Declaração · Segurança pública, armas e violência política · Atuação parlamentar dos filhos
No Senado, Flávio Bolsonaro defende o decreto de armas assinado por Jair Bolsonaro e diz que ele "restabelece a vontade da população"
Registro em revisão de fontes; não publicado.
“Vejo alguns Senadores encherem o peito, os seus pulmões de ar, para falarem em democracia, como se o que está acontecendo neste momento com relação à legislação de armas fosse algum atentado à democracia, algum desrespeito a esta Casa. [...] Então, esse decreto que foi assinado ontem, com muita coragem, restabelece a vontade da população, tanto do referendo de 2005, como dessas eleições de 2018. [...] Esse decreto foi até onde a lei permitia, Senador Marcos do Val, até o limite da lei, o que podia ser feito por decreto. A partir de agora é com o Congresso – somos nós, Senadores, e a Câmara dos Deputados, aqui ao lado – para que, se Deus quiser, avance ainda mais, porque muitas coisas precisam avançar. [...] Hoje as atrocidades acontecem porque as pessoas de bem estão desarmadas.”
- primáriaSenado Federal — Dados Abertos (pronunciamento 453390); publicação no DSF de 09/05/2019, pp. 75–77fichatexto integral, §§ 2, 4, 5 e 7
Contexto
Antes da fala: Abriu dizendo que queria "restabelecer a verdade" diante de senadores que criticavam o decreto. Citou o referendo de 2005 e afirmou que só "os marginais" têm porte de arma liberado no país.
O texto oficial não informa o número do decreto, apenas que foi "assinado ontem" (07/05/2019). O número e o teor do decreto não foram conferidos nesta etapa.
Depois da fala: Disse que o decreto "deu segurança jurídica" para quem tem arma em propriedade rural, mas que não liberou o porte, o que "não é possível fazer por decreto". Cumprimentou o governador Wilson Witzel, presente no plenário, e afirmou: "A Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia denuncia o Governador à ONU por ele estar matando vagabundos!" (§ 9). Pediu prioridade para projetos penais, como a PEC de redução da maioridade penal, criticou institutos de pesquisa e terminou parabenizando "os colecionadores, atiradores e caçadores".
Por que importa
Senador defendeu no plenário a ampliação do acesso a armas por decreto e pediu ao Congresso que avançasse na mesma linha.
Esclarecimentos e retratações
Dossiês relacionados
Limitações
- Número e texto do decreto de 07/05/2019 não conferidos no Diário Oficial.
- Afirmação verificável candidata a checagem: "mais de 64%" da população favorável ao direito à legítima defesa no referendo de 2005 (o resultado oficial do TSE não foi consultado).
- DSF e vídeo da sessão não consultados.
- Reações de terceiros fora do plenário não pesquisadas nesta etapa.