,2 mil reais como assessora parlamentar da deputada federal Celina Leão (PP-DF)."
  3. Servidora comissionada no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (descrita pela imprensa como chefe de gabinete) — Câmara Municipal do Rio de Janeiro

    2001 – 2008 · Período e função segundo o Estadão (IstoÉ e Bem Paraná). Atos de nomeação e de exoneração e o nome exato do cargo não foram conferidos nesta ficha: os atos da Câmara Municipal são levantados pela frente de gabinetes.

    • IstoÉficha3º parágrafo: "Ana Cristina ficou de 2001 a 2008 lotada no gabinete de Carlos"
    • Bem Paranáficha1º parágrafo: "Ana Cristina Siqueira Valle, ex-chefe de gabinete de Carlos"; 2º parágrafo: "Até 2008, Ana trabalhou no gabinete."

Lacunas e limitações

  • Atos de nomeação e exoneração na Câmara Municipal do Rio (2001–2008) não consultados nesta ficha; o levantamento dos atos dos gabinetes de Carlos e Flávio é feito por outra frente.
  • Cargo na Câmara dos Deputados (gabinete de Celina Leão): data de início, de saída e ato de nomeação não conferidos no portal da Câmara.
  • Cargo na Câmara Municipal de Resende: gabinete, período e ato não conferidos.
  • Investigação do MPRJ sobre o gabinete de Carlos: número do procedimento, peças do MPRJ e decisão de quebra de sigilo não consultados; não há registro do procedimento no acervo. A situação dela no arquivamento de 2024 e na reabertura de 2026 está sustentada só pela imprensa.
  • CPI da Pandemia: requerimento, eventual depoimento e menção no relatório final não conferidos.
  • Candidatura de 2000 (ANA CRISTINA SIQUEIRA VALLE MENDES): identificada pelo nome e pela data de nascimento na base do TSE; nenhuma reportagem lida a confirma.
  • Não foram lidas nem registradas reportagens sobre áudios atribuídos a parentes dela (gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara) nem sobre compras de imóveis; nenhum procedimento específico sobre esses temas foi identificado nas fontes lidas.

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Criação do registro (frente família; pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes). Foto do registro de candidatura de 2022 no TSE.