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Procedimento

Inquérito no STF (relator Alexandre de Moraes) — suspeita de lavagem de dinheiro na relação de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz

STF — distribuído por sorteio ao ministro Alexandre de Moraes, segundo o Estadão, a Jovem Pan, o Metrópoles e a Folha; investigação conduzida pela Polícia Federal, desdobramento de inquérito da PF no Rio Grande do Sul sobre pagamentos digitais e apostas · Inquérito no STF

Situação atual — verificada em 22 out. 2026

Investigação em curso, sob sigilo, no STF, com Alexandre de Moraes como relator sorteado. Em 20/10/2026, segundo o RDNews, Flávio Bolsonaro pediu acesso aos autos; a defesa de Tomaz disse ter requerido acesso (Folha, Metrópoles). Nenhuma decisão de Moraes sobre o objeto da apuração, indiciamento ou denúncia foi localizada até 22/10/2026. Ser investigado não é ser acusado.

Partes e situação de cada uma

PessoaPapelSituação
Flávio BolsonaroinvestigadoInvestigado Lavagem de dinheiro
Segundo o Estadão (18/10/2026), a PF enviou ao STF "um novo inquérito contra o senador" para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo sua relação com Willer Tomaz; Jovem Pan, Metrópoles e Folha também o descrevem como investigado. A piauí afirma que a PF pediu o inquérito para apurar a suspeita de que ele era sócio oculto da Best Bet; as demais fontes lidas não atribuem essa formulação à PF. Nega irregularidades e diz que a relação com Tomaz é de amizade. Sem indiciamento nem denúncia localizados.
Willer TomazinvestigadoInvestigado Lavagem de dinheiro
Segundo o Estadão, passou a ser investigado no inquérito da PF no Rio Grande do Sul depois que a PF identificou "elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto"; a quebra do sigilo telemático dele levou aos vínculos com o senador e à remessa ao STF. Nega irregularidades, diz que só soube do inquérito pela imprensa e que a defesa requereu acesso aos autos.
Cláudio Castrocitado no pedido de abertura, segundo a FolhaOutra situação (ver ficha)
Segundo a Folha (via Jornal de Brasília, 20/10/2026), o inquérito também apura se houve irregularidades nas condutas dele, ligadas a uma licitação de 2022 da Loterj vencida por empresa que a PF atribui a Tomaz. Não confirmado em outra fonte lida; não foi lido ato que o inclua formalmente como investigado. Diz que não participou da licitação e desconhecia o vínculo de Tomaz com a empresa.
Alexandre Ramagemcitado no pedido de abertura, segundo a FolhaOutra situação (ver ficha)
Segundo a Folha (via Jornal de Brasília, 20/10/2026), a PF menciona no pedido de abertura um pagamento de R$ 270 mil, em três parcelas de R$ 90 mil, cujo beneficiário final seria ele. Não confirmado em outra fonte lida; não foi lido ato que o inclua formalmente como investigado.

Decisões e movimentações

  1. out. 2026 Suspeita sob investigação · pedido de abertura de investigação formulado pela PF ao STF (documento não lido; data não informada)

    A PF encaminhou ao STF pedido de abertura de investigação. Segundo a Folha, o pedido indica possíveis irregularidades numa licitação de 2022 da Loterj e menciona pagamento cujo beneficiário final seria Alexandre Ramagem; segundo a piauí, o pedido é para investigar a suspeita de que Flávio era sócio oculto da Best Bet. Segundo o Estadão, a PF registrou que o material analisado "contém referências a autoridades detentora de foro por prerrogativa de função, notadamente parlamentar federal".

    • Jornal de Brasília / Folhapressfichatrechos "No pedido de abertura de investigação encaminhado ao Supremo, a PF indica possíveis irregularidades em uma licitação de 2022 da Loterj" e "Em relação a Ramagem, a Polícia Federal faz menção, no pedido de abertura de investigação, a um pagamento de R$ 270 mil"
    • revista piauífichatrecho "a Polícia Federal solicitou ao STF a abertura de um inquérito para investigar a suspeita de que Flávio era, na verdade, sócio oculto da Best Bet"
    • UOL / Agência Estadofichatrecho "Registra-se, por fim, que o material analisado contém referências a autoridades detentora de foro por prerrogativa de função, notadamente parlamentar federal"
  2. 8 out. 2026 Alegação atribuída · remessa dos autos ao STF, segundo informação da campanha de Flávio relatada pelo RDNews (que reproduz apuração da CNN Brasil)

    Segundo a campanha de Flávio, citada pelo RDNews, o inquérito foi remetido ao STF em 08/10/2026. O Estadão diz que ele "chegou ao STF há pelo menos uma semana" antes de 18/10/2026. A remessa decorreu da identificação de vínculos entre Tomaz e um parlamentar com foro por prerrogativa de função, segundo o Estadão e a Jovem Pan.

