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Declaração · Democracia, eleições e instituições · Atuação parlamentar dos filhos

No Senado, Flávio Bolsonaro defende o impeachment de Alexandre de Moraes com base em reportagem da Folha de S.Paulo e diz que o ministro age como "criminoso"

Flávio Bolsonaro · 14 ago. 2024 · Discurso na 115ª Sessão Deliberativa Ordinária do Senado, como senador (PL-RJ), após reportagem da Folha de S.Paulo com mensagens entre auxiliares do gabinete do ministro Alexandre de Moraes · Plenário do Senado Federal, Brasília · Plenário do Senado Federal (texto integral pela API de Dados Abertos; DSF de 15/08/2024, pp. 39–42) · Situação editorial: Revisão de fontes

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Texto conferido no texto integral oficial do Senado. Pronta para revisão não significa aprovação.

Registro em revisão de fontes; não publicado.

“Caso se confirme – tudo que eu falei aqui é com base na matéria –, estamos diante de um grande atentado à democracia, partindo de um magistrado da mais alta corte do nosso país. [...] Isso não é papel de magistrado! Isso é papel de um criminoso! [...] Eu, Presidente, sempre tive uma postura moderada nessa pauta, sempre tomei todos os cuidados, sempre procurei construir pontes, e já disse uma vez que achava que, antes de fazer impeachment, tínhamos caminhos, degraus a serem perseguidos e percorridos, para se evitar uma medida drástica como essa. [...] Portanto, não há mais como o Senado Federal fugir de apreciar aqui um pedido de impeachment do Ministro Alexandre de Moraes por diversas razões [...] E digo mais: se esse processo todo caminhar para alguma anistia, tem que se incluir na anistia o Ministro Alexandre de Moraes, tem que se incluir na anistia o juiz auxiliar dele, o perito dele, porque, caso se confirme, mais uma vez, cometeram crimes”

Transcrição conferida no registro original · marcação de tempo: DSF de 15/08/2024, pp. 39–42 (a API não informa horário)

Registro original:

Contexto

Antes da fala: Disse que "nós, de centro e direita, nos sentimos perseguidos pelo Alexandre de Moraes" e que as mensagens mostrariam o ministro "usando de artifícios de arapongagem para produzir, inventar crimes". Leu um diálogo publicado pelo jornal entre um juiz auxiliar e um perito, em que é pedido o levantamento de redes sociais de nove deputados "para fins de multa".

A fala é condicionada pelo próprio senador: "Caso se confirme – tudo que eu falei aqui é com base na matéria". A reportagem da Folha não foi consultada nesta etapa. Entre os deputados da lista lida por ele está o irmão, Eduardo Bolsonaro.

Depois da fala: Disse que o Senado é "a corregedoria do Supremo", que vai continuar cobrando o impeachment e dirigiu à imprensa a pergunta "o que mais falta para vocês entenderem que vocês estão no pacote?". O trecho final sobre anistia está citado.

Por que importa

Senador e filho de Jair Bolsonaro defendeu no plenário o impeachment de ministro do STF que conduz inquéritos sobre aliados e familiares, e propôs incluir o ministro numa eventual anistia.

Esclarecimentos e retratações

Nenhum esclarecimento ou retratação localizado na pesquisa.

Reações e consequências documentadas

Dossiês relacionados

Limitações

  • Reportagem da Folha de S.Paulo e a resposta pública de Alexandre de Moraes, mencionadas na fala, não consultadas.
  • Afirmação candidata a checagem: buscas determinadas contra a filha menor de idade de um blogueiro, contra o senador Marcos do Val e contra um influenciador, citadas no § 36.
  • Reações de terceiros fora do plenário não pesquisadas nesta etapa.

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Registro criado no levantamento de projetos e pautas de Flávio Bolsonaro no Legislativo. Pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes.