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Declaração · Meio ambiente, desmatamento e povos indígenas · Educação, ciência, cultura e universidades

Em café com correspondentes estrangeiros, Jair Bolsonaro diz ter "a convicção que os dados são mentirosos", referindo-se ao INPE

Jair Bolsonaro · 19 jul. 2019 · Café da manhã do presidente com jornalistas da imprensa estrangeira · Brasília · Situação editorial: Revisão de fontes

Auditada — pronta para revisão humana em 14 out. 2026 — Fala atribuída à imprensa e conferida no texto da reportagem; consequência atribuída à Agência Brasil. Pronta para revisão não significa aprovação.

Revisão editorial assistida por IA em 14 out. 2026 — pendente de aprovação humana

Registro em revisão de fontes; não publicado.

“A questão do Inpe, eu tenho a convicção que os dados são mentirosos. [...] Até mandei ver quem é o cara que está a frente do Inpe para vir se explicar aqui em Brasília, explicar esses dados aí que passaram na imprensa. [...] No nosso sentimento, isso não condiz com a realidade. Até parece que ele está a serviço de alguma ONG, que é muito comum.”

Transcrição publicada por veículo — original não consultado · transcrição de Jornal de Brasília, 20/07/2019 (texto com reprodução de entrevista ao O Estado de S. Paulo); as frases aparecem separadas por "afirmou" e "disse", aqui indicadas por [...]

Outras fontes:

Contexto

Antes da fala: Segundo a mesma reportagem, o presidente disse antes: "Se toda essa devastação de que vocês nos acusam de estar fazendo e ter feito no passado, a Amazônia já teria sido extinta, seria um grande deserto". As falas vieram um dia depois de a imprensa noticiar que os alertas do DETER-B indicavam, até meados de julho, a segunda maior perda de floresta da série medida desde 2015.

O INPE mantém dois sistemas: o DETER, de alertas quase diários para fiscalização, e o PRODES, que calcula a taxa anual oficial de desmatamento por corte raso (ano de agosto a julho).

Por que importa

Contestação pública, pelo presidente da República, de dados de desmatamento produzidos por instituto federal de pesquisa, seguida da saída do diretor do instituto.

Esclarecimentos e retratações

Nenhum esclarecimento ou retratação localizado na pesquisa.

Reações e consequências documentadas

  • Fato documentado

    Em 02/08/2019, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, decidiu exonerar Ricardo Galvão da direção do INPE, segundo a Agência Brasil, que relatou a confirmação da assessoria do ministério. Galvão atribuiu a saída ao "constrangimento" criado pela forma como se expressou em relação ao presidente.

  • O diretor do INPE, Ricardo Galvão, disse ao O Estado de S. Paulo que o presidente fez "comentários impróprios e sem nenhum embasamento" e "ataques inaceitáveis", e que os dados do instituto "estão abertos para todo mundo" e são publicados em revistas científicas.

Checagens

Limitações

  • Gravação do café com correspondentes não localizada; texto atribuído ao Jornal de Brasília/Estadão.
  • Ato de exoneração no Diário Oficial não consultado.

Histórico

  1. 14 out. 2026 — Registro criado no Lote 4, Grupo C — direitos humanos e meio ambiente (pesquisa assistida; aguarda revisão humana de fontes).