    • RDNewsfichatrecho "A informação na campanha é que o inquérito foi remetido à Corte no dia 8 de outubro, autuado e distribuído a Moraes no dia 16 de outubro"
    • UOL / Agência Estadofichatrechos "O inquérito chegou ao STF há pelo menos uma semana e foi distribuído por meio de sorteio" e "Por isso, o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal"
    • Jovem Panfichatrecho "A identificação de um parlamentar entre os envolvidos levou à remessa da investigação ao STF"
  3. 16 out. 2026 Alegação atribuída · autuação e distribuição por sorteio ao ministro Alexandre de Moraes (relatadas pela imprensa; registro do STF não lido)

    Segundo o RDNews, o inquérito foi autuado e distribuído a Alexandre de Moraes em 16/10/2026. Estadão, Jovem Pan, Metrópoles e Folha informam que Moraes foi sorteado relator. Segundo o RDNews, já haveria diligências em curso antes da abertura de vista ao Ministério Público; o veículo atribui à CNN Brasil a informação de que "o MP autorizou a abertura de investigação", não confirmada em outra fonte lida.

    • RDNewsfichatrechos "autuado e distribuído a Moraes no dia 16 de outubro" e "A CNN Brasil apurou que o MP autorizou a abertura de investigação"
    • UOL / Agência Estadofichatrecho "foi distribuído por meio de sorteio. O relator sorteado foi o ministro Alexandre de Moraes"
    • Metrópolesfichatrecho "o caso foi remetido ao Supremo, onde teve o ministro Alexandre de Moraes sorteado como relator"
    • Jovem Panfichatrecho "O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes"
  4. 19 out. 2026 Alegação atribuída · busca e apreensão (Operação Linceu) autorizada por Alexandre de Moraes, segundo o ICL Notícias; decisão não lida

    Segundo o ICL Notícias, a PF deflagrou a Operação Linceu, com mandado de busca contra Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de TI do STJ, suspeito de repassar a Tomaz informações de processos antes da divulgação oficial; a operação foi autorizada por Moraes e, segundo o veículo, "determinada dentro desse inquérito". A ligação entre a operação e este inquérito consta só do ICL. Tomaz nega acesso irregular a decisões.

    • ICL Notíciasfichatrechos "A investigação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e determinada pelo ministro Alexandre de Moraes" e "Willer e Flávio são investigados em um inquérito no STF sobre suposta lavagem de dinheiro. A operação da PF desta segunda foi determinada dentro desse inquérito"
  5. 20 out. 2026 Alegação atribuída · pedidos de acesso aos autos pelas defesas (relatados pela imprensa; petições e eventual decisão não lidas)

    Segundo o RDNews, Flávio pediu a Moraes acesso aos autos em 20/10/2026 (o mesmo texto diz, adiante, que a campanha "deve pedir" o acesso naquele dia). A defesa de Tomaz disse ter requerido acesso aos autos, segundo a Folha e o Metrópoles. Nenhuma decisão sobre os pedidos foi localizada.

    • RDNewsfichatrechos "pediu nesta terça-feira (20) ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes acesso aos autos do novo inquérito" e "A campanha deve pedir acesso à investigação ainda nesta terça-feira"
    • Jornal de Brasília / Folhapressfichanota de Willer Tomaz: "A defesa já requereu acesso aos autos e prestará todos os esclarecimentos às autoridades"
    • Metrópolesfichanota de Willer Tomaz: "A defesa já requereu acesso aos autos e prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades"

Lacunas

  • Número do inquérito não localizado nas fontes lidas.
  • Nenhum documento do procedimento foi lido (pedido de abertura da PF, relatórios, registro de autuação e distribuição, decisões de Moraes); tudo vem de reportagens, com atribuição.
  • Não foi localizado ato formal de instauração ou de autorização de abertura pelo relator. O RDNews atribui à CNN Brasil a informação de que "o MP autorizou a abertura de investigação", sem confirmação em outra fonte lida.
  • Só a piauí atribui à PF a suspeita de que Flávio seria "sócio oculto" da Best Bet; Estadão, Jovem Pan, Metrópoles e Folha descrevem o objeto como suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Tomaz e a relação dele com o senador.
  • A menção a Cláudio Castro e a Alexandre Ramagem no objeto da apuração vem só da Folha (via Jornal de Brasília); a condição formal dos dois não foi lida em documento.
  • A vinculação da Operação Linceu (19/10/2026) a este inquérito vem só do ICL Notícias.
  • As reportagens do Estadão e da Folha foram lidas em republicações (UOL e Jornal de Brasília); o RDNews reproduz apuração da CNN Brasil, não lida.

Dossiês

Histórico

  1. 22 out. 2026 — Registro criado a pedido do responsável em 22/10/2026. Vinculado aos dossiês flavio-bolsonaro-dono-de-bet e willer-tomaz-flavio-bolsonaro; evidências conferidas nas cópias preservadas das reportagens.