Declaração · Desinformação e ataques à imprensa
Na saída do Alvorada, questionado sobre a troca na Superintendência da PF no Rio, Jair Bolsonaro manda repórteres "calar a boca"
Registro em revisão de fontes; não publicado.
“[Repórter: "O senhor pediu a troca, presidente?"] Isso é uma patifaria! [Repórter: "O senhor pediu alguma troca no Rio?"] Cala a boca! Não te perguntei nada! [Outro repórter: "O senhor pediu a troca, presidente?"] Cala a boca! Cala a boca!”
Contexto
Antes da fala: Antes, segundo a reportagem, o presidente leu a manchete da Folha de S.Paulo ("Novo diretor da PF assume a acata pedido de Bolsonaro", grafia da reportagem), chamou o jornal de "canalha" e disse: "Não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal –nem eu, nem meus filhos. [...] Eu estou tendo influência sobre a Polícia Federal? Eu estou tendo influência?"
A troca ocorria logo depois da posse do novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza; o ex-ministro Sergio Moro havia afirmado, ao deixar o cargo, que o presidente queria interferir na PF (segundo a mesma reportagem).
Depois da fala: Segundo a reportagem (paráfrase), os apoiadores aplaudiram e passaram a ofender os profissionais; o presidente seguiu criticando a imprensa e foi embora sem responder às perguntas sobre a troca na PF do Rio.
Por que importa
Reação do presidente da República a perguntas de jornalistas sobre a troca no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, tema que motivou a saída do ministro da Justiça dias antes.
Esclarecimentos e retratações
Limitações
- Vídeo ou áudio original não consultado: a pesquisa assistida não assiste a gravações; o texto oficial da Presidência não foi consultado (portal do Planalto exige login; Biblioteca da Presidência "em manutenção" em 14/10/2026; Wayback Machine fora do ar).
- Inquérito no STF sobre a alegada interferência na PF não consultado nesta etapa.
- Esclarecimentos do autor sobre o episódio não foram localizados em fonte lida.